Lages, 21/09/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da Defesa Civil de Lages
Até as 11 horas deste sábado (21) não foi registrado nenhum ponto de alagamento em Lages. Mesmo assim, a Defesa Civil alerta moradores de áreas de risco, especialmente perto dos rios que cortam a cidade, a não esperar que eles transbordem para sair de casa.
A primeira opção dessas famílias deve ser procurar abrigo em casa de parentes e vizinhos. Quem não tiver para onde ir pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo número 3222 9661. O órgão tem de oito a nove pontos (associações de moradores e igrejas, por exemplo) estrategicamente mapeados na cidade para receber vítimas de possíveis alagamentos. "Se deixam para o momento da situação (alagamento) chove em demasia. O rio transborda repentinamente. Centenas vão chamar (ligar para a Defesa Civl),não só um", diz o assistente especial da Defesa Civil, Moacir Tadeu Wasielewsky.
Wasielewsky, explica que uma equipe de 25 pessoas está em plantão 24 horas para atender a emergências. O grupo pode contar com reforço do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e de homens do exército, através do 10º Batalhão de Engenharia e Construção (10º BEC). "Estamos em alerta 24 horas, vigiando e monitorando".
A Defesa Civil se beneficia ainda de um pluviômetro semiautomático que foi instalado em Lages pelo Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), de Brasília), no último dia 11. O aparelho capta o volume de chuva e faz uma leitura que permite monitorar a quantidade registrada no município em uma, quatro, 24, 48, 72 e 96 horas. A leitura desta sexta-feira (20), realizada às 7 horas deste sábado (21) mostrou que nos últimos quatro dias choveu 89,6 milímetros. No mesmo horário, o acumulado das últimas 24 horas era de 69 milímetros, o que mostra que em apenas um dia choveu somente 20,6 milímetros a menos que em quatro dias. O pluviômetro também detectou 13,2 milímetros em um período de quatro horas.
Wasielewsky observa que apesar da quantidade que choveu nas últimas horas, a forma como chove - com pancadas seguidas de intervalos - colabora para que os rios não transbordem. Ele também defende que as condições dos rios no município, que não receberam águas de chuvas significativas nos últimos dias, evitam a retenção. "Se a chuva fosse continuada, os rios não comportariam. Os rios encheram, mas ainda têm vazão com maior velocidade e maior quantidade de água".
A previsão é de que neste sábado chova 80 milímetros. O mesmo volume é esperado para este domingo (22). "Se a chuva ocorrer de forma continuada não está descartada enchente", avisa Wasielewsky.
Moradores de sete bairros de Lages estão entre os que devem manter atenção redobrada com a chuva: Passo Fundo, São Sebastião, Caça e Tiro, Habitação, Ferrovia, Várzea e Vila Nova.
A Defesa Civil lembra a população que alagamentos podem acontecer mesmo quando a chuva parar, porque a água acumulada nos rios da cidade continuarão a escoar e, se ao chegarem ao Rio Caveiras e não encontrarem vazão farão que rios transbordem.
Quem vive em áreas de risco deve sair com urgência de casa ao perceber a ameaça de rios transbordarem. Se der tempo, as pessoas podem apanhar coisas de primeira necessidade, como documentos, roupas e alimentos. "De der para pegar documento pega. Se não der, nem isso", reforça Wasielewsky.
Deslizamentos
Na manhã deste sábado surgiu a informação de um deslizamento no Loteamento Nadir. Segundo a Defesa Civil houve sim o desmoronamento de terra de uma área na comunidade, mas não foi um deslizamento propriamente dito porque a terra do local tinha sido remexida e estava solta. Por isso, não suportou a chuva.
Fotos: Mauro Maciel (registros feitos na manhã deste sábado (21)
Até as 11 horas deste sábado (21) não foi registrado nenhum ponto de alagamento em Lages. Mesmo assim, a Defesa Civil alerta moradores de áreas de risco, especialmente perto dos rios que cortam a cidade, a não esperar que eles transbordem para sair de casa.
A primeira opção dessas famílias deve ser procurar abrigo em casa de parentes e vizinhos. Quem não tiver para onde ir pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo número 3222 9661. O órgão tem de oito a nove pontos (associações de moradores e igrejas, por exemplo) estrategicamente mapeados na cidade para receber vítimas de possíveis alagamentos. "Se deixam para o momento da situação (alagamento) chove em demasia. O rio transborda repentinamente. Centenas vão chamar (ligar para a Defesa Civl),não só um", diz o assistente especial da Defesa Civil, Moacir Tadeu Wasielewsky.
Wasielewsky, explica que uma equipe de 25 pessoas está em plantão 24 horas para atender a emergências. O grupo pode contar com reforço do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e de homens do exército, através do 10º Batalhão de Engenharia e Construção (10º BEC). "Estamos em alerta 24 horas, vigiando e monitorando".
A Defesa Civil se beneficia ainda de um pluviômetro semiautomático que foi instalado em Lages pelo Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), de Brasília), no último dia 11. O aparelho capta o volume de chuva e faz uma leitura que permite monitorar a quantidade registrada no município em uma, quatro, 24, 48, 72 e 96 horas. A leitura desta sexta-feira (20), realizada às 7 horas deste sábado (21) mostrou que nos últimos quatro dias choveu 89,6 milímetros. No mesmo horário, o acumulado das últimas 24 horas era de 69 milímetros, o que mostra que em apenas um dia choveu somente 20,6 milímetros a menos que em quatro dias. O pluviômetro também detectou 13,2 milímetros em um período de quatro horas.
Wasielewsky observa que apesar da quantidade que choveu nas últimas horas, a forma como chove - com pancadas seguidas de intervalos - colabora para que os rios não transbordem. Ele também defende que as condições dos rios no município, que não receberam águas de chuvas significativas nos últimos dias, evitam a retenção. "Se a chuva fosse continuada, os rios não comportariam. Os rios encheram, mas ainda têm vazão com maior velocidade e maior quantidade de água".
A previsão é de que neste sábado chova 80 milímetros. O mesmo volume é esperado para este domingo (22). "Se a chuva ocorrer de forma continuada não está descartada enchente", avisa Wasielewsky.
Moradores de sete bairros de Lages estão entre os que devem manter atenção redobrada com a chuva: Passo Fundo, São Sebastião, Caça e Tiro, Habitação, Ferrovia, Várzea e Vila Nova.
A Defesa Civil lembra a população que alagamentos podem acontecer mesmo quando a chuva parar, porque a água acumulada nos rios da cidade continuarão a escoar e, se ao chegarem ao Rio Caveiras e não encontrarem vazão farão que rios transbordem.
Quem vive em áreas de risco deve sair com urgência de casa ao perceber a ameaça de rios transbordarem. Se der tempo, as pessoas podem apanhar coisas de primeira necessidade, como documentos, roupas e alimentos. "De der para pegar documento pega. Se não der, nem isso", reforça Wasielewsky.
Deslizamentos
Na manhã deste sábado surgiu a informação de um deslizamento no Loteamento Nadir. Segundo a Defesa Civil houve sim o desmoronamento de terra de uma área na comunidade, mas não foi um deslizamento propriamente dito porque a terra do local tinha sido remexida e estava solta. Por isso, não suportou a chuva.
Fotos: Mauro Maciel (registros feitos na manhã deste sábado (21)
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