quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Senai desenvolve ‘girassol eletrônico’

Senai desenvolve ‘girassol eletrônico’
Lages, 03/10/2012,Coreio Lageano



Projeto-piloto criou um aparelho que capta a energia solar e converte em energia elétrica para alimentar iluminação pública.



Em uma iniciativa que junta sustentabilidade com tecnologia, dois professores do Senai montaram um protótipo de iluminação pública alimentada com energia solar. Os professores criaram um sistema que procura uma melhor eficiência de captação de luz. É um ‘girassol’ eletrônico.



A ideia veio de palestras e contatos com novas tecnologias. Consiste em uma placa que capta e converte a energia solar em elétrica durante o dia e armazena em uma bateria. O sistema liga uma lâmpada LED de 10W (equivalente a uma lâmpada durante toda a noite. A autonomia é de 14 horas.



Para ter uma melhor eficiência, se criou um pequeno robô que mede qual a potência da placa e ajusta ela para o lugar com melhor iluminação, chamado ‘tracker’. O professor Jaison Teixeira explica que não necessariamente a placa fica virada para o sol. “Ainda é um protótipo, e está em fase de ajustes, mas a ideia é que se use em larga escala”.



Além de Jaison, o professor Dionatan de Liz também está montando o projeto. Ele explica que tudo foi feito dentro do Senai, sendo que os alunos ajudaram na montagem das placas. “Foram três projetos até chegar nesse modelo”, explica Liz. São quase seis meses de pesquisas, mas ainda há algumas coisas a serem ajustadas. “Queremos ver qual a melhor placa para usarmos em Lages. Existem oito tipos diferentes”, conta Jaison.



Os pesquisadores ressaltam que o sistema não tem fios e já projetam uma rede de dados Wi-fi para controlar a telemetria das placas e o funcionamento de todo o sistema.
Dionatan vai além, e ressalta que existe uma ideia de colocar uma tomada para carregar celulares ou notebooks. “Mas tem que arrumar um limitador de potência, para ninguém ligar um forno elétrico e gastar toda a bateria”, brinca.



Com exceção da mão de obra, os custos do sistema ficaram em torno de R$ 700. Mais barato que sistemas comerciais (sem o ‘tracker’, um poste com iluminação Led e uma placa solar ficam em torno de R$ 1.500).



Por se tratar de um projeto-piloto, ainda passa por ajustes constantes. Os professores pretendem criar um sistema que tenha manutenção semestral. A lâmpada de Led, se bem cuidada, pode durar até 20 anos. Outra vantagem, aponta Dionatan, é não ter fios. Ao todo, o projeto quer colocar seis desses sistemas na unidade do Senai em Lages.




Foto:Thomas Michel

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