Lages, 18/10/2012, Correio Lageano
Em vigor há cerca de dois anos, a Lei da Cadeirinha reduziu em 23% o número de mortes de crianças de até 10 anos de idade no trânsito em todo país no ano seguinte à vigência da regra em comparação ao ano anterior, revela o Ministério da Saúde.
Segundo o órgão, de setembro de 2009 a agosto de 2010, foram 296 mortes nessa faixa etária. Entre setembro de 2010, quando a lei passou a valer, a agosto de 2011, o número caiu para 227. Se comparado com a média dos cinco anos anteriores à Lei (267,9), a queda foi de 15%.
É a primeira vez que há registro de queda. Nos cinco anos antes da entrada em vigor da lei, havia um aumento gradual do número de casos. De 1º setembro de 2005 até 31 de agosto do ano seguinte, foram 238 óbitos, contra 296 no período de 1º de setembro de 2009 até agosto de 2010.
“A redução do número de mortes nesta faixa etária reverteu a tendência de crescimento da década de 2000. A lei da cadeirinha comprova que aliar fiscalização severa e ações de conscientização no trânsito pode salvar vidas”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O estudo também mostra que as principais vítimas fatais são crianças de até dois anos. Das mortes registradas no período de setembro de 2005 a agosto do ano passado, 32% foram de crianças nesta faixa etária. “Os pais e responsáveis pela criança nunca podem esquecer que a lei deve ser respeitada todos os dias”, afirma Padilha.
Segundo a Polícia Rodoviária, o uso adequado da cadeirinha pode salvar muitas vidas, como é o caso de um bebê de quatro meses que se envolveu em um acidente de trânsito no KM 266 da BR-116, em Capão Alto, na Serra Catarinense, no dia 18 de junho deste ano.
A criança estava em um Fusca, dirigido pelo pai dela, Clenilson Silva de Oliveira, de 33 anos. O carro se perdeu em curva e cai um barranco de cerca de 10 metros de altura. Com a violência do choque, o motorista foi lançado do veículo e sofreu traumatismo craniano, já o bebê sofreu apenas ferimentos leves.
O que diz a lei
Crianças até um ano devem ser transportados no bebê-conforto; de um a quatro anos, em cadeirinhas; entre quatro e sete anos e meio, no booster (pequeno banco elevatório); entre sete anos e meio e igual ou inferior a 10 anos, com o cinto de segurança no banco de trás. O uso é obrigatório.
Punição
Quem descumprir a lei estará sujeito à multa de R$ 191,54 e perda de sete pontos na carteira de habilitação. Além disso, o veículo é retido até que a cadeirinha seja instalada adequadamente.
Foto; Adecir Morais
Em vigor há cerca de dois anos, a Lei da Cadeirinha reduziu em 23% o número de mortes de crianças de até 10 anos de idade no trânsito em todo país no ano seguinte à vigência da regra em comparação ao ano anterior, revela o Ministério da Saúde.
Segundo o órgão, de setembro de 2009 a agosto de 2010, foram 296 mortes nessa faixa etária. Entre setembro de 2010, quando a lei passou a valer, a agosto de 2011, o número caiu para 227. Se comparado com a média dos cinco anos anteriores à Lei (267,9), a queda foi de 15%.
É a primeira vez que há registro de queda. Nos cinco anos antes da entrada em vigor da lei, havia um aumento gradual do número de casos. De 1º setembro de 2005 até 31 de agosto do ano seguinte, foram 238 óbitos, contra 296 no período de 1º de setembro de 2009 até agosto de 2010.
“A redução do número de mortes nesta faixa etária reverteu a tendência de crescimento da década de 2000. A lei da cadeirinha comprova que aliar fiscalização severa e ações de conscientização no trânsito pode salvar vidas”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O estudo também mostra que as principais vítimas fatais são crianças de até dois anos. Das mortes registradas no período de setembro de 2005 a agosto do ano passado, 32% foram de crianças nesta faixa etária. “Os pais e responsáveis pela criança nunca podem esquecer que a lei deve ser respeitada todos os dias”, afirma Padilha.
Segundo a Polícia Rodoviária, o uso adequado da cadeirinha pode salvar muitas vidas, como é o caso de um bebê de quatro meses que se envolveu em um acidente de trânsito no KM 266 da BR-116, em Capão Alto, na Serra Catarinense, no dia 18 de junho deste ano.
A criança estava em um Fusca, dirigido pelo pai dela, Clenilson Silva de Oliveira, de 33 anos. O carro se perdeu em curva e cai um barranco de cerca de 10 metros de altura. Com a violência do choque, o motorista foi lançado do veículo e sofreu traumatismo craniano, já o bebê sofreu apenas ferimentos leves.
O que diz a lei
Crianças até um ano devem ser transportados no bebê-conforto; de um a quatro anos, em cadeirinhas; entre quatro e sete anos e meio, no booster (pequeno banco elevatório); entre sete anos e meio e igual ou inferior a 10 anos, com o cinto de segurança no banco de trás. O uso é obrigatório.
Punição
Quem descumprir a lei estará sujeito à multa de R$ 191,54 e perda de sete pontos na carteira de habilitação. Além disso, o veículo é retido até que a cadeirinha seja instalada adequadamente.
Foto; Adecir Morais
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