Lages, 26/06/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais
A costureira Leonora Siqueira da Costa, de 28 anos, morreu no início da tarde de terça-feira (26) após ser atropelada na avenida Dom Pedro II, no bairro Santa Rita, em Lages. Ela foi atingida por um automóvel Passat enquanto atravessava sobre a faixa de pedestre. O acidente ocorreu por volta das 12h30min.
O motorista do carro placas LZN-6950, de Lages, Irineu Antunes Raiths, de 25 anos, estava com a carteira de habilitação vencida, segundo a Polícia Militar (PM). Ele foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia, onde foi ouvido e liberado. Vai responder por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar).
Conhecida como Nana, Leonora trabalhava na confecção Talismã Moda Íntima. Ela tentava atravessar a avenida para comprar lanche em uma padaria do outro lado da via. O marido e o filho, de oito anos, estiveram no local do acidente.
De acordo com testemunhas, o acidente ocorreu após outro veículo, que estava na faixa da direita, parar para ela atravessar com segurança. Mas, o Passat, que trafegava na pista da direita, não parou e acabou atropelando a mulher, que morreu na hora.
Policiais militares e agentes de trânsito fizeram o levantamento da colisão. Dezenas de curiosos se aglomeraram ao redor da via para acompanhar o desfecho da ocorrência. O corpo de Nana foi removido pelo Instituto Geral de Perícias e depois entregue aos familiares para o sepultamento.
De acordo com o delegado Raphael Bellinati, que atendeu à ocorrência na delegacia, o motorista do carro foi liberado porque não havia elementos que justificassem a sua prisão. Porém, ele vai responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
Colegas assistiram ao acidente
Natural de Xaxim, no Oeste do Estado, Nana morava em Lages há cerca de um mês. Residente no bairro Santa Clara, planejava buscar sua mudança na semana que vem, segundo as suas colegas. “Ela era uma boa companheira. Dizia que queria trabalhar mais um pouco para mais tarde sair do emprego e cuidar do filho. Foi uma perda terrível para todos nós”, lamentou a amiga Adenizia Rodrigues, de 32 anos, que presenciou o acidente.
Adenizia informou que tinha o hábito de ir com a colega à padaria, ontem, porém, foi sozinha na frente e Nana, que ficou escovando os dentes na empresa. Da porta da padaria, vi a colega ser atropelada. “Quando cheguei perto, ela já estava sem vida”, finalizou.
Falta de sinalização aumenta ocorrências
Nana não é a primeira pessoa que perde a vida na avenida este ano. No dia 29 de janeiro, o motociclista Paulo Miane Ferreira, de 25 anos, morreu ao ter a cabeça esmagada por um caminhão carregado de toras de pinus. No final do mês passado, um carro em alta velocidade atravessou a pista e bateu no muro de uma residência. Uma criança de 10 anos, que estava no interior do carro, fraturou a perna.
De acordo com os moradores, o maior problema da via é a falta de sinalização para inibir o excesso de velocidade dos carros. Ao longo dela, há várias lombadas eletrônicas, mas todas estão desativadas, o que contribui para os acidentes. Os moradores estão indignados e falam até em fazer uma mobilização para cobrar providências das autoridades.
Fotos: Adecir Morais
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