Lages, 09 e 10/02/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais
Delegado diz que as investigações estão bem avançadas e que já ouviu pelo menos três pessoas no inquérito policial
A Polícia Civil diz estar perto de prender os responsáveis pelo ataque a um ônibus, em Bom Retiro, na Serra Catarinense. A informação é do delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Lages, Luiz Ângelo Moreira, responsável pelo caso.
O ataque ocorreu na madrugada da última quinta-feira. O ônibus pertence a uma empresa privada, e o fogo queimou praticamente todo o interior do veículo e danificou parte da frente de uma churrascaria. Testemunhas disseram que viram uma motocicleta e duas pessoas deixando o local após atearem fogo no veículo.
Sem informar maiores detalhes para não interferirna investigação, o delegado afirmou que há suspeitos do crime e que está próximo de pedir a prisão deles. Segundo ele, foram ouvidas pelo menos três pessoas no inquérito. A polícia aguarda os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) para aprofundar as investigações.
Sem estabelecer prazos, ele informou que as investigações estão avançando, e deu indícios de que está perto de pedir a prisão dos responsáveis pelo incêndio. “Estou correndo contra o relógio, pois o Fórum de Bom Retiro fecha às 19h e preciso estar lá ainda hoje (para tratar com o Justiça sobre o caso)”, comentou ontem à tarde.
O delegado diz estar trabalhando em duas linhas de investigação, a primeira de que o atentado foi um ato de vandalismo, porém, admite que o ataque tenha relação com atentados que assolam Santa Catarina há mais de duas semanas. A onda de ataque no Estado tem como alvo ônibus, carros particulares, órgãos da segurança pública e casas de profissionais que trabalham em órgãos de segurança.
Luiz Ângelo reiterou que, devido ao atual cenário, a Polícia Civil de todo o Estado está em alerta máximo, tanto para defender a população como para proteger os policiais. “Hoje existe um cuidado redobrado com relação à integridade física dos policiais. Todos estão com receio”, comentou.
Ajuda recusada
Em reunião anteontem, a cúpula da Segurança Pública de Santa Catarina se recusou, neste momento, a vinda de policiais da Força Nacional de Segurança Pública para combater a onda de ataques. A ajuda foi oferecida pelo governo Federal.
O secretário de Estado da Segurança, César Augusto Grubba, entende que a parceria entre o Estado e a União é uma realidade através de convênios firmados com a Secretaria Nacional de Segurança Pública.
“Não há má vontade do governo do Estado em aceitar qualquer tipo de ajuda, mas neste momento não há necessidade. Temos controle da situação”, afirma Grubba. Sobre a possibilidade de transferência de presos, líderes da facção criminosa, Grubba analisa como positiva, mas por uma questão de segurança não deu detalhes sobre uma eventual operação.
Entrevista, Governador do Estado Raimundo Colombo, Por Thomas Michel
Em visita a Lages para a entrega da ordem de serviço para a restauração do Colégio Vidal Ramos, o governador Raimundo Colombo se manifestou sobre os ataques.
Correio Lageano: O que o governo do estado está fazendo para combater os ataques?
Colombo:Os ataques tiveram seu pico nos dias 31 e 1º. Estão decrescentes. A polícia está na rua, combatendo o crime com muito rigor e tomando medidas de inteligência acentuadas.
Correio Lageano: O episódio do presídio em Joinville foi determinante para os ataques?
Colombo:Não só isso.
Correio Lageano: Da outra vez os ataques pararam por causa do ‘salve’. Os próprios criminosos que resolveram parar com os ataques. O que se espera dessa vez?
Colombo:Não sei se foi isso. A polícia vai ser dura como está sendo. Vai cumprir o seu dever de combater o crime. Esse é o nosso papel.
Foto: Adecir Morais
Delegado diz que as investigações estão bem avançadas e que já ouviu pelo menos três pessoas no inquérito policial
A Polícia Civil diz estar perto de prender os responsáveis pelo ataque a um ônibus, em Bom Retiro, na Serra Catarinense. A informação é do delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Lages, Luiz Ângelo Moreira, responsável pelo caso.
O ataque ocorreu na madrugada da última quinta-feira. O ônibus pertence a uma empresa privada, e o fogo queimou praticamente todo o interior do veículo e danificou parte da frente de uma churrascaria. Testemunhas disseram que viram uma motocicleta e duas pessoas deixando o local após atearem fogo no veículo.
Sem informar maiores detalhes para não interferirna investigação, o delegado afirmou que há suspeitos do crime e que está próximo de pedir a prisão deles. Segundo ele, foram ouvidas pelo menos três pessoas no inquérito. A polícia aguarda os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) para aprofundar as investigações.
Sem estabelecer prazos, ele informou que as investigações estão avançando, e deu indícios de que está perto de pedir a prisão dos responsáveis pelo incêndio. “Estou correndo contra o relógio, pois o Fórum de Bom Retiro fecha às 19h e preciso estar lá ainda hoje (para tratar com o Justiça sobre o caso)”, comentou ontem à tarde.
O delegado diz estar trabalhando em duas linhas de investigação, a primeira de que o atentado foi um ato de vandalismo, porém, admite que o ataque tenha relação com atentados que assolam Santa Catarina há mais de duas semanas. A onda de ataque no Estado tem como alvo ônibus, carros particulares, órgãos da segurança pública e casas de profissionais que trabalham em órgãos de segurança.
Luiz Ângelo reiterou que, devido ao atual cenário, a Polícia Civil de todo o Estado está em alerta máximo, tanto para defender a população como para proteger os policiais. “Hoje existe um cuidado redobrado com relação à integridade física dos policiais. Todos estão com receio”, comentou.
Ajuda recusada
Em reunião anteontem, a cúpula da Segurança Pública de Santa Catarina se recusou, neste momento, a vinda de policiais da Força Nacional de Segurança Pública para combater a onda de ataques. A ajuda foi oferecida pelo governo Federal.
O secretário de Estado da Segurança, César Augusto Grubba, entende que a parceria entre o Estado e a União é uma realidade através de convênios firmados com a Secretaria Nacional de Segurança Pública.
“Não há má vontade do governo do Estado em aceitar qualquer tipo de ajuda, mas neste momento não há necessidade. Temos controle da situação”, afirma Grubba. Sobre a possibilidade de transferência de presos, líderes da facção criminosa, Grubba analisa como positiva, mas por uma questão de segurança não deu detalhes sobre uma eventual operação.
Entrevista, Governador do Estado Raimundo Colombo, Por Thomas Michel
Em visita a Lages para a entrega da ordem de serviço para a restauração do Colégio Vidal Ramos, o governador Raimundo Colombo se manifestou sobre os ataques.
Correio Lageano: O que o governo do estado está fazendo para combater os ataques?
Colombo:Os ataques tiveram seu pico nos dias 31 e 1º. Estão decrescentes. A polícia está na rua, combatendo o crime com muito rigor e tomando medidas de inteligência acentuadas.
Correio Lageano: O episódio do presídio em Joinville foi determinante para os ataques?
Colombo:Não só isso.
Correio Lageano: Da outra vez os ataques pararam por causa do ‘salve’. Os próprios criminosos que resolveram parar com os ataques. O que se espera dessa vez?
Colombo:Não sei se foi isso. A polícia vai ser dura como está sendo. Vai cumprir o seu dever de combater o crime. Esse é o nosso papel.
Foto: Adecir Morais
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