sexta-feira, 6 de julho de 2012

Mercado imobiliário em ascensão

Mercado imobiliário em ascensão
Otácilio Costa, 06/07/2012,Correio Lageano, por Silviane Mannrich



Na cidade de Otacílio Costa a procura pela casa própria vem aumentando. A preferência é por imóveis novos e que podem ser financiados pelo programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa.



O corretor de imóveis Felipe Marcello, trabalha desde o início do ano em Otacílio Costa, a confirma que a cada mês a busca por imóveis na vem aumentando, inclusive por pessoas vindas de outras cidades da Serra Catarinense, entra elas, Lages.



De acordo com Felipe, a grande maioria das pessoas procura um terreno para construir a casa própria. “Casas usadas e apartamentos não são muito procurados, pois o financiamento pelo Programa Minha Casa Minha Vida da Caixa Econômica Federal, são para imóveis novos e podem ser realizados em até 100% do valor”, explica. As casas usadas acabam saindo caro entre R$ 170 mil e R$ 180 mil e a média do valor procurado é de R$ 100 mil. “No início vendíamos poucas casas, hoje estamos negociando cerca de 15 por mês e o número vem aumentando”, comenta o corretor.



O perfil das pessoas que buscam o financiamento na Caixa Econômica do município, é de pessoas que possuem uma renda entre R$ 2 mil e 4 mil, trabalhadores e que vivem na área rural e urbana. Para solicitar o benefício, é necessário ter um emprego permanente, comprovar a renda e o terreno estar legalizado.




O valor do imóvel financiado é de até R$ 130 mil, entre a casa e o terreno. “Mesmo que a pessoa já possua o terreno, ela não pode gastar R$ 130 mil somente na construção da casa, é necessário que se faça uma avaliação para saber o preço do terreno para que juntos ( terreno e casa), não ultrapassem o valor determinado”, explica o gerente de atendimento da Caixa, Tommy Pretto da Silva.



Somente este ano, foram realizados 20 contratos pelo Minha Casa Minha Vida, somando um valor de R$ 1,1 milhão. Este número poderia ser muito maior se houvessem mais terrenos legalizados no municípios. “A falta de legalização dos terrenos é uma de nossas dificuldades para fecharmos os contratos,. Muitas pessoas querem construir em áreas que não estão legalizadas, então não se enquadram no programa”, afirma o gerente geral da Caixa, Luís Antônio Pacheco de Andrade.



Ele diz ainda, que a demanda existe, no entanto, os documentos precisam estar em dia e os terrenos devem ser registrados em cartório. Quando não há nenhuma restrição cadastral, o processo dura em média, 15 dias.




Projeto vai beneficiar 48 famílias


Um empreendimento realizado pela prefeitura de Otacílio Costa em parceria com uma construtora e com a Caixa Econômica Federal irá beneficiar 48 famílias da cidade. Um terreno doado pela prefeitura próximo a Rodoviária Municipal deverá abrigar 48 apartamentos.



Os interessados em adquirir um dos apartamentos deve ter uma renda entre três e seis salários mínimos. Cada imóvel custará R$ 85 mil e poderá ser financiado pelo Programa Minha Casa Minha Vida. A obra deve iniciar em setembro, quando houver os 48 interessados. A obra fica por conta da construtora e a prazo para conclusão é de 15 meses.




Em obras, Centro Ambiental será concluído no próximo ano


O prédio será ambientalmente correto e está sendo construído no Arboredo Botânico da cidade de Otacílio Costa.


Iniciada no final de junho, mais de um mês depois do previsto, as obras de construção do Centro de Educação Ambiental Bioclimático de Otacílio Costa deverão estar concluídas em 10 meses. A obra  ainda está na fase de fundação. O valor total é de R$ 511 mil, são recursos federais do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da empresa Klabin. O terreno foi doado pelo município e possui uma área de 2.898,22 mil metros quadrados e a área construída será de 436 metros.



O Centro será ambientalmente correto, irá possuir teto jardim, sistema de captação de água da chuva, sistema de tratamento de esgoto através de raízes de plantas que filtram a água, que ficará 95% limpa. Também será feito um jardim dentro do prédio.



A pintura será impregnante feita com barro e pó xadrez que absorve a umidade. Também poderão ser implantados painéis fotovoltaícos para captação de energia solar. “Depois da fase de fundação, com a colocação das sapatas, começa a construção estrutural com as vigas e colunas”, explica o secretário de planejamento municipal, Valério Lueckmann. Após a conclusão da estrutura o espaço será administrado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.



O local irá contar com um auditório com capacidade para 180 pessoas e terá o Museu da Madeira, que pretende contar a história da extração e cultura da madeira na cidade e na região. Terá também laboratórios para análises de plantas e pesquisas ambientais. Será utilizado principalmente por escolas.





Fotos: Divulgação

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