Servidores da Epagri e Cidasc aproveitaram a reunião do governador Raimundo Colombo e seu secretariado para realizar uma manifestação em frente à Pousada Rural do Sesc, na BR-470. Eles alegam que as negociações com o Governo estão emperradas desde março.
“Cada vez que chegamos para alguém do Governo, eles dizem que ninguém sabe de nada, então já que estão todos aqui reunimos a categoria para se manifestar”, disse o coordenador da intersindical dos trabalhadores na agricultura, Arnoldo Ramos.
Ele afirma que desde quando foi entregue a pauta de reivindicações, em março, o Governo não acenou nenhum avanço nas negociações.
A principal queixa dos servidores é a questão salarial. “Temos uma perda salarial estimada em 30%. E o Governo quer ajustar somente o INPC de maio (data base da categoria), que é de 4,88%. Estamos irredutíveis e o Governo não quer negociar”, contou.
Ramos lembra que a categoria é celetista. “Temos o direito de ajuizar o dissídio coletivo, o INPC já está garantido, não é justo o salário estar tão defasado”, completou.
A média salarial da intersindical não chega a 30% da folha das empresas, segundo Ramos. “São os menores salários das empresas”.
O salário mínimo estadual da categoria é de R$ 764,00. “Tem gente ganhando R$ 800,00. Estão quase ganhando o mínimo”, lamentou.
Por enquanto, a categoria está fazendo somente manifestações. Porém, uma assembleia está marcada para o dia 11 de setembro, em Lages.
Ele adianta que apesar de não estar confirmado, no dia 5 de setembro, poderá acontecer uma rodada de negociações.
Se isso acontecer antes da assembleia, a proposta do Governo será levada para votação. Caso contrário, novas manifestações poderão ser feitas.
Entre os pedidos dos trabalhadores está a correção do vale alimentação em R$ 4,00, passando dos atuais R$ 16,00 para R$ 20,00; escala das barreiras da Cidasc de 24 horas x 96 horas; pagamento da promoção por antiguidade da Epagri ao empregado que completar 24 meses de serviço (automaticamente no mês subsequente) como ocorre na Cidasc; auxílio-creche nos moldes do acordo passado; garantia de emprego e incorporação da vantagem pessoal.
O governador Raimundo Colombo afirma que vai receber a reivindicação dos servidores para ser estudada.
Foto:Susana Küster/Divulgação
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