Lages, 20/02/2013, Correio Lageano
Bairros das partes elevadas da cidade vão continuar sofrendo com interrupções no abastecimento durante o verão
A falta de água em bairros e pontos elevados da cidade continua sendo um problema diário. A Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa) se defende dizendo que as paradas no abastecimento acontecem devido aos poucos investimentos que a estação de tratamento e a rede distribuidora receberam nos últimos anos.
Quem encontra diariamente as torneiras secas é a dona de casa e moradora do bairro São Miguel Zenite Rodrigues. Para ela, o fornecimento tem acontecido apenas durante a noite. “Não tem como limpar a casa, fazer comida, lavar a roupa, tem que ficar esperando até a água voltar”, afirma. Ela tem caixa d’água em casa, o que ameniza o problema e ajuda os vizinhos. “A gente ajuda dando um pouco de água para eles beberem e fazerem comida”, completa.
Esta é a mesma reclamação de Adriana Santos Silva, moradora do bairro Guarujá. “É só dar uma chuva mais forte ou ventinho que falta água”, lembra. Sem reservatório em casa, a alternativa é esperar até a noite, quando o abastecimento volta, para retomar as atividades domésticas. “Vem só às 22 horas, aí fica até de madrugada para a gente lavar a louça e tomar banho”, destaca.
Água produzida fica aquém da quantidade necessária
O secretário da Semasa, Benjamin Schutz, reconhece que esse é um problema de difícil resolução, atualmente, e explica que essa situação está acontecendo devido à falta de investimentos na rede de abastecimento e coleta.
Bairros como São Miguel, Penha, Guarujá, Santa Helena, Tributo, Prómorar e partes altas da cidade vão continuar com tendo falta de água durante o verão. A explicação para isso é que a demanda de abastecimento em Lages é maior do que a Semasa consegue produzir e não há previsão de quando isso será resolvido. “É difícil de prever quando vai ter água, é uma limitação e nós temos que fazer investimentos”.
Segundo ele, a cidade consome, em dias quentes, 770 litros por segundo, mas a capacidade de processamento da água pela rede de tratamento é de 600 litros por segundo. Um agravante para a situação é que a rede distribuidora é antiga e não recebe melhorias e investimentos desde de 1995.
“Está no limite e não tem mais como segurar, vai ficando velho e pequeno, a cidade cresce e as redes vão vazando”, completa. O Departamento de Defesa do Consumidor em Lages (Procon) está cobrando explicações da Semasa para as crescentes reclamações. Uma reunião está marcada para quinta-feira junto com secretário Schutz.
O coordenador executivo do Procon, Carlos Roberto Souza, orienta os consumidores que tiverem problemas que busquem os seus diretos.
Dicas de economia
Foto: Joana Costa
Bairros das partes elevadas da cidade vão continuar sofrendo com interrupções no abastecimento durante o verão
A falta de água em bairros e pontos elevados da cidade continua sendo um problema diário. A Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa) se defende dizendo que as paradas no abastecimento acontecem devido aos poucos investimentos que a estação de tratamento e a rede distribuidora receberam nos últimos anos.
Quem encontra diariamente as torneiras secas é a dona de casa e moradora do bairro São Miguel Zenite Rodrigues. Para ela, o fornecimento tem acontecido apenas durante a noite. “Não tem como limpar a casa, fazer comida, lavar a roupa, tem que ficar esperando até a água voltar”, afirma. Ela tem caixa d’água em casa, o que ameniza o problema e ajuda os vizinhos. “A gente ajuda dando um pouco de água para eles beberem e fazerem comida”, completa.
Esta é a mesma reclamação de Adriana Santos Silva, moradora do bairro Guarujá. “É só dar uma chuva mais forte ou ventinho que falta água”, lembra. Sem reservatório em casa, a alternativa é esperar até a noite, quando o abastecimento volta, para retomar as atividades domésticas. “Vem só às 22 horas, aí fica até de madrugada para a gente lavar a louça e tomar banho”, destaca.
Água produzida fica aquém da quantidade necessária
O secretário da Semasa, Benjamin Schutz, reconhece que esse é um problema de difícil resolução, atualmente, e explica que essa situação está acontecendo devido à falta de investimentos na rede de abastecimento e coleta.
Bairros como São Miguel, Penha, Guarujá, Santa Helena, Tributo, Prómorar e partes altas da cidade vão continuar com tendo falta de água durante o verão. A explicação para isso é que a demanda de abastecimento em Lages é maior do que a Semasa consegue produzir e não há previsão de quando isso será resolvido. “É difícil de prever quando vai ter água, é uma limitação e nós temos que fazer investimentos”.
Segundo ele, a cidade consome, em dias quentes, 770 litros por segundo, mas a capacidade de processamento da água pela rede de tratamento é de 600 litros por segundo. Um agravante para a situação é que a rede distribuidora é antiga e não recebe melhorias e investimentos desde de 1995.
“Está no limite e não tem mais como segurar, vai ficando velho e pequeno, a cidade cresce e as redes vão vazando”, completa. O Departamento de Defesa do Consumidor em Lages (Procon) está cobrando explicações da Semasa para as crescentes reclamações. Uma reunião está marcada para quinta-feira junto com secretário Schutz.
O coordenador executivo do Procon, Carlos Roberto Souza, orienta os consumidores que tiverem problemas que busquem os seus diretos.
Dicas de economia
- Ao escovar os dentes e se barbear, manter a torneira fechada;
- Fechar a torneira enquanto ensaboar as louças e talheres;
- Usar a máquina de lavar roupas na capacidade máxima;
- Na banho, procurar se ensaboar com o chuveiro desligado e tomar banho rápido;
- Não deixar que ocorram vazamentos em encanamentos dentro da residência;
- Entrar em contato com a companhia de água ao verificar vazamentos de água na rede externa;
- Usar a descarga no vaso sanitário apenas o necessário. Manter a válvula sempre regulada;
- Reutilizar a água sempre que possível;
- Utilizar regador no lugar de mangueira para regar as plantas;
- Usar vassoura para varrer o chão e não a água da mangueira;
- Lavar o carro com balde ao invés de mangueira;
- Captar a água da chuva com baldes. Esta água pode ser usada para lavar carros, quintais e regar plantas;
- Colocar sistemas de controle de fluxo de água no bico das torneiras.
Foto: Joana Costa
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