O túmulo de uma idosa de 62 anos, sepultada às 12 horas desta quarta-feira (03), no Cemitério Penha, no bairro de mesmo nome, em Lages, foi encontrado violado na manhã desta quinta-feira (04). O caixão estava aberto e o corpo sem as roupas. A Polícia Militar (PM) foi acionada e um profissional do Instituto Geral de Perícias (IGP) aguarda autorização da Polícia Civil para periciar o corpo.
Maria do Espírito Santo Antunes sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou "derrame", como é popularmente conhecido. Ficou hospitalizada por 20 dias, mas não resistiu e morreu.
Nesta quarta-feira foi sepultada na quadra I, lote 115 do cemitério. Na manhã desta quinta-feira pedreiros encontraram a tampa de concreto violada. O caixão estava fora da sepultura, com a tampa aberta. O filho de Maria, Sílvio Antunes Branco, de 30 anos, que reside no bairro Várzea, esteve no cemitério e se revoltou com a falta de segurança.
Um dos funcionários que trabalha na manutenção do cemitério, Volni Antônio Gonçalves, confirmou ao CLMais que o Penha não tem seguranças nem a noite nem durante o dia. Os únicos funcionários trabalham na manutenção e na portaria, apenas em horário comercial.
Na manhã de hoje Gonçalves assumiu o posto da administradora na portaria para que a mesma fosse à delagacia da Polícia Civil encaminhar as providências cabíveis à violação do túmulo. Assustado ele declarou nunca ter visto algo parecido acontecer antes. "Já tiveram umas violações de sepultura, mas não como esta. Nas outras quebravam vidros e tampas, mas nesta tiraram a roupa (do corpo)".
Por telefone o perito do IGP, que estava no cemitério, disse não poder repassar detalhes. Segundo ele, só o coordenador do órgão poderia falar com a imprensa, a partir das 13 horas.
As informações iniciais são de que não está descartada a hipótese do corpo ter sido usado em um ritual de magia negra.
Fotos:Divulgação
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