quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Prefeitos produzirão dossiê da crise ao Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público

Prefeitos produzirão dossiê da crise ao Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público
Lages, 24/10/2012, Assessoria de Imprensa da Amures



Levantar os convênios entre municípios, Governo do Estado e Governo Federal, junto com as respectivas contrapartidas, e produzir um documento a ser entregue ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE) e Ministério Público Estadual (MP/SC). Foi a decisão que tomaram os prefeitos da Amures e o Conselho Político da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) em reunião nesta terça-feira (23), em Florianópolis.



Por conta do desequilíbrio financeiro com a queda de repasses de recursos federais, em especial do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) se abriu um “rombo” no planejamento das prefeituras. E não apenas na Serra Catarinense. Segundo levantamento da Fecam, em Santa Catarina os municípios deixaram de receber R$ 357,2 milhões do valor programado inicialmente, em função da redução da receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), desoneração da Contribuição de Intervenção sobe o Domínio Econômico (Cide) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).



A federação também identificou que os municípios tiveram este ano um custo de R$ 634,4 milhões a mais que o previsto devido os restos a pagar da União, fixação dos pisos de algumas categorias e do aumento do salário mínimo. O presidente da Fecam, Douglas Warmling, reforçou que só com a intensificação do movimento municipalista será possível reverter o quadro crítico das prefeituras.




Para o presidente da Amures, Luiz Paulo Farias, a desoneração do IPI e o piso nacional do magistério que obrigou as prefeituras a reajustarem a remuneração dos professores em 22%, levaram as administrações a se descapitalizarem. “Os prefeitos não aumentaram despesas. O problema é que a arrecadação caiu e o custo da máquina pública aumentou, porque fomos obrigados a corrigir salários. Não que os servidores não mereçam, mas tanto na diminuição do FPM quanto no aumento do piso do magistério, o Governo Federal nos impôs dois sacrifícios”, lamentou Paulo Farias.






Prefeituras endividadas e risco de não pagar 13° salário
Dez dos 18 prefeitos da Amures participaram da reunião e pelo que adiantou Paulo Farias, só no quesito despesa com pessoal, 60% das prefeituras da região estão no limite constitucional e 40% já ultrapassaram o limite.



Ele citou uma pesquisa interna da associação em que 80% das prefeituras afirmam estar com os pagamentos de servidores em dia e 20% já se obrigaram a atrasar o pagamento da folha. Quanto ao piso nacional do magistério, todos os municípios estão cumprindo com o valor da remuneração.



O que deixa os prefeitos preocupados hoje é que, apenas 60% das prefeituras da Serra Catarinense tem capacidade financeira de cumprir com o 13° salário e mais o salário do mês. Logo, 40% não têm a menor chance de honrar com este compromisso sem que venha um socorro dos Governos Federal ou estadual.



Foto:Assessoria de Imprensa da Amures/Divulgação

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