Lages, 25/07/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia
Entre 2007 e 2011, 588 novas moradias, construídas nos bairros Popular e Várzea foram entregues por meio de programas sociais. Os projetos são voltados para famílias de baixa renda e tornaram possível o sonho de muitos lageanos de ter uma casa própria. Além de contribuírem para a redução do déficit habitacional do município.
A diarista Suellen Godoi é a responsável por uma das 11 famílias que, em agosto de 2007, receberam casas no Loteamento Rocha III, localizado no bairro Popular. Ela gastava em média R$ 180,00 com aluguel por mês e passou a viver com os filhos em uma casa ganha através do Programa Lages Nosso Lar.
Naquela época, o programa contemplou aproximadamente 130 famílias em diversos bairros da cidade. Suellen conta que após fazer sua inscrição junto à Secretaria de Habitação, levou três anos até ser contemplada. “Daqui não saio mais. Os vizinhos são ótimos, o lugar é muito bom e fica perto de tudo: creche, postinho de saúde, escola, mercado”, diz.
Diarista, ela trabalha há três anos para a mesma família e, com a ajuda dos patrões, conseguiu ampliar em mais um cômodo a casa recebida da prefeitura. “Minha casa está ótima e grande. O quarto novo que fiz, quero dividir para fazer uma área de serviço”, completa.
Melhorias
Para a assistente social da Secretaria da Habitação, Jozimara de Fátima Pereira, a principal contribuição de programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, é para a redução do déficit habitacional do município. “Outro ponto forte é a melhoria da qualidade de vida das famílias, já que a questão habitacional envolve benefícios à saúde, moradia com condições mais dignas para a família, maior acesso aos equipamentos comunitários de saúde, educação, assistência social e lazer”, comenta.
Para o presidente da Associação de Moradores da Várzea, Paulo Roberto Silva, mais conhecido como Geleia, a inserção dos residenciais Lili e Madruguinha contribuiu fortemente para o desenvolvimento do bairro. Ele cita a construção de um novo Centro de Educação Infantil e as obras da Avenida Ponte Grande como pontos positivos, provenientes a partir da instalação dos condomínios.
Famílias serão realocadas por causa da avenida Ponte Grande
A construção da Avenida Ponte Grande vai interferir diretamente na vida de 21 famílias dos bairros Popular e Várzea. Estas famílias, juntamente com outras 179, que vivem na extensão por onde o traçado da avenida deverá passar, serão realocadas para um novo loteamento, que será construído no bairro Várzea.
Os moradores da parte final da rua Saldanha da Gama, na Várzea, serão todos realocados. A família do pedreiro Silvano Varela dos Santos, que reside no local há nove anos, é uma delas. Santos afirma ainda estar um pouco inseguro quanto à promessa da prefeitura de que irá pagar o aluguel das famílias até que o novo conjunto habitacional fique pronto.
A dona de casa Rita Camila Morais do Amaral, é vizinha de Santos e, juntamente com suas três filhas e o marido, também vai mudar de endereço. Ela conta que já encontrou uma casa para locar, no Popular, e o aluguel será pago pela prefeitura. “A casa que vamos alugar é pequena, mas vai dar pra gente se virar”, diz.
Realocação
Primeiramente, as famílias realocadas terão o aluguel pago pela prefeitura através do “Aluguel Social”. De acordo com a assistente social da Secretaria da Habitação, Jozimara Fátima Pereira, o novo empreendimento onde estas famílias deverão morar, será construído no bairro Várzea, pelo programa Minha Casa Minha Vida. “O dinheiro é proveniente do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas em uma modalidade diferente, sem custo para as famílias”, explica.
Projeto
Investimentos na ordem de R$ 56,6 milhões
O empreendimento terá 6 km de extensão e passará por 14 bairros, dentre eles o Popular e Várzea
Obras iniciaram efetivamente em julho deste ano
Implantação do sistema de esgoto, construção da avenida com duas pistas, desassoreamento do rio com suas margens sendo transformadas em pistas de caminhada, ciclovias e implantação de um parque linear
O projeto prevê ainda a construção de 200 unidades habitacionais, para realocação das famílias que residem em áreas de risco, às margens do rio Ponte Grande
O prazo de execução da obra, que não tem previsão de início, é de 24 meses
RESIDENCIAIS
Loteamento Adilson Paes Ventura
Popular
65 casas
O projeto contemplou mais de 150 famílias, em diversos bairros e as casas foram entregue a partir de 2005
Execução aconteceu através do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH), em parceria entre Prefeitura e Caixa Econômica
Loteamento Rocha III
Popular
11 casas
Entregue em agosto de 2007, através do projeto Lages Nosso Lar
Programa da prefeitura que ofereceu casas gratuitas e ajuda a comunidade com serviços diários, desde a ajuda de custo com material de construção e mão de obra, até a doação de casas de alvenaria
Residencial Colina dos Pinhais
Popular
96 apartamentos
Entregue em setembro de 2008, financiado através do Programa de Arrendamento Residencial (PAR)
Na época da entrega, o valor das prestações mensais é de R$ 223,00. O prazo de arrendamento é de 15 anos. Depois de cinco anos o arrendatário pode usar o FGTS para quitar o imóvel
Argemiro Madruga (Madruguinha)
Várzea
208 apartamentos
Entregue em julho de 2011, através do Programa Minha Casa Minha Vida
As famílias pagam o valor correspondente a 10% da renda familiar, por um período de 10 anos
Aristorides Machado de Melo (Lili)
Várzea
208 apartamentos
Entregue em dezembro de 2011, através do Programa Minha Casa Minha Vida
As famílias vão pagar o valor correspondente a 10% da renda familiar, por 10 anos
Foto: Núbia Garcia
Lages, 25/07/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia
Entre 2007 e 2011, 588 novas moradias, construídas nos bairros Popular e Várzea foram entregues por meio de programas sociais. Os projetos são voltados para famílias de baixa renda e tornaram possível o sonho de muitos lageanos de ter uma casa própria. Além de contribuírem para a redução do déficit habitacional do município.
A diarista Suellen Godoi é a responsável por uma das 11 famílias que, em agosto de 2007, receberam casas no Loteamento Rocha III, localizado no bairro Popular. Ela gastava em média R$ 180,00 com aluguel por mês e passou a viver com os filhos em uma casa ganha através do Programa Lages Nosso Lar.
Naquela época, o programa contemplou aproximadamente 130 famílias em diversos bairros da cidade. Suellen conta que após fazer sua inscrição junto à Secretaria de Habitação, levou três anos até ser contemplada. “Daqui não saio mais. Os vizinhos são ótimos, o lugar é muito bom e fica perto de tudo: creche, postinho de saúde, escola, mercado”, diz.
Diarista, ela trabalha há três anos para a mesma família e, com a ajuda dos patrões, conseguiu ampliar em mais um cômodo a casa recebida da prefeitura. “Minha casa está ótima e grande. O quarto novo que fiz, quero dividir para fazer uma área de serviço”, completa.
Melhorias
Para a assistente social da Secretaria da Habitação, Jozimara de Fátima Pereira, a principal contribuição de programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, é para a redução do déficit habitacional do município. “Outro ponto forte é a melhoria da qualidade de vida das famílias, já que a questão habitacional envolve benefícios à saúde, moradia com condições mais dignas para a família, maior acesso aos equipamentos comunitários de saúde, educação, assistência social e lazer”, comenta.
Para o presidente da Associação de Moradores da Várzea, Paulo Roberto Silva, mais conhecido como Geleia, a inserção dos residenciais Lili e Madruguinha contribuiu fortemente para o desenvolvimento do bairro. Ele cita a construção de um novo Centro de Educação Infantil e as obras da Avenida Ponte Grande como pontos positivos, provenientes a partir da instalação dos condomínios.
Famílias serão realocadas por causa da avenida Ponte Grande
A construção da Avenida Ponte Grande vai interferir diretamente na vida de 21 famílias dos bairros Popular e Várzea. Estas famílias, juntamente com outras 179, que vivem na extensão por onde o traçado da avenida deverá passar, serão realocadas para um novo loteamento, que será construído no bairro Várzea.
Os moradores da parte final da rua Saldanha da Gama, na Várzea, serão todos realocados. A família do pedreiro Silvano Varela dos Santos, que reside no local há nove anos, é uma delas. Santos afirma ainda estar um pouco inseguro quanto à promessa da prefeitura de que irá pagar o aluguel das famílias até que o novo conjunto habitacional fique pronto.
A dona de casa Rita Camila Morais do Amaral, é vizinha de Santos e, juntamente com suas três filhas e o marido, também vai mudar de endereço. Ela conta que já encontrou uma casa para locar, no Popular, e o aluguel será pago pela prefeitura. “A casa que vamos alugar é pequena, mas vai dar pra gente se virar”, diz.
Realocação
Primeiramente, as famílias realocadas terão o aluguel pago pela prefeitura através do “Aluguel Social”. De acordo com a assistente social da Secretaria da Habitação, Jozimara Fátima Pereira, o novo empreendimento onde estas famílias deverão morar, será construído no bairro Várzea, pelo programa Minha Casa Minha Vida. “O dinheiro é proveniente do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas em uma modalidade diferente, sem custo para as famílias”, explica.
Projeto
Investimentos na ordem de R$ 56,6 milhões
O empreendimento terá 6 km de extensão e passará por 14 bairros, dentre eles o Popular e Várzea
Obras iniciaram efetivamente em julho deste ano
Implantação do sistema de esgoto, construção da avenida com duas pistas, desassoreamento do rio com suas margens sendo transformadas em pistas de caminhada, ciclovias e implantação de um parque linear
O projeto prevê ainda a construção de 200 unidades habitacionais, para realocação das famílias que residem em áreas de risco, às margens do rio Ponte Grande
O prazo de execução da obra, que não tem previsão de início, é de 24 meses
Investimentos na ordem de R$ 56,6 milhões
O empreendimento terá 6 km de extensão e passará por 14 bairros, dentre eles o Popular e Várzea
Obras iniciaram efetivamente em julho deste ano
Implantação do sistema de esgoto, construção da avenida com duas pistas, desassoreamento do rio com suas margens sendo transformadas em pistas de caminhada, ciclovias e implantação de um parque linear
O projeto prevê ainda a construção de 200 unidades habitacionais, para realocação das famílias que residem em áreas de risco, às margens do rio Ponte Grande
O prazo de execução da obra, que não tem previsão de início, é de 24 meses
RESIDENCIAIS
Loteamento Adilson Paes Ventura
Popular
65 casas
O projeto contemplou mais de 150 famílias, em diversos bairros e as casas foram entregue a partir de 2005
Execução aconteceu através do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH), em parceria entre Prefeitura e Caixa Econômica
Popular
65 casas
O projeto contemplou mais de 150 famílias, em diversos bairros e as casas foram entregue a partir de 2005
Execução aconteceu através do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH), em parceria entre Prefeitura e Caixa Econômica
Loteamento Rocha III
Popular
11 casas
Entregue em agosto de 2007, através do projeto Lages Nosso Lar
Programa da prefeitura que ofereceu casas gratuitas e ajuda a comunidade com serviços diários, desde a ajuda de custo com material de construção e mão de obra, até a doação de casas de alvenaria
Popular
11 casas
Entregue em agosto de 2007, através do projeto Lages Nosso Lar
Programa da prefeitura que ofereceu casas gratuitas e ajuda a comunidade com serviços diários, desde a ajuda de custo com material de construção e mão de obra, até a doação de casas de alvenaria
Residencial Colina dos Pinhais
Popular
96 apartamentos
Entregue em setembro de 2008, financiado através do Programa de Arrendamento Residencial (PAR)
Na época da entrega, o valor das prestações mensais é de R$ 223,00. O prazo de arrendamento é de 15 anos. Depois de cinco anos o arrendatário pode usar o FGTS para quitar o imóvel
Popular
96 apartamentos
Entregue em setembro de 2008, financiado através do Programa de Arrendamento Residencial (PAR)
Na época da entrega, o valor das prestações mensais é de R$ 223,00. O prazo de arrendamento é de 15 anos. Depois de cinco anos o arrendatário pode usar o FGTS para quitar o imóvel
Argemiro Madruga (Madruguinha)
Várzea
208 apartamentos
Entregue em julho de 2011, através do Programa Minha Casa Minha Vida
As famílias pagam o valor correspondente a 10% da renda familiar, por um período de 10 anos
Várzea
208 apartamentos
Entregue em julho de 2011, através do Programa Minha Casa Minha Vida
As famílias pagam o valor correspondente a 10% da renda familiar, por um período de 10 anos
Aristorides Machado de Melo (Lili)
Várzea
208 apartamentos
Entregue em dezembro de 2011, através do Programa Minha Casa Minha Vida
As famílias vão pagar o valor correspondente a 10% da renda familiar, por 10 anos
Várzea
208 apartamentos
Entregue em dezembro de 2011, através do Programa Minha Casa Minha Vida
As famílias vão pagar o valor correspondente a 10% da renda familiar, por 10 anos
Foto: Núbia Garcia
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