Lages, 13 e 14/07/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris
O ambiente virtual se tornou uma importante ferramenta para as vendas
Vivemos em um mundo de informação fácil, instantânea e ilimitada. Isso não é novidade para ninguém. Mas, ainda assim, o tema globalização é assunto entre grupos e rende horas de debate. Com a chegada das redes sociais, tudo ficou mais fácil.
Hoje, a compra e venda de roupas seminovas encontrou um meio alternativo e que possibilita preços mais baixos: é o meio virtual, que passou a hospedar os famosos brechós online. A troca de livros que era feita em casas de amigos ou sebos, agora pode acontecer via internet. Até carona para outra cidade já não é mais preciso de plaquinha à beira do asfalto, tudo é combinado através das redes sociais. Encurta tempo e dinheiro.
A publicidade de produtos e serviços via online também contribui para o aumento de clientes dependendo da empresa, do administrador e da maneira como é gerida a informação.
Cabeleireira organiza 90% de sua agenda via internet
Há 8 anos fazendo sucesso entre a mulherada que pratica o desapego, o grupo Desapega Bazar é o ponto de encontro para elas que desejam vender e comprar, a um preço muito barato, ou então trocar. Sob administração de Josyana Manerich, o grupo foi criado para facilitar os negócios femininos.
O Desapega Bazar é um exemplo de instantaneidade em um mundo virtual. Logo que uma peça é postada com uma breve descrição, a venda é feita imediatamente. “Engana-se quem pensa que o produto fica à mercê”, contam as frequentadoras do espaço.
Ter as redes sociais como ferramenta para divulgar seus produtos ou serviços é quase como ter um agente publicitário. As redes sociais, para a cabeleireira Madianita Seben é a principal ferramenta para organizar 90% de sua agenda.
Desde que abriu seu próprio salão de beleza, ela utiliza a internet para marcar horários, divulgar seus cortes e penteados por meio de fotos, fazer promoções e mandar recados aos clientes. “A maior parte da clientela também usa o site”, diz.
Para Madi, além das funções básicas, as redes sociais acabam se tornando um site de busca. “Dá para estar em contato com outros profissionais, empresas de produtos, grupos voltados para os mesmos interesses, entre outros. Sem contar que ainda se pode ter uma página só da empresa”.
O retorno na prática costuma ser muito rápido, além de não ter custos. Madi publica uma foto de uma corte de cabelo ou de uma tintura diferente e logo as clientes comentam, compartilham e recomendam para amigas e conhecidas. A publicação vira um círculo viciante, onde as próprias clientes promovem o serviço. “Acho que ficar sem acessar a internet prejudicaria o andamento dos negócios”.
Shopping via internet
Quando Sílvia Schumackel percebeu que tinha roupas novas e outros objetos em casa também nunca usados, pensou em vendê-los a preço de bazar. Foi quando notou que o Facebook oferecia recursos para ajudá-la. “Resolvi postar no Face, onde todos têm acesso e não é preciso ficar oferecendo o produto”, afirma.
O grupo só tem cerca de quatro meses, mas é sucesso no meio feminino, são mais de 1,5 mil integrantes. Eles vendem seus produtos, negociam preços e entrega. As postagens são bastante variadas e vão desde roupas, maquiagens e brinquedos até automóveis e casas.
A eficiência das redes sociais, quando bem administradas, é tão grande que a maioria das integrantes do grupo está satisfeita. As vendas são imediatas. Para as postagens terem resultados, é necessário seguir algumas regras básicas como colocar valores e descrever o produto. “As redes sociais colaboram muito, pois vendemos nossas mercadorias, fazemos orçamentos, pesquisamos preços, conhecemos novos ramos de trabalho e de serviço na cidade, profissionais liberais, entre outros. Tudo isso sem sair de casa”.
Arrumar carona ficou mais fácil
Há pouco tempo era normal encontrar estudantes à beira do asfalto pedindo carona com plaquinhas e o nome da cidade para onde desejavam ir. O método até funciona, pois muitos motoristas são solidários e param, mesmo assim é arriscado. Atualmente, com os grupos de carona nas redes sociais é possível conhecer a pessoa antes da viagem e ainda lucrar com o preço.
Marcos Vinícius Vanderlinde Brockveld é administrador do grupo no Facebook, “Carona Floripa/Lages”. Ele conta que a página foi criada para ajudar estudantes que viajam nos finais de semana. “Acho que assim como eu, existem muitos que também querem diminuir os gastos. Hoje, o grupo chega a quase três mil integrantes, sendo que todos os dias ele aceita de 10 a 15 pessoas. “Esse número aumenta em períodos de férias”, conta.
Fotos: Suzani Rovaris
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