sexta-feira, 20 de setembro de 2013

População ribeirinha está apreenssiva

População ribeirinha está apreenssiva
Lages, 21 e 22/09/2013, Correio Lageano, Adecir Morais



A chuva registrada em Lages até agora está causando preocupação para moradores das áreas de risco. Quem mora em áreas ribeirinhas está apreensivo, apesar de não ter havido desabrigados até o final da tarde de sexta-feira (20).



De acordo com a Defesa Civil, há na cidade dezenas de pontos vulneráveis a alagamentos, como os bairros São Vicente, Caça e Tiro, Várzea, Vila Nova, Passo Fundo e Ferrovia. Ao todo, são cerca de 1.200 famílias (aproximadamente 4 mil pessoas) vivendo em áreas de risco, segundo o órgão.


No Passo Fundo, por exemplo, o problema está num riacho que transborda cada vez que chove em grande volume, assim como no Rio Ponte Grande, no São Vicente, que inunda casas quando enche e transborda.



Mas uma das maiores preocupação é com o Rio Carahá, que quando sai de sua caixa por causa do represamento do rio Caveiras, que fica logo adiante, alaga os bairros Caça e Tiro, Habitação e Vila Nova, por exemplo, afetando milhares de pessoas.


O que você faz para se prevenir de enchentes?


Edir Terezinha de Souza, empregada doméstica " Quando vejo a aguá chegando perto de casa, pego minha família e procuro um abrigo.”

Luiz Carlos de Oliveira, jardineiro "Primeiro ergo os móveis para evitar maiores prejuízos. Depois saio de casa com a família.”

Joaquim Francisco Barbosa, comerciante" Como minha casa fica num segundo piso, primeiro tiro os carros da garagem.”

Osmarino dos Santos, servente de pedreiro "Ergo os móveis de casa, junto os animais (cachorros e gatos) e saio de casa para um lugar seguro.”


Sueli Oliveira, pensionista" Primeiro, a gente ergue tudo dentro de casa. Depois cata o que pode e procura um abrigo.”


Waldemar Lemos de Souza, almoxarife " A primeira coisa é erguer os móveis. Em seguida, procurar um lugar seguro.”



Fotos: Adecir Morais

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