quarta-feira, 29 de maio de 2013

Procon reprime as cobranças abusivas

Procon reprime as cobranças abusivas
Lages, 30/05/2013, Correio Lageano


Foram cerca de 15 denúncias nos primeiros dias.



Para evitar que os comerciantes das barracas e estandes da 25ª Festa Nacional do Pinhão cometam abusos quanto aos preços praticados, fiscais do Procon de Lages ficarão de plantão no Parque de Exposições Conta Dinheiro durante todas as noites do evento. Além da fiscalização de preços, eles também orientam os comerciantes quanto à cobrança da gorjeta para os garçons e a venda de bebidas para menores de idade.



“Procuro atender todas às exigências do Procon, principalmente quanto à venda de bebidas para crianças”, comenta a comerciante Nelci Farkas, que há oito anos traz seu estande de alimentação para dentro da Festa.



De acordo com o coordenador do Procon em Lages, Carlos Ribeiro, para evitar que os produtos alimentícios fossem vendidos por preços abusivos, antes do início da Festa foi feita uma reunião com os comerciantes, para estipular o preço máximo de venda de cada produto. De acordo com a tabela, um prato de 300 gramas de entrevero não pode ser vendido por mais de R$15.



Segundo Ribeiro, a prática mais comum tem sido a inclusão da gorjeta na hora de cobrar o que o visitante comprou. “Mas os 10% do garçom são opcionais, a pessoa só paga se quiser”, alerta. Até terça-feira, os fiscais do parque receberam pelo menos 15 denúncias de abuso do gênero.



Ribeiro destaca que, nestes casos os comerciantes foram obrigados a devolver o valor cobrado indevidamente. “Se houver casos de reincidência, as barracas serão fechadas”, garante.



O coordenador do Procon orienta aos visitantes que, ao se depararem com situação de cobrança abusiva, procurem os representantes do órgão no Parque, junto à Comissão Central Organizadora (CCO) e denunciem.



Os preços mais baratos dos produtos alimentícios são encontrados nas barracas das entidades que estão no Parque. Segundo Ribeiro, por terem menos gastos, as entidades conseguem comercializar produtos mais baratos e com qualidade. “A presença das entidades é positiva, porque oferece produtos diversificados com preços mais baixos e um serviço com qualidade humana ímpar”, completa.



Foto: Joana Garcia

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