Lages, 29/04/2013, Correio Lageano
Adolescente se aproximou do campo na carona de uma motocicleta e atirou
O treinador da equipe do Roma, Fernando Lima Pinto, de 28 anos, foi baleado a queima roupa durante o jogo de sua equipe contra Os Tigres, que acontecia na manhã deste domingo (28), no campo do bairro Santa Catarina, pelos Jogos Comunitários de Lages (Jocol). Um adolescente, de 17 anos, se aproximou do treinador e atirou pelas costas.
Toda família de Fernando estava assistindo a partida e o clima era de tranquilidade no campo. Até que, por volta das 10 horas da manhã, o rapaz foi avistado se aproximando do campo na carona de uma motocicleta, pela rua atrás do campo e atirou pelas costas do treinador. Ao todo foram quatro disparos, sendo que um atingiu a nuca de Fernando e outro uma de suas pernas.
O treinador baleado foi levado pelos familiares à emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde passou por cirurgia. Ele continua hospitlizado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
A esposa da vítima, Ana Claudia dos Santos, de 25 anos, acredita que uma briga do passado motivou a tentativa de homicídio. “Os meninos do bairro tinham uma intriga com ele (o adolescente), que tinha prometido matar o Fernando. Eles tinham brigado uma vez e meu marido tinha surrado um amigo dele, mas faz tempo isso”, declara.
Fernando estava desempregado há cinco meses e tem dois filhos, Luiz Fernando, de seis anos, e Isabela, de dois.
A mãe da vítima, Marli de Lima Pinto, confirma que o filho, teve uma briga com seu agressor no passado e que os tiros foram disparados de fora para dentro do campo. “Não houve discussão. Ele só chegou com o outro rapaz de moto lá e descarregou o revólver no meu filho”, relata.
Alexandre de Almeida Souza estava jogando e testemunhou o crime. “Eles têm uma rixa antiga, mas isso não leva uma pessoa a fazer isso. É traição e a queima-roupa. Foi a menos de um metro de distância e pelas costas”, acrescenta.
Passagem pela polícia
O adolescente foi apreendido em flagrante pela Polícia Militar e levado para a 1ª Delegacia da Polícia Civil (1ª DP). Ele tem passagens na polícia por porte de crack.
A Polícia Civil informou que ele deve ser encaminhado para o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), onde pode ficar recluso por no máximo três anos. A polícia está buscando identificar o condutor da motocicleta.
Foto:Joana Costa
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