Lages, 26 e 27/01/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Secretária de Saúde, Cristina Subtil, fala sobre os problemas da saúde em Lages, e, aponta possíveis soluções para a área
Durante a campanha à prefeitura de Lages, o prefeito Elizeu Mattos enfatizou que a saúde seria prioridade em seu governo, caso ganhasse. Nesta entrevista, a secretária de Saúde, Cristina Subtil, fala sobre os problemas e as soluções da área em Lages.
Correio Lageano: Por que falta ficha nos postos?
Cristina : Quem vai para a unidade de saúde não é emergência. Quando é preciso, eles vão para o pronto atendimento. É preciso fazer uma educação em saúde para todos entenderem que o posto não serve somente para dar ficha. A ideia é que a doença seja prevenida, não tratada. Os médicos atendem em média 10 a 12 pessoas por período. Na administração anterior, havia falta de médicos e eles acabavam cedendo alguns períodos para o hospital. Nós não temos falta de médicos e não deixamos nenhum médico cumprir período em outro local. Todos os postos tem médicos todos os dias.
Como garantir bons médicos no atendimento via SUS, se hoje o grande problema é a falta de interesse dos profissionais devido a baixa remuneração?
Cristina :Temos uma parceria com a Uniplac, eu era coordenadora do curso, e, sempre disse que formamos bons médicos para o SUS. Eles estão acostumados a trabalhar nas unidades de saúde desde o primeiro dia de suas atividades, porque é uma unidade curricular. Eles se acostumam a cuidar do povo, e o aumento da quantidade de médicos nos postos é exemplo claro disso.
CL: Por que a ficha é entregue somente uma vez por semana?
Cristina :Nós estamos montando nossa equipe, e planejamos em 30 dias depois de organizar nosso governo, resolver os problemas mais urgentes.
CL:A comunidade sempre reclama da demora no atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM). Por que isso ocorre?
Cristina :Temos três médicos atendendo 24 horas no pronto atendimento, dois que atendem a emergência no Nossa Senhora dos Prazeres e dois de sobreaviso. O que comporta a demanda. Estamos analisando o fluxo de atendimento, porque tem picos em que é preciso priorizar os casos mais urgente.
CL:No início do ano, medicamentos foram emprestados dos hospitais. Já foi lançado o edital para compra de medicamentos? Tem prazo para ser concluído?
Cristina :Enquanto o processo não é concluído, estamos fazendo compra direta em caráter emergencial.
CL:Mesmo não sendo dever do município, a falta do tratamento radiológico em Lages prejudica a população, que precisa procurar atendimento fora de Lages. Tem uma solução para resolver isso?
Cristina :Temos um mamógrafo e um raio X que foram cedidos pelo Hospital Teresa Ramos. Está em processo licitatório um digitalizador de imagens. Estamos comprando mais serviços, como o de raio X, do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres e do Hospital Infantil Seara do Bem.
CL:Há 1.890 mulheres esperando para fazer mamografia. O que será feito?
Cristina :Desde agosto nenhuma mulher estava fazendo mamografia. Isso é um dever do Estado, e, pelo Ministério do Saúde é possível fazer quantos exames forem precisos.
CL:A construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) termina quando?
Cristina :A previsão é que conclua daqui um ano e meio. Tivemos que refazer o projeto, porque o anterior não previa uma construção adequada para o tipo de solo no local, que é arenoso. Isso atrasou uns 20 dias na obra.
CL:Como vai ser o atendimento depois da UPA ser feita?
Cristina :A UPA prevê obstetra, pediatra, clínico e cirurgião. Podem ser feitas pequenas cirurgias no local. A estrutura do Pronto Atendimento Municipal ficarão para parte administrativa.
CL:A estrutura do posto de saúde do São Cristóvão é nova e está rachando. O que houve?
Cristina :Estamos reavaliando todas as estruturas dos postos de saúde para identificar os problemas.
CL:Falta dinheiro para investir na Saúde?
Cristina :Nós temos para gastar R$ 84 milhões na saúde por ano. Claro que nunca é suficiente, mas o dinheiro precisa ser melhor gerido através de um planejamento estratégico. Caso contrário, o dinheiro termina em setembro. Por isso, não se consegue pagar os prestadores de serviço depois deste mês.
CL:Os profissionais da Saúde passarão por qualificação frequente?
Cristina : Nós estamos estudando a forma e a frequência disso. Por enquanto, estamos apagando incêndio. Se em pouco mais de 20 dias já conseguimos pagar os hospitais, imagina daqui a um ano o que faremos.
CL:Por que as obras do posto do bairro Coral estão paradas há três meses?
Cristina : Está mesmo. Porque a administração anterior não pagou o projeto para a empresa. Hoje (sexta-feira), a prefeitura pagou parte das pendências de dezembro, e aí conseguiremos fazer a saúde da maneira que ele deve ser feita. Não temos como cumprir nossos prazos, se eles não fizeram pagamento. É bom deixar claro que a unidade do posto está atendendo normalmente, funcionando ao lado da obra da nova unidade.
Foto: Susana Küster
Secretária de Saúde, Cristina Subtil, fala sobre os problemas da saúde em Lages, e, aponta possíveis soluções para a área
Durante a campanha à prefeitura de Lages, o prefeito Elizeu Mattos enfatizou que a saúde seria prioridade em seu governo, caso ganhasse. Nesta entrevista, a secretária de Saúde, Cristina Subtil, fala sobre os problemas e as soluções da área em Lages.
Correio Lageano: Por que falta ficha nos postos?
Cristina : Quem vai para a unidade de saúde não é emergência. Quando é preciso, eles vão para o pronto atendimento. É preciso fazer uma educação em saúde para todos entenderem que o posto não serve somente para dar ficha. A ideia é que a doença seja prevenida, não tratada. Os médicos atendem em média 10 a 12 pessoas por período. Na administração anterior, havia falta de médicos e eles acabavam cedendo alguns períodos para o hospital. Nós não temos falta de médicos e não deixamos nenhum médico cumprir período em outro local. Todos os postos tem médicos todos os dias.
Como garantir bons médicos no atendimento via SUS, se hoje o grande problema é a falta de interesse dos profissionais devido a baixa remuneração?
Cristina :Temos uma parceria com a Uniplac, eu era coordenadora do curso, e, sempre disse que formamos bons médicos para o SUS. Eles estão acostumados a trabalhar nas unidades de saúde desde o primeiro dia de suas atividades, porque é uma unidade curricular. Eles se acostumam a cuidar do povo, e o aumento da quantidade de médicos nos postos é exemplo claro disso.
CL: Por que a ficha é entregue somente uma vez por semana?
Cristina :Nós estamos montando nossa equipe, e planejamos em 30 dias depois de organizar nosso governo, resolver os problemas mais urgentes.
CL:A comunidade sempre reclama da demora no atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM). Por que isso ocorre?
Cristina :Temos três médicos atendendo 24 horas no pronto atendimento, dois que atendem a emergência no Nossa Senhora dos Prazeres e dois de sobreaviso. O que comporta a demanda. Estamos analisando o fluxo de atendimento, porque tem picos em que é preciso priorizar os casos mais urgente.
CL:No início do ano, medicamentos foram emprestados dos hospitais. Já foi lançado o edital para compra de medicamentos? Tem prazo para ser concluído?
Cristina :Enquanto o processo não é concluído, estamos fazendo compra direta em caráter emergencial.
CL:Mesmo não sendo dever do município, a falta do tratamento radiológico em Lages prejudica a população, que precisa procurar atendimento fora de Lages. Tem uma solução para resolver isso?
Cristina :Temos um mamógrafo e um raio X que foram cedidos pelo Hospital Teresa Ramos. Está em processo licitatório um digitalizador de imagens. Estamos comprando mais serviços, como o de raio X, do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres e do Hospital Infantil Seara do Bem.
CL:Há 1.890 mulheres esperando para fazer mamografia. O que será feito?
Cristina :Desde agosto nenhuma mulher estava fazendo mamografia. Isso é um dever do Estado, e, pelo Ministério do Saúde é possível fazer quantos exames forem precisos.
CL:A construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) termina quando?
Cristina :A previsão é que conclua daqui um ano e meio. Tivemos que refazer o projeto, porque o anterior não previa uma construção adequada para o tipo de solo no local, que é arenoso. Isso atrasou uns 20 dias na obra.
CL:Como vai ser o atendimento depois da UPA ser feita?
Cristina :A UPA prevê obstetra, pediatra, clínico e cirurgião. Podem ser feitas pequenas cirurgias no local. A estrutura do Pronto Atendimento Municipal ficarão para parte administrativa.
CL:A estrutura do posto de saúde do São Cristóvão é nova e está rachando. O que houve?
Cristina :Estamos reavaliando todas as estruturas dos postos de saúde para identificar os problemas.
CL:Falta dinheiro para investir na Saúde?
Cristina :Nós temos para gastar R$ 84 milhões na saúde por ano. Claro que nunca é suficiente, mas o dinheiro precisa ser melhor gerido através de um planejamento estratégico. Caso contrário, o dinheiro termina em setembro. Por isso, não se consegue pagar os prestadores de serviço depois deste mês.
CL:Os profissionais da Saúde passarão por qualificação frequente?
Cristina : Nós estamos estudando a forma e a frequência disso. Por enquanto, estamos apagando incêndio. Se em pouco mais de 20 dias já conseguimos pagar os hospitais, imagina daqui a um ano o que faremos.
CL:Por que as obras do posto do bairro Coral estão paradas há três meses?
Cristina : Está mesmo. Porque a administração anterior não pagou o projeto para a empresa. Hoje (sexta-feira), a prefeitura pagou parte das pendências de dezembro, e aí conseguiremos fazer a saúde da maneira que ele deve ser feita. Não temos como cumprir nossos prazos, se eles não fizeram pagamento. É bom deixar claro que a unidade do posto está atendendo normalmente, funcionando ao lado da obra da nova unidade.
Foto: Susana Küster
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