Lages, 16/08/2013 Vitrine Lageana
Alguns entraves impedem a continuidade e
a conclusão das obras da avenida Duque de Caxias. Entre os principais fatores
está a retirada dos postes, que depende de análise e aprovação do projeto
desenvolvido pelas Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), e o recuo das
propriedades particulares que avançaram à faixa de domínio da prefeitura e
precisam ser retiradas para que a obra tenha continuidade.
A questão relacionada à Celesc deve ser
solucionada nos próximos dias, quando será aberta a licitação. E o recuo das
propriedades depende da intervenção judicial, pois não houve acordo com os
proprietários.
Há cerca de dez invasões por construções
irregulares, como cercas, muros e outras pequenas estruturas ao longo da
avenida. “A vontade do prefeito Elizeu Mattos era fazer um acordo, usando o bom
senso, e resolver a questão, mas como há resistência de algumas pessoas, que
não querem colaborar e dificultam o andamento da obra, colocando em risco a
utilização dos recursos, visto que o prazo do convênio com o Badesc (Agência de
Fomento do Estado de Santa Catarina) está encerrando, não vemos alternativa a
não ser entrar judicialmente”, diz o procurador-geral do Município, Fabrício
Reichert.
Sem o recuo das propriedades, não tem
como concluir a primeira etapa das obras que compreende a conclusão das
calçadas, da faixa principal de rolamento e do canteiro central, segundo o
engenheiro fiscal da obra, Dieferson Branger. Ele diz que os proprietários já
foram notificados várias vezes, mas permanecem resistentes.
Em contrapartida, o projeto de
cabeamento da rede elétrica, desenvolvido pela Celesc, está praticamente
concluído. Falta ser aprovado e licitado para então ser executado. “A previsão
é que os postes somente serão retirados no início do ano que vem, devido a
todos os trâmites”, analisa Dieferson. O prefeito Elizeu Mattos pondera que a dificuldade
é utilizar os recursos do Badesc até o final do ano. “Caso vença o prazo, os
recursos se perdem”, afirma.
Principais
alterações
O projeto inicial foi alterado para
haver espaço para estacionamento. Também foi feito projeto para a retirada dos postes.
Assim, a avenida terá duas pistas de rolamento, de 3,3 metros, estacionamento
dos dois lados, com 3,5 metros, calçadas de passeio com variação entre 1,5 a dois
metros e uma ciclovia no canteiro central. Todas essas alterações precisaram
passar pelo aval da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc). O
projeto demorou cerca de três meses para ser devolvido.
O
que já foi feito
Os acabamentos para a colocação da
camada asfáltica definitiva estão pronto e o canteiro central já conta com os
meios-fios. A drenagem está pronta, com todas as caixas de captação pluvial, e
a segunda camada asfáltica no trecho entre a galeria da Belizário Ramos até a
BR-282 foi concluída.
O
que falta
É preciso concluir os passeios dos dois
lados, a ciclovia, o posteamento de iluminação central e as pistas de
rolamento, além da implantação da rede coletora de esgoto (que não constava no
projeto original) e o estacionamento.
Foto: Toninho Vieira
Redação Jornal Vitrine Lageana
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