Residencial Tozzo não tem como destinar o esgoto dos apartamentos
Com as obras prontas desde janeiro, os condomínios populares do bairro Pró-Morar (Residencial Tozzo) dependem apenas de uma licença ambiental para serem habitados. São investimentos de R$ 12 milhões que podem realizar o sonho da casa própria de 240 famílias.
O principal problema para a liberação da licença ambiental é a destinação correta do esgoto.
O secretário da Semasa, Jonas Ferreira, explica que o condomínio foi projetado para enviar todos os dejetos na rede da estação de tratamento do bairro Araucária. Como tal projeto ainda está em fase de licitação, a Fatma não deu parecer positivo. “Vai demorar mais um ano para ficar pronto. Não posso garantir nada, mas pode ser que seja feita uma estação só para o condomínio”.
O gerente regional da Fatma, Willy Brun Filho, explica que o órgão não é o único responsável. “Depende dos responsáveis pelo empreendimento terem um sistema de tratamento”. A sócia-diretora da empresa que está fazendo a obra, Mara Kaufmann, diz que não consegue entregar por conta disso. “Está tudo pronto. O que vão fazer? Vão deixar mais um ano um monte de famílias pegando enchente? Morando em áreas de risco?”
Willy explica que quando foi feito o licenciamento do condomínio, também se deu o aval para a destinação de esgoto (que iria para a estação do Araucária). Esta rede é obra do PAC, que atrasou o pagamento. “Não dá para deixar mil pessoas jogando tudo na rua, ou na rede de água”, diz o gerente regional da Fatma. Para ele uma das soluções seria a construção de vários sistemas de fossa e filtro para diminuição do impacto ambiental.
Ligação de água era para ser a última exigência
Em abril, o Correio Lageano noticiou que melhorias no abastecimento de água do condomínio Tozzo já estavam prontas. Na reportagem, o gerente geral da Caixa Econômica, José Decílio Bittencourt, disse que não havia mais exigências para que o condomínio fosse ocupado.
Para evitar depredações, o prédio está com quatro seguranças e, pelo que consta, ainda não houve nenhum tipo de dano.
Foto: Thomas Michel
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