Lages, 15/08/2013, Correio Lageano, por Joana Costa
Em julho, todos os municípios da Amures, receberam o levantamento aerofotogramétrico feito pelo governo estadual, que permite o conhecimento do território e relevo dos municípios. Em Lages, no entanto, o sistema não está sendo utilizado por falta de computadores e pessoas preparadas.
O secretário de Planejamento, Jorge Raineski, explica que o programa com o levantamento não está funcionando por falta de computadores capazes de rodar o programa. “As imagens para manipulação dependem de equipamentos adequados, computadores, softwares e pessoas capacitadas”, afirma.
Outro problema é a falta de funcionários capacitados para operá-lo. “Estamos providenciando esse treinamento e fazendo a licitação para aquisição de computadores”.
Margem de erro| Raineski destaca que, diferente do que havia sido anunciado quando o levantamento foi entregue, ele não pode ser utilizado para prever áreas que podem sofrer inundação com chuvas fortes. “A margem de erro é de quatro metros. Ele auxilia, mas não é conclusivo”, diz.
O engenheiro cartógrafo e responsável pelo projeto de fotos aéreas de todo o estado, Thobias Furlanetti, contesta a informação. Segundo ele é possível inserir dados no programa, simulando a quantidade de chuva e área atingida, calculando a região que pode sofrer alagamentos. “A margem de erro varia de um metro a um metro e meio”, contesta o engenheiro.
AS CHUVAS| Para Raineski existem dois tipos de enchentes. No primeiro caso, elas decorrem de fortes chuvas que enchem a bacia hidrográfica como um todo. Fazendo todos os rios e córregos transbordarem.
O segundo tipo é decorrente da rápida vazão da água. O solo na área urbana perdeu a capacidade de absorver a água, que é canalizada para os rios, que enchem mais rápido. “As obras da avenida Ponte Grande vão ajudar a amenizar esse problema”, afirma. Com a avenida, novas tubulações para escoamento da água vão ser construídas, o tunnel liner entrará em funcionamento e famílias que vivem em áreas de riscos serão realocadas.
A estimativa é que em dois anos medidas contra enchentes comecem a demonstrar os resultados.
Levantamento das áreas de risco ajudaria a Defesa Civil
A diarista Edir Terezinha de Souza mora do bairro Habitação e se assustou quando viu a água entrando em sua casa na última sexta-feira. “A gente pegou as coisas e foi embora correndo”, conta. Ela não quis esperar a ajuda da Defesa Civil para procurar abrigo. No entanto, se houvesse uma previsão de áreas que podem alagar, a Defesa Civil poderia chegar antes e oferecer ajuda a pessoas como Edir.
O trabalho emergência é feito quando começa a chover. Com base no monitoramento do nível da água dos rios Caveiras, Carahá e Ponte Grande, a Defesa Civil vai fazendo a retirada das pessoas em áreas de risco.
Agilidade
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adilson Panek, o levantamento aerofotogramétrico ajudaria a agilizar o trabalho de remoção das famílias. “Ele vai nos dar a ideia do número de pessoas atingidas. Poderíamos agir antes”, afirma.
A Secretaria de Meio Ambiente, Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros ajudam neste trabalho. A Secretaria de Assistência Social se responsabiliza pela alimentação e cuidados com as famílias.
Para Panek a solução dos problemas com alagamentos e enchentes é a remoção dessas pessoas das áreas de risco. Ele informa que solicitou reunião com as secretarias municipais para discutir soluções.
Fotos: Joana Costa
Em julho, todos os municípios da Amures, receberam o levantamento aerofotogramétrico feito pelo governo estadual, que permite o conhecimento do território e relevo dos municípios. Em Lages, no entanto, o sistema não está sendo utilizado por falta de computadores e pessoas preparadas.
O secretário de Planejamento, Jorge Raineski, explica que o programa com o levantamento não está funcionando por falta de computadores capazes de rodar o programa. “As imagens para manipulação dependem de equipamentos adequados, computadores, softwares e pessoas capacitadas”, afirma.
Outro problema é a falta de funcionários capacitados para operá-lo. “Estamos providenciando esse treinamento e fazendo a licitação para aquisição de computadores”.
Margem de erro| Raineski destaca que, diferente do que havia sido anunciado quando o levantamento foi entregue, ele não pode ser utilizado para prever áreas que podem sofrer inundação com chuvas fortes. “A margem de erro é de quatro metros. Ele auxilia, mas não é conclusivo”, diz.
O engenheiro cartógrafo e responsável pelo projeto de fotos aéreas de todo o estado, Thobias Furlanetti, contesta a informação. Segundo ele é possível inserir dados no programa, simulando a quantidade de chuva e área atingida, calculando a região que pode sofrer alagamentos. “A margem de erro varia de um metro a um metro e meio”, contesta o engenheiro.
AS CHUVAS| Para Raineski existem dois tipos de enchentes. No primeiro caso, elas decorrem de fortes chuvas que enchem a bacia hidrográfica como um todo. Fazendo todos os rios e córregos transbordarem.
O segundo tipo é decorrente da rápida vazão da água. O solo na área urbana perdeu a capacidade de absorver a água, que é canalizada para os rios, que enchem mais rápido. “As obras da avenida Ponte Grande vão ajudar a amenizar esse problema”, afirma. Com a avenida, novas tubulações para escoamento da água vão ser construídas, o tunnel liner entrará em funcionamento e famílias que vivem em áreas de riscos serão realocadas.
A estimativa é que em dois anos medidas contra enchentes comecem a demonstrar os resultados.
Levantamento das áreas de risco ajudaria a Defesa Civil
A diarista Edir Terezinha de Souza mora do bairro Habitação e se assustou quando viu a água entrando em sua casa na última sexta-feira. “A gente pegou as coisas e foi embora correndo”, conta. Ela não quis esperar a ajuda da Defesa Civil para procurar abrigo. No entanto, se houvesse uma previsão de áreas que podem alagar, a Defesa Civil poderia chegar antes e oferecer ajuda a pessoas como Edir.
O trabalho emergência é feito quando começa a chover. Com base no monitoramento do nível da água dos rios Caveiras, Carahá e Ponte Grande, a Defesa Civil vai fazendo a retirada das pessoas em áreas de risco.
Agilidade
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adilson Panek, o levantamento aerofotogramétrico ajudaria a agilizar o trabalho de remoção das famílias. “Ele vai nos dar a ideia do número de pessoas atingidas. Poderíamos agir antes”, afirma.
A Secretaria de Meio Ambiente, Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros ajudam neste trabalho. A Secretaria de Assistência Social se responsabiliza pela alimentação e cuidados com as famílias.
Para Panek a solução dos problemas com alagamentos e enchentes é a remoção dessas pessoas das áreas de risco. Ele informa que solicitou reunião com as secretarias municipais para discutir soluções.
- 400 pessoas foram retiradas de suas casas na última sexta-feira e final de semana devido à chuva
- 75 pessoas foram para abrigos nas associações de moradores. Restante optou por ficar na casa de parentes
- 122 mm de chuva atingiram a região no último final de semana. Era o esperado para todo o mês
Fotos: Joana Costa
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