quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Rapaz denuncia agressão de policiais

Rapaz denuncia agressão de policiais
Lages, 23/08/2012, Correio Lageano



A vitima relatou que foi agredido fisicamente pela segunda vez, perto da rua em que mora, no bairro Morro Grande


Dionatan Rosa Nunes, 23 anos, e a mãe Eva Rosa Nunes reclamam de agressões de policiais militares, no bairro Morro Grande. Dois policiais do canil teriam abordado o rapaz sem justificativa na rua João Lemos Machado, por volta das 23horas de segunda-feira (20). O rapaz teve o carro amassado, com pneus cortados e os documentos apreendidos.



A vítima afirmou que esses dois policiais não podem ver o carro dele, que o abordam. Há três meses, a abordagem foi feita porque a documentação estava irregular. Nesta ocasião, foi agredido. Dionatan disse que regularizou a situação e foi até o quartel denunciá-los. Os policiais voltaram ao bairro para fazer ronda. Ele estava com o carro parado e pediram para que encostasse afirmando que iam agredi-lo porque Dionatan os denunciou. Segundo o rapaz, os policiais começaram a bater nele e chamaram mais uma viatura com quatro policiais. Deram choque, soco no nariz e nas costas.



Ainda segundo relato de Dionatan, ele conseguiu correr e se esconder na casa de um vizinho, mas os policiais ainda deram dois tiros. Também amassaram o capô do carro e cortaram os quatro pneus. Levaram a habilitação e o documento do carro. Dionatan disse que foi procurar os documentos no quartel. Ele encontrou o cartão do banco jogado no banco do carro e a identidade estava em casa. “Agrediram sem mais nem menos, eu e um colega”, contou. Ele precisa do carro para trabalhar na construção civil.



O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Adilson Moreira, afirmou que soube do assunto através da rádio e não foi comunicado sobre o caso por Dionatan. Ele orienta o rapaz a ir até a sede conversar com o pessoal da corregedoria. As denúncias não chegaram até ele. “A Polícia Militar tem ouvidoria para reclamação e para que os fatos sejam apurados até para que possamos melhorar”, disse.



O tenente-coronel afirmou que pode acontecer distorções e as pessoas não gostarem de ser chamadas a atenção mesmo dentro dos preceitos legais. Segundo o comandante, as reclamações nunca são arquivadas, mesmo as que são consideradas não ter fundamento. São encaminhadas à corregedoria geral. “Nossos policiais sabem disso”, ressaltou.



Reportagem do Correio Lageano, edição desta terça (21), relatou a morte de um rapaz após ter levado tiro de um policial. Moradores que testemunharam o homicídio, também questionam o trabalho da polícia, dizem que estavam no local errado e demoraram para chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Inquérito policial será aberto para apurar a situação.

 Foto: Francielli Campiolo

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