sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vítima de espancamento espera por justiça

Vítima de espancamento espera por justiça
Lages, 08 e 09/06/2013, Correio Lageano



 
Agressão ocorreu há mais de um mês e Claudinei pede que agente de trânsito seja punido pela violência física e verbal




Claudinei Vitor de Oliveira viu sua vida se transformar para pior nos últimos dias. Afastado do trabalho, está sem receber, gastou com remédios e não quer lembrar do espancamento que deixou marcas profundas. Ele perdeu quatro dentes, teve o supercílio cortado, a coluna machucada o que lhe causou o amortecimento em dedos do pé direito e no dedo mindinho da mão esquerda. Ele credita a agressão a um agente de trânsito, que em processo administrativo, diz ter sido agredido por Claudinei.



No dia 30 de abril, Claudinei, que reside no Bairro Santa Helena, trafegava com seu veículo na rua Porto Alegre, próximo de onde mora. Ao chegar no cruzamento com a 7 de Setembro, deixou o carro derrapar e invadir a preferencial, quase causando um acidente com outro veículo conduzido pelo agente de trânsito.


 

Claudinei diz que além de apanhar com um cassetete, ainda foi agredido verbalmente. Sua versão foi confirmada por uma testemunha do bairro, mesmo assim, no processo administrativo aberto pela Diretoria de Trânsito de Lages – Diretran, o agente afirma que ele é a vítima.  De acordo com o secretário de Segurança, Paulo Dellajustina, o agente de trânsito está de férias e o processo investigatório ainda não foi concluído.




O morador do Santa Helena diz que não busca vingança e acredita que o agente de trânsito não precisa ser demitido. “Apenas quero que eles não possam usar os instrumentos do trabalho quando não estão trabalhando. Quero também que eles sejam educados a não praticar o que este ele me fez.”




Em boletim de ocorrência registrado na 3ª Delegacia de Polícia, Claudinei diz que foi chamado de “nego burro e barbeiro.” Para superar o trauma está sendo acompanhado por uma psicóloga. “Não desejo isso para ninguém,” desabafa o homem, que é pai de dois filhos e reside há mais de 20 anos no bairro. Ele reforça que foi espancado e humilhado, teve seu nome marcado para sempre e que espera justiça.



Foto: Susana Küster

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