Lages, 16 e 17/03/2013, Correio Lageano, por Begair Godóy
A final entre Ki-Bola e América leva a campo atletas experientes, briga pela artilharia, torcida quente e duelos particulares
Qualquer decisão mexe com os ânimos da torcida e dos jogadores. Mais ainda quando é adiada. Foi assim com a final do Campeonato Amador da Liga Serrana de Futebol (LSF) marcada pela segunda vez em 15 dias. Será nesse domingo, às 15 horas, no campo do Amador no bairro Pisani.
O troféu disciplina e goleiro menos vazado estão definidos. A briga pela artilharia está aberta e boa. Nando do Ki-Bola, e Tackechi e Felipe do América aparecem com 9 gols. A Ki-Bola busca o primeiro título já o América o 12º. Para deixar a briga mais complicada, no jogo de ida o América venceu por 4 a 1 e agora joga pelo empate. Se a Ki-Bola vencer haverá prorrogação e o título será definido nos 30 minutos se não tiver vencedor a definição sairá na cobrança das cinco penalidades
Sem definição, mas vantagem para ser anulada, a responsabilidade fica para toda a equipe e, principalmente, para os atacantes e goleiros. Coincidentemente a decisão quase que “depende” de dois Fernandos . O atacante Fernando Silva, o Nandinho, o homem gol do Ki-Bola e Fernando Salla, o goleiro do América podem resolver.
O primeiro pela boa pontaria e o segundo pela muralha que promete criar ao longo do confronto. Nandinho está confiante na vitória nos 90 minutos, porém mostra dúvida na prorrogação. “No tempo normal nós ganhamos deles. Na prorrogação penso que pode faltar fôlego para o grupo. O time deles tem bastante jogador com qualidade. Muitos jogam juntos há tempos. Já a Ki-Bola embora tenha qualidade equiparada é formada por veteranos”, pondera o atacante que mora no bairro Passo Fundo.
Habilidade de sobra
Nandinho é melhor fazendo gol com bola rolando, mas Salla já sentiu a força de seu chute na bola parada. “Fiz gol nele no primeiro jogo da final. Cobrei na diagonal. Ele pensou que eu iria lançar para a área. Como estava a 25 metros da trave chutei por cima da barreira. Acho que foi um chute fraco que o enganou, pois ele se antecipou e a bola entrou”, analisa o camisa sete. É essa insegurança de Salla que Nandinho vai explorar.
“Acho ele muito nervoso. Se tiver falta com certeza sou eu quem vai cobrar”, afirma. O camisa azul e branco quer fazer tudo direitinho para erguer o caneco de campeão e ainda de artilheiro da temporada. “Essas taças eu quero” diz o jogador de 25 anos.
O atleta tem currículo para falar do assunto. Jogando desde os 14 anos já atuou como meia e atacante. Foi campeão duas vezes do Jocol. Pelo Figueirinha e Jardim Panorâmico (Série A). Foi escolhido como melhor atacante em 2010, quando defendia o Panorâmico e ano passado foi apontado como melhor meia da competição, na ocasião vestia o uniforme do time Passo Fundo da Série C.
Fernando Salla diz estar preparado para fechar o gol
O bacharel em Sistemas de Informação e Especialista em Desenvolvimento Web, Fernando Salla de 28 anos, defende o gol do América pela primeira. Marca sua estreia em campeonato lageano. No domingo chega ao 5º jogo pelo time bordô e branco, ou seja, atua há pouco mais de dois meses e levou quatro gols.
Salla não costuma diferenciar a forma com que se prepara para os jogos, indiferente da sua importância dentro da competição. “Penso que devemos entrar focados e com a mesma vontade desde o primeiro jogo. Mudar de estratégia por se tratar de uma final não é uma característica minha”, diz ele.
O goleiro se sente seguro para a final. Ele defende que com o passar dos anos o atleta ganha experiência e consegue absorver a pressão que é imposta em jogos decisivos de maneira mais natural. “Temos um elenco excelente e isto me deixa mais seguro ainda”, comenta ele que joga no gol desde os 12 anos. Fernando promete usar o bom posicionamento, impulsão e agilidade para conter as investidas do adversário.
Fora de campo Salla tem uma vida tranquila. Atualmente leciona no IFSC, entre outras atividades. Em paralelo trabalha no desenvolvimento de projetos de softwares em conjunto com um amigo que fez na faculdade. É casado há dois anos e não tem uma atividade específica que se dedica nos momentos de lazer. “Costumo gastar este tempo pesquisando na internet, vendo filmes ou cuidando do jardim da nossa casa”, resume o atleta que herdou o gosto pela modalidadee do pai.
Salla fala da decisão
A Ki-Bola vai com tudo para anular a vantagem do América. Como evitar?
Pelo regulamento sabemos que apenas a vitória interessa a equipe da Ki-Bola. Se entrarmos em campo contando com um empate, dificilmente conseguiremos conter o adversário. O que precisamos fazer é imprimir a mesma vontade apresentada no segundo tempo do primeiro jogo. São duas equipes muito qualificadas tecnicamente e o menor descuido pode resultar em um gol. Nenhuma equipe chega na final de um campeonato por acaso, portanto, temos que respeitá-los.
Foto: Begair Godóy com motangem do CLMais
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