sexta-feira, 22 de março de 2013

Correia Pinto tem 75 inquéritos parados



Correia Pinto tem 75 inquéritos parados
Correia Pinto, 23 e 24/03/2013, Correio Lageano



Maioria voltou do Ministério Público para diligências. Delegado reclama da carência de profissionais dentro da unidade



Setenta e cinco inquéritos policiais estão parados na Delegacia de Correia Pinto, na Serra, à espera de uma solução. A maioria voltou do Ministério Público para novas diligências. A quantidade surpreende, uma vez que a cidade tem hoje uma população de cerca de 15 mil habitantes.



De acordo com o delegado Fabiano Henrique Schmitt, os inquéritos tratam de crimes diversos, que vão dos mais simples aos mais complexos. Na lista dos mais difíceis está o que investiga um crime contra a administração pública. O documento possui mais de 3 mil páginas.



Schmitt justifica que o acúmulo de serviço deve-se ao baixo efetivo na delegacia. Atualmente, fazem parte do quadro funcional da unidade quatro agentes policiais e uma escrivã. Segundo ele, para dar conta da demanda, seria necessário, no mínimo, mais um agente e uma escrivã.



Para o delegado, a Polícia Civil de Correia Pinto deveria ter uma equipe específica de investigação. Assim, ele entende que o trabalho policial ganharia mais agilidade. “O que temos aqui são policiais abnegados que trabalham até fora de hora (para dar conta do serviço)”, destaca.



Ele observa que o objetivo é chamar a atenção da sociedade sobre o baixo número de policiais na delegacia. E reforça que a carência de efetivo é a principal causa do acúmulo de serviço. “A população deve cobrar a realização de concursos público para que tenhamos mais policiais”, comenta.


Aposentadorias desfalcam a polícia


O relações públicas da Delegacia Regional de Lages, Carlos Manoel, disse que o Estado deverá abrir, em breve uma academia para formação de escrivães. Ele não soube informar, entretanto, quantos agentes serão formados e o número que será destinado a cada município catarinense.



Ele lembrou que o Governo do Estado tem feito, seguidamente, concursos públicos para policiais civis. Apesar disso, as novas vagas “não conseguem suprir as necessidades, uma vez que, anualmente, policiais deixam a ativa por aposentadorias e licenças”, por exemplo. “Por mais que o governo se esforce, não consegue atender a demanda, declara Manoel.




Foto: Adecir Morais

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