Lages, 12/11/2012, Correio Lageano, por Francielli
Campiolo
Mobilização busca ação do Governo do Estado para a melhoria dos prédios públicos em Lages.
Comunidade escolar se reuniu para manifestar a favor da reforma das escolas estaduais Aristiliano Ramos, Vidal Ramos Junior, antigo Industrial e Centro de Educação Profissional (Cedup) Renato Ramos da Silva. A mobilização aconteceu no último sábado (10), às 10 horas, no calçadão da Praça João Costa. O vereador Marcius Machado (PPS) apoia a iniciativa junto com Eloi Bassin (PP), os únicos da Câmara a participarem junto à população.
O movimento iniciou há duas semanas. Na primeira, a divulgação aconteceu por meio das redes sociais (Facebook). Depois, partiu-se para a entrega de panfletos nas praças e escolas. Professores, pais, alunos e vereadores pegaram o microfone para reivindicarem e colocar a público a situação. Além disso, recolheram assinaturas para dois abaixo-assinados. Um contra a derrubada do prédio da Aristiliano Ramos e outro para as reformas das escolas. O documento será encaminhado ao Ministério Público.
No dia 14 de novembro, a Promotoria Pública e a Defesa Civil irão até o prédio do Aristiliano para averiguar mais uma vez a necessidade de derrubada do prédio. A população contesta o levantamento feito pelo engenheiro Luiz Fernando Figueiredo, em maio de 2012. Elói Bassin questiona o motivo pelo qual o laudo só foi divulgado após as eleições municipais de 2012, quando o prefeito eleito em Lages concorreu com o candidato apoiado pelo governador.
O trabalho de Luiz foi direcionado à pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A validade jurídica também põe dúvida na comunidade escolar. “Infelizmente, em alguns casos, os diretores proibiram os alunos de participarem do movimento ameaçando-os com a suspensão, de forma ilegal”, afirmou Marcius Machado. A reivindicação também é que se tenham eleições diretas nas escolas estaduais, já que as indicações são cabos eleitorais do governo.
Machado ainda busca respostas da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) para os requerimentos enviados. “Nenhum deles foi respondido, se tiver informação verdadeira com data para início e conclusão das reformas, não tem porque acontecer o movimento”, explicou o vereador.
Depoimentos
A aluna do antigo Industrial, Ana Paula Oliveira afirmou que estuda há anos na escola e nesse tempo ouviu promessas de reforma. O forro caiu quatro vezes. “Queremos que ajam”, disse. Ela estuda no 2º ano do Ensino Médio, turma que elaborou cartazes de reivindicação.
Dia 5 de dezembro irá completar um ano de luta. A mãe Liliane Sturcio disse, que se a Aristiliano está fechada por risco de cair, Lages vai ficar sem escolas porque todas estão assim. Uma das alunas do Industrial contou que a direção não permitiu a divulgação da manifestação nas salas de aula. Os alunos tiveram ajuda do professor de Português e conseguiram informar somente as oitavas séries.
Os diretores das escolas envolvidas não estavam presentes. “Caro não é reformar, caras são as viagens à China e as campanhas eleitorais”, declarou o professor Enio Ribeiro. Os manifestantes gritaram em coro “queremos voltar” e “povo na rua, governo a culpa é sua”.
Foto: Francielli Campiolo
Mobilização busca ação do Governo do Estado para a melhoria dos prédios públicos em Lages.
Comunidade escolar se reuniu para manifestar a favor da reforma das escolas estaduais Aristiliano Ramos, Vidal Ramos Junior, antigo Industrial e Centro de Educação Profissional (Cedup) Renato Ramos da Silva. A mobilização aconteceu no último sábado (10), às 10 horas, no calçadão da Praça João Costa. O vereador Marcius Machado (PPS) apoia a iniciativa junto com Eloi Bassin (PP), os únicos da Câmara a participarem junto à população.
O movimento iniciou há duas semanas. Na primeira, a divulgação aconteceu por meio das redes sociais (Facebook). Depois, partiu-se para a entrega de panfletos nas praças e escolas. Professores, pais, alunos e vereadores pegaram o microfone para reivindicarem e colocar a público a situação. Além disso, recolheram assinaturas para dois abaixo-assinados. Um contra a derrubada do prédio da Aristiliano Ramos e outro para as reformas das escolas. O documento será encaminhado ao Ministério Público.
No dia 14 de novembro, a Promotoria Pública e a Defesa Civil irão até o prédio do Aristiliano para averiguar mais uma vez a necessidade de derrubada do prédio. A população contesta o levantamento feito pelo engenheiro Luiz Fernando Figueiredo, em maio de 2012. Elói Bassin questiona o motivo pelo qual o laudo só foi divulgado após as eleições municipais de 2012, quando o prefeito eleito em Lages concorreu com o candidato apoiado pelo governador.
O trabalho de Luiz foi direcionado à pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A validade jurídica também põe dúvida na comunidade escolar. “Infelizmente, em alguns casos, os diretores proibiram os alunos de participarem do movimento ameaçando-os com a suspensão, de forma ilegal”, afirmou Marcius Machado. A reivindicação também é que se tenham eleições diretas nas escolas estaduais, já que as indicações são cabos eleitorais do governo.
Machado ainda busca respostas da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) para os requerimentos enviados. “Nenhum deles foi respondido, se tiver informação verdadeira com data para início e conclusão das reformas, não tem porque acontecer o movimento”, explicou o vereador.
Depoimentos
A aluna do antigo Industrial, Ana Paula Oliveira afirmou que estuda há anos na escola e nesse tempo ouviu promessas de reforma. O forro caiu quatro vezes. “Queremos que ajam”, disse. Ela estuda no 2º ano do Ensino Médio, turma que elaborou cartazes de reivindicação.
Dia 5 de dezembro irá completar um ano de luta. A mãe Liliane Sturcio disse, que se a Aristiliano está fechada por risco de cair, Lages vai ficar sem escolas porque todas estão assim. Uma das alunas do Industrial contou que a direção não permitiu a divulgação da manifestação nas salas de aula. Os alunos tiveram ajuda do professor de Português e conseguiram informar somente as oitavas séries.
Os diretores das escolas envolvidas não estavam presentes. “Caro não é reformar, caras são as viagens à China e as campanhas eleitorais”, declarou o professor Enio Ribeiro. Os manifestantes gritaram em coro “queremos voltar” e “povo na rua, governo a culpa é sua”.
Foto: Francielli Campiolo
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