Lages, 20/09/2013, Correio Lageano, por Susana küster
A previsão indica que nesta sexta-feira (20) e durante o final de semana deve chover 200 milímetros em no Estado. A Serra o Litoral Sul devem ser as regiões com maior predomínio de chuva. O encontro de uma massa quente com fria é que vai proporcionar o fenômeno.
O serviço de meteorologista da Epagri diz que começa a esfriar na terça-feira, sendo que na quarta será o dia mais frio do mês. Lages deve registrar neste dia, mínima de 3ºC e máxima de 5ºC. Além disso, existe a possibilidade de ocorrência de geada.
Em alerta: A Defesa Civil de Lages esteve em reunião nesta quinta-feira (19) com as secretarias de Obras, Meio Ambiente e Assistência Social. Nesta sexta, equipes percorrem os bairros mais suscetíveis a cheias: Habitação, São Vicente, Guarujá, Passo Fundo, Várzea, Ferrovia, Caça e Tiro e Vila Nova, a fim de alertar as famílias e orientá-las para onde devem ir se houver alagamento. O coordenador da Defesa Civil, Adilson Panek, diz que as associações de moradores e escolas devem ser os locais para onde as famílias serão realocadas, se necessário.
Ferramenta: Há meses, o Governo do Estado doou aos municípios um sistema de georreferenciamento aéreo, que permite antecipar informações sobre a ocorrência de catástrofes, possibilitando a tomada de decisões antes que aconteçam. No entanto, Lages não possui o programa e os computadores para acessá-lo.
Outro plano: O secretário de Planejamento, Jorge Raineski, diz que a prefeitura está fazendo outro plano. “É um trabalho de seis a oito meses, é preciso fazer um mapa aéreo e várias outras coisas. O plano do Estado, no meio urbano não dá para visualizar as ruas, o nosso terá que ver a marca do carro. Quem está em área de risco, sabe que quando chove precisa ficar alerta”, afirma.
Mãe e filha vão para a casa de parentes
A dona de casa Lucilene de Moraes está acostumada a fugir para casa de sua irmã no bairro Várzea, quando acontece alagamentos em sua casa, no bairro Habitação. Ela tem uma filha de 4 anos e mora há seis meses no local. “Não sabia que iria chover tanto. Vou ficar alerta para correr para minha irmã”, diz.
Ela conta que neste ano sofreu com um alagamento nas chuvas que ocorreram na primeira quinzena do mês passado. “A última enchente, a água bateu na altura da minha porta, por muito pouco não entrou dentro de casa”, lembra.
Para Lucilene o pior de uma alagamento é o risco de perder os móveis e prejudicar a estrutura da casa. “O problema é que não tem como levar para minha irmã, a casa dela é pequena e eu não tenho como pagar frete para salvar minhas coisas”, diz.
Esgoto: Os vizinhos dizem que o local alaga, devido um esgoto a céu aberto que existe há pelo menos 10 anos. Quando chove muito, a água também vem do rio Carahá.
Agricultores também devem ficar alertas
A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca orienta os agricultores a protegerem seus animais, alimentos e maquinários, retirando-os de áreas de risco de alagamento.As previsões da Epagri/Ciram indicam que hoje e sábado, além da chuva, a passagem da frente fria possibilitará rajadas de vento de 60km/h a 70km/h, temporal isolado e descarga elétrica.
Caso as previsões se confirmem, há risco de alagamentos, inundações e deslizamentos de encostas. Recomenda-se o acompanhamento das contínuas atualizações dos avisos meteorológicos e dos possíveis alertas emitidos pela Defesa Civil.
Orientações da Defesa Civil
- Tempestades com descargas elétricas e vento: Permanecer em local seguro e não transitar em locais abertos, próximo a árvores, placas publicitárias ou objetos que possam ser arremessados. É aconselhável que as pessoas se protejam em lugares com boas coberturas, ao exemplo dos banheiros das residências, fechar janelas e portas, e não manusear nenhum equipamento elétrico ou telefone devido aos raios e relâmpagos.
- Inundações e Alagamentos: Evitar o contato com as águas e não dirigir em lugares alagados. Evitar transitar em pontilhões e pontes submersas e cuidado com crianças próximas de rios e ribeirões.
- Deslizamentos de terra: Deve ser observado qualquer movimento de terra ou rochas próximas a suas residências, inclinação de postes e árvores, e rachaduras em muros ou paredes. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil municipal ou o Corpo de Bombeiros.
- Contato: Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros, no número 193.
- A Defesa Civil de Lages atenderá também no 3222-9661 e 8406-4037.
Fotos: Susana Küster
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