quinta-feira, 7 de março de 2013

Polícia identifica mais suspeitos de fraudes em contas bancárias



Polícia identifica mais suspeitos de fraudes em contas bancárias
Lages, 08/03/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



A quadrilha agia há cerca de 1,5 ano e teria lucrado aproximadamente R$ 800 mil com o golpe




O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Lages, Márcio Shültz, informou que pelo menos mais dois suspeitos da quadrilha que aplicava golpes pela internet, por meio de uma página falsa de banco, foram identificados.



A fraude foi descoberta anteontem, quando Humberto Daniel Pietro, de 22 anos, um dos suspeitos, foi detido com R$ 174 mil em dinheiro no interior de Bocaina do Sul, na Serra Catarinense. Dentre os envolvidos está um adolescente de 16 anos.




Sem informar maiores detalhes para não atrapalhar as investigações, Schültz diz que todos os suspeitos moram no Litoral Catarinense. A quadrilha agia no Estado há cerca de um ano e meio e teria lucrado aproximadamente R$ 800 mil com a fraude. A suspeita é que os hackers agiam também em outros estados.



Humberto é natural de São José, no Litoral Catarinense. Segundo o delegado, em depoimento ele disse que veio para Bocaina para se esconder. Por se tratar de um crime interestadual, o caso foi encaminhado para o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), em Florianópolis, para identificação de outros participantes do golpe e possíveis vítimas do esquema.



Além do dinheiro, os policiais encontraram, com Humberto, celulares e equipamentos eletrônicos. A polícia informou que o dinheiro que estava em uma mochila seria resultado da venda de materiais comprados por meio da fraude. Após ser interrogado, o homem foi liberado.



Alerta



Shültz alerta a população sobre os crimes na Internet, comuns nos últimos anos. Dentre as recomendações básicas, orienta que se tome cuidado na hora de fornecer dados cadastrais, além de não dar senhas de cartão de crédito, por exemplo.



Para quem tem conta bancária, ele afirma que dificilmente a instituição solicita dados via e-mail,  o que exige uma atenção maior do consumidor na hora de fornecer qualquer tipo de informação. “Esses dados podem, por exemplo, ser usados por um infrator da internet”, diz o delegado.



Como o golpe era aplicado



• A quadrilha mantinha dois sites falsos na internet, sendo um de um banco e outro de um servidor nos Estados Unidos.

• Numa das páginas, eles capturavam e-mails para envio de mensagem em “spam”, convocando as pessoas para movimentarem as contas via internet, encaminhando para estas o link com a página falsa do banco.

• Os dados da conta corrente e senhas eram copiados pelo adolescente e posteriormente usados para compras de eletrônicos em outros sites da rede.

• As mercadorias eram entregues aos criminosos, que as revendiam por um valor bem abaixo do de mercado.




Foto: Divulgação /Polícia Civil

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