Lages, 22/10/2012, Correio Lageano, por Susana Küster
Bois, carroças, cavalos, estradas inacessíveis e locais inabitados. Assim, era o bairro Coral há 53 anos, quando Osmar Schmidt, que tem 78 anos, um dos moradores mais antigos, se mudou para o bairro.
Ele conta que ao lado de seu mercado, que fica na avenida Presidente Vargas, havia uma mangueira, onde vários viajantes passavam antes e depois de chegar a Lages. “Tinha um movimento enorme de gado, era tão bom observar as carroças. Aliás, elas tinham muita dificuldade de passar pela avenida quando o rio transbordava seus limites. Hoje o rio, passa por baixo da avenida, tudo é bem mais fácil”, comenta.
Schmidt lembra que certa vez, um boi muito bravo fugiu da mangueira e causou tumulto no trânsito de carroças e nos poucos veículos que havia na época. “Nossa, foi uma correria, era gente correndo para tudo que era lado”, diz, divertindo-se muito ao lembrar do fato.
Ele é natural de Alfredo Wagner, mas considera-se um lageano de coração, porque veio para cá há 53 anos, e conhece várias histórias curiosas e engraçadas que muitos lageanos não conhecem.
Ele diz que do cruzamento da avenida Presidente Vargas com a Luiz de Camões, em sentido ao Centro de Ciências Agroveterinárias (Cav), havia poucas casas, nenhum comércio e muitos espinhos. “Era difícil caminhar, só quem morava nas casas se arriscava a ir para lá, tinha muitos espinhos que machucavam demais, não sei o nome da planta, mas era horrível”, diz.
Essa dificuldade de acessibilidade terminou, quando começaram a construir o Estádio Vidal Ramos Júnior, “aí retiraram os espinhos, surgiram novas casas e aos poucos a avenida se encheu de comércio e foi pavimentada”, completa.
Ele afirma que o bairro tem em suas pessoas, uma maneira antiga de convivência, que atualmente é difícil de cultivar, devido a correria do dia a dia. “Aqui, a maioria se conhece, se ajuda, se comunica... É tão bom morar, aqui, só saio quando morrer”, diz ele orgulhoso, por ser um dos moradores mais antigos do bairro.
Ele tinha vários mercados no bairro, hoje possui somente um, que emprega oito funcionários. “A situação foi ficando difícil com a concorrência, hoje tem um mercado com oito funcionários, mas estou feliz”.
Schmidt, diz que somente na década de 80, o Coral e Centro ficaram mais parecidos comercialmente.
“Antes, o Coral era o Centro de Lages, tudo acontecia aqui, havia mais lojas e moradores do que no Centro”, finaliza.
Foto; Susana Küster
Bois, carroças, cavalos, estradas inacessíveis e locais inabitados. Assim, era o bairro Coral há 53 anos, quando Osmar Schmidt, que tem 78 anos, um dos moradores mais antigos, se mudou para o bairro.
Ele conta que ao lado de seu mercado, que fica na avenida Presidente Vargas, havia uma mangueira, onde vários viajantes passavam antes e depois de chegar a Lages. “Tinha um movimento enorme de gado, era tão bom observar as carroças. Aliás, elas tinham muita dificuldade de passar pela avenida quando o rio transbordava seus limites. Hoje o rio, passa por baixo da avenida, tudo é bem mais fácil”, comenta.
Schmidt lembra que certa vez, um boi muito bravo fugiu da mangueira e causou tumulto no trânsito de carroças e nos poucos veículos que havia na época. “Nossa, foi uma correria, era gente correndo para tudo que era lado”, diz, divertindo-se muito ao lembrar do fato.
Ele é natural de Alfredo Wagner, mas considera-se um lageano de coração, porque veio para cá há 53 anos, e conhece várias histórias curiosas e engraçadas que muitos lageanos não conhecem.
Ele diz que do cruzamento da avenida Presidente Vargas com a Luiz de Camões, em sentido ao Centro de Ciências Agroveterinárias (Cav), havia poucas casas, nenhum comércio e muitos espinhos. “Era difícil caminhar, só quem morava nas casas se arriscava a ir para lá, tinha muitos espinhos que machucavam demais, não sei o nome da planta, mas era horrível”, diz.
Essa dificuldade de acessibilidade terminou, quando começaram a construir o Estádio Vidal Ramos Júnior, “aí retiraram os espinhos, surgiram novas casas e aos poucos a avenida se encheu de comércio e foi pavimentada”, completa.
Ele afirma que o bairro tem em suas pessoas, uma maneira antiga de convivência, que atualmente é difícil de cultivar, devido a correria do dia a dia. “Aqui, a maioria se conhece, se ajuda, se comunica... É tão bom morar, aqui, só saio quando morrer”, diz ele orgulhoso, por ser um dos moradores mais antigos do bairro.
Ele tinha vários mercados no bairro, hoje possui somente um, que emprega oito funcionários. “A situação foi ficando difícil com a concorrência, hoje tem um mercado com oito funcionários, mas estou feliz”.
Schmidt, diz que somente na década de 80, o Coral e Centro ficaram mais parecidos comercialmente.
“Antes, o Coral era o Centro de Lages, tudo acontecia aqui, havia mais lojas e moradores do que no Centro”, finaliza.
Foto; Susana Küster
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