segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Alerta redobrado para Influenza na região

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Curitibanos, 05/08/2013 A Semana

A região de Curitibanos está em alerta contra a Influenza. Segundo o enfermeiro da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) Daniel Dias, do Hospital Hélio Anjos Ortiz, 18 pacientes com suspeita da doença estiveram internados na instituição entre maio e julho. Desses, quatro tiveram material coletado para análise e um foi confirmado, resultando em óbito do paciente, natural de Jaraguá do Sul.
“Percebemos uma redução no número de internamentos, mas queremos reforçar a necessidade dos cuidados básicos”, frisou Daniel, lembrando que o período do Inverno é o mais crítico para a proliferação da doença. “Com os dias mais frios, é bom reforçar as medidas de prevenção à exposição ao vírus Influenza”, ressaltou o enfermeiro.
Para isso, a população deve proteger-se do frio e adotar medidas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool gel, principalmente depois de tossir e espirrar, e evitar tocar olhos, nariz e boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas. É importante, também, que as pessoas não usem as mãos ao tossir ou espirrar. Deve-se, preferencialmente, utilizar lenço de papel descartável ou mesmo o antebraço, além de evitar contato com pessoas que apresentem sintomas de gripe.
Os sintomas da gripe costumam ocorrer entre dois a três dias após o contágio, durando, em média, uma semana. Febre alta permanente e dificuldade de respirar são sinais que podem indicar agravamento do quadro, principalmente se ocorrer em crianças, idosos, gestantes, puérperas e portadores de doenças crônicas, como doenças cardíacas, pulmonares, diabetes, imunossuprimidos, obesos, entre outros mais vulneráveis que fizeram parte do grupo prioritário para vacinação contra a Influenza.
Para evitar o agravamento da doença, é fundamental que haja um diagnóstico rápido e tratamento adequado. Por isso, aos primeiros sinais de gripe, principalmente nesta época do ano, as pessoas devem procurar as unidades de saúde. Os profissionais estão alertados sobre o perigo da doença e todas as unidades de saúde estão abastecidas com o antiviral Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), que deve ser oferecido gratuitamente mediante receita médica. “Tanto o Hospital quanto os postos de Saúde estão preparados para o atendimento. Traçamos um protocolo junto à Secretaria de Saúde e estamos trabalhando em parceria com a Vigilância Epidemiológica”, destacou Daniel.
Ele explicou que, no HHAO, o procedimento para atender a pacientes com suspeita de Influenza é preventivo. Assim, antes mesmo da confirmação, o paciente recebe o medicamento Tamiflu e fica em quartos específicos para esses casos. Em casos mais graves, é realizada a coleta de material para análise. “Esse material é enviado a Florianópolis e, de dez a 15 dias, o resultado é apresentado”, esclareceu.
Além das medidas pessoais de prevenção, outros cuidados são necessários nesta época para evitar a proliferação de casos. No Hospital Hélio Anjos Ortiz, desde junho, a visitação aos pacientes internados está limitada, devido ao Plano de Enfrentamento contra a Influenza. Entre as medidas de prevenção adotadas, estão a suspensão das visitas noturnas e definição de horários específicos para visitação em cada setor, além da redução ao número de visitantes.

Contágio
O vírus pode ser transmitido por adultos doentes por até sete dias e até 14 dias em crianças. A forma mais comum de transmissão é a direta, entre pessoas, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir e espirrar. A outra forma é indireta, por meio das mãos, que, após tocarem superfícies contaminadas por secreções de pessoas doentes, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.
A concentração de pessoas em ambientes fechados favorece a circulação de diversos tipos de vírus respiratórios. Nesses ambientes, o vírus permanece vivo por até 72 horas e, em superfícies como corrimãos, maçanetas e torneiras, por até dez horas.

No Estado
O último boletim epidemiológico estadual, divulgado na sexta-feira (26), traz o registro de 232 casos confirmados de Gripe em Santa Catarina. A maioria está relacionada ao vírus Influenza A (H1N1), com 104 casos; seguido de Influenza A (H3N2), com 64 ocorrências; e de Influenza B, com 62 confirmações.
O boletim epidemiológico também traz a confirmação de mais quatro mortes pela doença, no Estado. Os pacientes eram moradores de São Domingos, Joinville, Chapecó e Ponte Alta. Do início do ano até a última semana, foram confirmadas 14 mortes de Gripe por Influenza, 13 pelo subtipo viral Influenza A (H1N1) e uma pelo Influenza B.

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