quarta-feira, 6 de março de 2013

Fãs lageanos também choram a morte do cantor Chorão



Fãs lageanos também choram a morte do cantor Chorão
Lages, 07/03/2013, Correio Lageano


Um dos expoentes da música brasileira, o vocalista da banda Charlie Brown foi encontrado morto em seu apartamento



Chorão, o vocalita do Charlie Brown Jr, foi o principal assunto das redes sociais de quarta-feira (06). Encontrado morto na madrugada desta quarta-feira, em São Paulo, Alexandre Magno Abrão vai deixar saudades para seus muitos fãs.



O músico foi encontrado desfalecido pelo motorista em seu próprio apartamento, na região de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado às 5h18min para “verificação de morte natural em um apartamento”.



A causa ainda não foi divulgada, mas por enquanto trabalha-se com morte natural. O delegado encarregado do caso, Luiz Romani, do 14º Distrito Policial, em Pinheiros, relatou que ainda não é possível afirmar a causa da morte, que será posteriormente determinada pela perícia. O músico estava sozinho no local da morte. O apartamento estava revirado.



Desde 1992, Chorão liderava a banda Charlie Brown Jr., que em 20 anos de carreira viveu momentos de muito sucesso e lidava recentemente com problemas internos. Chorão e Champignon, que voltou para a banda depois de alguns anos, brigaram no palco durante um show em Apucarana.



Sempre polêmico, o vocalista se envolveu em uma confusão com o cantor Marcelo Camelo, do Los Hermanos, em 2004. Processado pelo artista carioca, teve que pagar uma indenização.



O grupo estava em turnê com a divulgação do último disco lançado, “Música Popular Caiçara”, celebrando os 20 anos de carreira. O próximo compromisso seria no dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro.



O que a morte significou para os fãs lageanos



O lageano Dany Mailom Canani Borsatto, servidor público do sistema judiciário de Santa Catarina, é um dos maiores fãs do Charlie Brown. Ele conta como é sua relação com a banda e o sentimento de ver um grande ídolo ter a vida interrompida.



“Este cara e sua banda fizeram e fazem parte da trilha sonora da minha vida. Nunca fui daqueles fãs estéricos, que queriam fotos, em quase todas as vezes curtia o show e pronto.



Desde 1997, quando assisti à banda pela primeira vez, na extinta Keops aqui em Lages, passei a acompanhar a Charlie Brown e sei de toda a trajetória de luta e glória do Chorão e dos demais componentes da banda.



De lá para cá, fui a 14 shows da banda, que embalou minha adolescência, namoro, formatura, meu casamento, e nos dias atuais também. Tenho até um cachorro que se chama Chorão.



A morte do Chorão, também interrompe alguns sonhos meus, pois eu e minha esposa estamos à espera de uma filha e e meu desejo era levá-la ao show do Charlie Brown. É normal durante a gravidez da minha esposa eu colocar o som da banda próximo a barriga para minha filha ouvir.



Enfim, tenho 32 anos, sou um fã consciente e declarado do Chorão e do Charlie Brown há 16 anos, tenho uma tatuagem de uma capa de um CD da banda no braço.”



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