quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Queda na arrecadação causa dispensa de servidores em Correia Pinto

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Correia Pinto, 15/08/2013 Nossa Terra
 
O prefeito Vânio Forster,  esgotou todas as possibilidades para não mexer em sua equipe de trabalho, mas segundo, ele, não foi possível. Foram desligados sete secretários municipais e 31 servidores entre comissionados e contratados.  ”A Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição Federal, no seu artigo 169, no seu §3, I e II,  é muito dura e fria com os gestores públicos”, e comentou, “o que mais me entristece, é tomar uma medida com esta repercussão, não por falha na gestão administrativa e sim, pela constante  queda da arrecadação, aumento dos insumos e a frequente elevação vegetativa da folha de pagamento”, disse.

Secretarias Interinas

 Para mostrar que a situação é de contenção de despesas e para não inviabilizar o futuro econômico e administrativo do município, o prefeito Vânio Forster, optou em colocar servidores interinos em algumas secretarias. “A partir de agora, será necessário o empenho e comprometimento, ainda maior dos que ficaram. A prestação dos serviços e a qualidade será mantida. A comunidade e o município não perderão em nada”, lembrou Elson Ivo Pereira, secretário de administração. A administração do Hospital e da Secretaria de Saúde, será exercida interinamente pela atual diretora do Hospital, Beatriz Mesquita Alves. Pela secretaria de Assistência Social, responderá interinamente, a Procuradora do Município, Emy Shinozaki Mesquita, da mesma forma, as secretarias de Obras, Agricultura e Mobilidade Urbana, ficarão sob a responsabilidade da Secretaria de Administração. As secretarias de Finanças e Educação, serão coordenadas pelas servidoras efetivas Maria Luiza Gonçalves e  Lúcia Raquel Ortiz, respectivamente.

Justificativas

O prefeito Vânio Forster, solicitou paciência e compreensão,  a equipe que foi desligada, pelas medidas tomadas. “Sei que não preciso repetir, mas nenhuma ação desta, foi pessoal e sim administrativa. Puramente contenção de despesas. Todos são altamente qualificados”. A queda da arrecadação, foi o principal motivo desta reengenharia administrativa. “Eu estou cumprindo o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal e os pareceres do Controle Interno da Prefeitura e do Tribunal de Contas do Estado” analisou. “Uma coisa queria dividir com todos. Este momento é o mais dolorido e que mais magoa a um gestor público, no mandato de prefeito é tomar este tipo de decisão, que fomos obrigados em nome de uma gestão administrativa”. O prefeito lembrou, que um dos seus maiores orgulhos nestes quase cinco anos de administração, é nunca ter atrasado a folha de pagamento da Prefeitura. “Estas medidas, nos possibilitarão continuar mantendo nosso compromisso com os servidores em dia e também manter os fornecedores em dia, aquecendo a economia do nosso município”, garantiu.

Finanças em estado de alerta 

O prefeito Vânio Forster, o secretário de administração Elson Ivo Pereira, Wolnei Nascimento e Maria Luiza Gonçalves da Secretaria de Finanças, não se mostram entusiasmados com as análises dos últimos balancetes financeiros e a respeito das projeções. “Nós temos estudos e levantamentos bem embasados referentes ao comportamento da receita para os próximos períodos, que ainda nos preocupam muito”, alertaram.
A expectativa de arrecadação em sete meses, caiu aproximadamente R$ 650 mil reais,  causando um déficit de quase R$ 95 mil por mês, comprometendo o atendimento dos índices de folha, exigidos por lei.
O prefeito deixou claro, que o monitoramento dos números será diário e não descarta a possibilidade de mais cortes e contenção de despesas com pessoal para os próximos meses. O vice-prefeito, Marcos Beffart, a exemplo de Vânio, lamentou as medidas tomadas, mas entende que o momento financeiro exigiu tais medidas.

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