sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Apenas no final de 2013 déficit de vagas deve ser resolvido


Apenas no final de 2013 déficit deve ser resolvido

Lages, 09/11/2012, Correio Lageano




Faltam vagas nas creches municipais. Uma está em construção na Várzea



Nos dois últimos anos, 786 famílias conseguiram a casa própria em Lages. São moradores dos residenciais Lili, Madruguinha e Lourival Bet. Outras 300 unidades habitacionais estão sendo construídas no bairro Promorar. Apesar da conquista, as mães que estão nestes lugares estão tendo dificuldades em acharem creches. A prefeitura está trabalhando para que os novos educandários sejam construídos, mas o centro infantil mais próximo de ser concluído, tem previsão de término em novembro de 2013.



Ontem foi publicado um edital de licitação para a construção do Centro de Educação Infantil (Ceim) do loteamento Nadir. A edificação ficará na rua dos Lírios, perto da horta pública. No terreno já foi feita a terraplanagem, mas o início das obras deve demorar, no mínimo, 60 dias.



O responsável pelo setor de obras da Secretaria de Educação, Fernando França, explica que 60 dias é o período para o fim do processo licitatório (30 dias) e mais um mês para expedir a ordem de serviço. Este prazo só é cumprido se não houver problemas no processo.
No bairro Promorar, a creche já era para estar licitada, mas uma contestação de uma das empresas atrasou o processo. Isso atrasa a construção.



A única em andamento fica no bairro Várzea, ao lado dos condomínios Lili e Madruguinha. A creche seguirá o modelo da recém-construída no Guarujá. Pode atender 150 crianças e deve sanar o problema local.



Sem creche, mãe não pode procurar trabalho



Era no Residencial Lili ou Madruguinha que Cristina de Oliveira pretendia morar. Ela ficou oito anos na fila para conseguir uma vaga e acabou indo para o residencial Tozzo, no Promorar. A filha dela, de dois anos, ficava no Ceim Mutirão, na Várzea, que tem uma das demandas mais altas da rede municipal. Agora, está sem vaga.



O Ceim mais próximo fica a vinte minutos de caminhada do residencial Tozzo e, mesmo assim, ela não conseguiu vaga. O reflexo disso é nas finanças da família. Cristina trabalha como empregada doméstica, mas está sem trabalho até conseguir uma creche para sua filha caçula. Ao todo, têm de pagar R$ 90 de condomínio, mais a parcela do apartamento.



O orçamento apertado se tornaria inviável caso ela aceitasse uma vaga em uma creche distante. “Tem que pagar van e não tenho dinheiro para isso”, conta. Segundo dados da Secretaria da Educação, existem 900 pedidos de vagas em creches do município. O número de famílias, porém, é menor, uma vez que é possível requerer colocação em mais de um Ceim.



Apesar da alta demanda, a Secretaria de Educação afirmou em matéria publicada no Correio Lageano (2 de novembro de 2012) que há 316 vagas sobrando entre os 75 Ceims da rede municipal. O problema é que em alguns lugares não há demanda.




Foto:Thomas Michel

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