sexta-feira, 12 de julho de 2013

Coxilha Rica era habitada por Caingangues

Coxilha Rica era habitada por Kaingangs
Lages, 13 e 14/07/2013, Correio Lageano




Muito antes da passagem dos tropeiros pela Coxilha Rica, o local já era ocupado. Índios Kainkangs viviam em casas subterrâneas. O conflito entre os primeiros imigrantes e os índios foi constante, desagregou tribos indígenas, causando guerras e ataques em todos os pontos da região.



Um estudo arqueológico da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) que iniciou em 2011 e se estendeu até 2012 encontrou diversos sítios arqueológicos desse período histórico.



Segundo a professora universitária e arqueóloga Deisi Scunderlick Eloy de Farias, as habitações subterrâneas são os sítios arqueológicos predominantes na Serra Catarinense.



Essas estruturas foram construídas por grupos ceramistas, que migraram para o sul do Brasil há pelo menos 3 mil anos. Esses grupos caçavam e coletavam pinhão, que era base de sua alimentação.



A Coxilha Rica tem muitos locais ainda inexplorados. As fogueiras feitas para moquear a caça, as trilhas abertas na mata, as áreas de descarne da caça, as roças, enfim, lugares que eram transformados cotidianamente sem intenção são considerados vestígios.



Em Lages são encontrados quatro tipos de sítios  arqueológicos: cerimonial, de observação de pesca, caça e sítio habitacional e sítio oficina. Entre os mais estudados  pelos arqueólogos estão as estruturas subterrâneas, danceiros e montículos funerários.  




Os sítios arqueológicos históricos mais significativos estão na parte central como a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres, os corredores de tropeiros e os passos, que são lugares de passagem das tropas, nos pontos  mais baixos dos rios.



Segundo a arqueóloga Deisi, muitos vestígios da história de Lages estão dispersos pelos campos da Coxilha Rica, como cemitérios, fazendas antigas, mangueiras, as típicas paisagens  serranas com sua fauna e flora características, além  dos costumes e dos artefatos rotineiros utilizados pelo serrano.



Foto: Núbia Garcia

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