Lages, 15 e 16/12/2012, Correio Lageano, por Silviane Mannrich
O governador de santa Catarina, Raimundo Colombo, esteve em Lages na sexta-feira (14) para fazer a abertura do encontro com os gestores das escolas estaduais. Na ocasião, além de falar sobre educação, comentou sobre as dificuldades que tem enfrentado no seu governo e de alguns setores como economia e saúde. Confira as respostas do governador.
Economia
Há uma situação econômica profunda. Para se ter deia, nós arrecadamos, este ano, até novembro, R$ 1 bilhão a menos. A folha fica fixa, parou de crescer há seis meses, e com as outras contas, sobra muito pouco para fazer a gestão. Dos 27 estados brasileiros, 20 não vão pagar o 13°, e a maioria dos municípios também não. Nós tivemos que reduzir os custos. Trabalhamos com equilíbrio e conseguimos conquistar nossas metas.
Nossa maior obra este ano é estar cumprindo todos os compromissos. Mas meu posicionamento não é pessimista.
A avançamos muito neste período. Conseguimos fazer um número muito bom de projetos, levantar recursos importantes. Temos hoje contratados e assegurados R$ 6,7 bilhões, foi a melhor soma que Santa Catarina conseguiu até hoje, Vamos fazer mais de 350 obras ao mesmo tempo, investir muitos recursos em saúde, em segurança pública, sistema prisional, sistema de tecnologia e informação e no sistema de educação.
Educação
Se por um lado acumulamos recursos importantes para investimentos, a gente tem muita dificuldades, todos os estados terão, no operacional. Aumentar o piso dos professores, descompactar a carreira, é um trabalho importante que a gente vai fazer, agora. Nós temos que fazer gestão.
Quando você tem um ACT a mais do que precisa, e isso nós temos que corrigir. Vou confessar para vocês, mas isso aconteceu bem pouco aqui na região, quando a gente atestava que tinha 30 câmeras funcionando, muitas vezes tinha apenas seis e a gente pagava pelas 30. Não está certo isso, e nós conseguimos cortar isso. Foi um compromisso com a sociedade de fazer uma boa gestão e outro por necessidade.
Tem que criar um clima de relacionamento interno, Nós tivemos, no primeiro ano, conflitos grandes com os professores e com os sindicatos. Nós estamos cumprindo com nosso dever, então eu não gostaria de deixar como legado uma área conflitada, atritada, seria injusto com o nosso Estado que tem os melhores índices de educação no Brasil.
Esse é um pedido que eu faço, que haja melhor relacionamento interno possível, embora, não tenho nenhum medo e nenhum receio, de punir quem não cumpre com seu dever.
Nos dois anos eu aceitei as indicações políticas, e eu não considero isso como um erro, mas a manutenção depende do mérito, seja na escola, seja no cargo, ou em qualquer lugar.
Quando tivemos que fazer uma opção para a Secretaria de Educação, a gente fez uma opção técnica. Nós estamos alcançando a meta e vencendo desafios; e peço a ajuda de cada um para que, em 2013, façamos mais e ainda melhor, que a gente tenha orgulho do que estamos fazendo, que a gente tenha orgulho de dizer que é da educação de Santa Catarina.
Em alguns episódios em Florianópolis, teve quase um movimento de guerrilha, de terrorismo, o que a gente percebia, claramente, era um grande número de adolescentes, sendo usados e comprometidos, e esses são os menores que estão nas nossas salas de aula. Hoje, infelizmente, você recebe muitos que já vêm contaminados por desagregação familiar, com problemas e ameaças de drogas. É um problema que os professores têm que enfrentar diariamente.
Greve da Saúde
Eu não quero ter greve em nenhum lugar, não vim pra isso. O maior golpe que uma pessoa pode dar na democracia é impedir o governante eleito, de governar. Eu tenho essa limitação financeira, mas se eu atrasar salário, daí podem dizer que a gente é incompetente, que a gente não pode enfrentar os desafios.
Mas se eu dou além do que é possível dar, daí a responsabilidade é minha, então há um momento agora, que parece que o governo não quer ceder, mas nós estamos pagando em dia. Na saúde o pessoal trabalha 30 horas e tem o sobreaviso, a hora-plantão e muitos que ganham hora-plantão não fazem e muitos que ganham o sobreaviso, não têm por que, pois exercem outras funções. Então, não sobra dinheiro para comprar remédio e cuidar da saúde das pessoas.
2013
Que o ano de 2013 seja o nosso ano. Eu tenho muita esperança nisso, tenho certeza que a gente organizou, buscou conhecimento, planejou e que conseguiu os recursos necessários para fazer um grande governo.
Nestes dois anos, tem sido, dois anos de angústia, de ansiedade, eu gostaria de estar fazendo mais, eu gostaria de estar mais presente, mas eu estou fazendo um trabalho de gestão, porque para você fazer um projeto e concluí-lo, contratar e ser executado é uma coisa difícil.
Com os votos que recebi aqui em Lages eu senti que como governador eu deveria fazer um grande ato, então a nossa obra mais importante é o hospital, a ampliação do Tereza Ramos. Com esse conjunto de obras tanto na educação quanto nas outras áreas, vai permitir a gente dar um impulso muito grande no Estado de Santa Catarina.
O essencial para mim, para o nosso governo é a credibilidade, fazer de forma séria, dedicada, de forma transparente, não tem como dar errado, vai dar certo e nós vamos dar uma grande contribuição para o nosso Estado, para a nossa sociedade. Daquilo que queremos para o futuro, a educação é o mais desafiador de todos.
Foto: Silviane Mannrich
O governador de santa Catarina, Raimundo Colombo, esteve em Lages na sexta-feira (14) para fazer a abertura do encontro com os gestores das escolas estaduais. Na ocasião, além de falar sobre educação, comentou sobre as dificuldades que tem enfrentado no seu governo e de alguns setores como economia e saúde. Confira as respostas do governador.
Economia
Há uma situação econômica profunda. Para se ter deia, nós arrecadamos, este ano, até novembro, R$ 1 bilhão a menos. A folha fica fixa, parou de crescer há seis meses, e com as outras contas, sobra muito pouco para fazer a gestão. Dos 27 estados brasileiros, 20 não vão pagar o 13°, e a maioria dos municípios também não. Nós tivemos que reduzir os custos. Trabalhamos com equilíbrio e conseguimos conquistar nossas metas.
Nossa maior obra este ano é estar cumprindo todos os compromissos. Mas meu posicionamento não é pessimista.
A avançamos muito neste período. Conseguimos fazer um número muito bom de projetos, levantar recursos importantes. Temos hoje contratados e assegurados R$ 6,7 bilhões, foi a melhor soma que Santa Catarina conseguiu até hoje, Vamos fazer mais de 350 obras ao mesmo tempo, investir muitos recursos em saúde, em segurança pública, sistema prisional, sistema de tecnologia e informação e no sistema de educação.
Educação
Se por um lado acumulamos recursos importantes para investimentos, a gente tem muita dificuldades, todos os estados terão, no operacional. Aumentar o piso dos professores, descompactar a carreira, é um trabalho importante que a gente vai fazer, agora. Nós temos que fazer gestão.
Quando você tem um ACT a mais do que precisa, e isso nós temos que corrigir. Vou confessar para vocês, mas isso aconteceu bem pouco aqui na região, quando a gente atestava que tinha 30 câmeras funcionando, muitas vezes tinha apenas seis e a gente pagava pelas 30. Não está certo isso, e nós conseguimos cortar isso. Foi um compromisso com a sociedade de fazer uma boa gestão e outro por necessidade.
Tem que criar um clima de relacionamento interno, Nós tivemos, no primeiro ano, conflitos grandes com os professores e com os sindicatos. Nós estamos cumprindo com nosso dever, então eu não gostaria de deixar como legado uma área conflitada, atritada, seria injusto com o nosso Estado que tem os melhores índices de educação no Brasil.
Esse é um pedido que eu faço, que haja melhor relacionamento interno possível, embora, não tenho nenhum medo e nenhum receio, de punir quem não cumpre com seu dever.
Nos dois anos eu aceitei as indicações políticas, e eu não considero isso como um erro, mas a manutenção depende do mérito, seja na escola, seja no cargo, ou em qualquer lugar.
Quando tivemos que fazer uma opção para a Secretaria de Educação, a gente fez uma opção técnica. Nós estamos alcançando a meta e vencendo desafios; e peço a ajuda de cada um para que, em 2013, façamos mais e ainda melhor, que a gente tenha orgulho do que estamos fazendo, que a gente tenha orgulho de dizer que é da educação de Santa Catarina.
Em alguns episódios em Florianópolis, teve quase um movimento de guerrilha, de terrorismo, o que a gente percebia, claramente, era um grande número de adolescentes, sendo usados e comprometidos, e esses são os menores que estão nas nossas salas de aula. Hoje, infelizmente, você recebe muitos que já vêm contaminados por desagregação familiar, com problemas e ameaças de drogas. É um problema que os professores têm que enfrentar diariamente.
Greve da Saúde
Eu não quero ter greve em nenhum lugar, não vim pra isso. O maior golpe que uma pessoa pode dar na democracia é impedir o governante eleito, de governar. Eu tenho essa limitação financeira, mas se eu atrasar salário, daí podem dizer que a gente é incompetente, que a gente não pode enfrentar os desafios.
Mas se eu dou além do que é possível dar, daí a responsabilidade é minha, então há um momento agora, que parece que o governo não quer ceder, mas nós estamos pagando em dia. Na saúde o pessoal trabalha 30 horas e tem o sobreaviso, a hora-plantão e muitos que ganham hora-plantão não fazem e muitos que ganham o sobreaviso, não têm por que, pois exercem outras funções. Então, não sobra dinheiro para comprar remédio e cuidar da saúde das pessoas.
2013
Que o ano de 2013 seja o nosso ano. Eu tenho muita esperança nisso, tenho certeza que a gente organizou, buscou conhecimento, planejou e que conseguiu os recursos necessários para fazer um grande governo.
Nestes dois anos, tem sido, dois anos de angústia, de ansiedade, eu gostaria de estar fazendo mais, eu gostaria de estar mais presente, mas eu estou fazendo um trabalho de gestão, porque para você fazer um projeto e concluí-lo, contratar e ser executado é uma coisa difícil.
Com os votos que recebi aqui em Lages eu senti que como governador eu deveria fazer um grande ato, então a nossa obra mais importante é o hospital, a ampliação do Tereza Ramos. Com esse conjunto de obras tanto na educação quanto nas outras áreas, vai permitir a gente dar um impulso muito grande no Estado de Santa Catarina.
O essencial para mim, para o nosso governo é a credibilidade, fazer de forma séria, dedicada, de forma transparente, não tem como dar errado, vai dar certo e nós vamos dar uma grande contribuição para o nosso Estado, para a nossa sociedade. Daquilo que queremos para o futuro, a educação é o mais desafiador de todos.
Foto: Silviane Mannrich
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