Lages, 24/10/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris
O principal problema está diretamente ligado à infraestrutura. Os moradores destacam três diferentes questões: calçamento, espaço para o tráfego de pedestres e lombadas. O bairro São Francisco é o que mais sofre. De 14 ruas, somente a Avenida Heitor Villa Lobos é asfaltada, as demais não contam com pavimentação e são esburacadas.
Os moradores convivem com poeira quando o tempo está seco, lama quando chove e buracos que oferecem perigo aos veículos, todos os dias. O bairro São Paulo, coincidentemente, também possui 14 ruas, e apenas a Avenida Heitor Villa Lobos é asfalta, as demais são de chão-batido.
Lombadas: Um dos grandes perigos no bairro São Francisco é a alta velocidade que os carros trafegam na Heitor Villa Lobos,onde existe apenas uma lombada. Quem desce do IFSC sentido à BR-282, precisa tomar cuidado, pois os motoristas andam em velocidade alta. A via é movimentada, possui escola e estabelecimentos comerciais.
Calçadas: Outra situação que prejudica os pedestres é a falta de calçadas nas principais vias que cortam os bairros São Francisco e São Paulo. As pessoas precisam dividir espaço com os veículos ou andar em meio à vegetação, na beira das ruas e avenida.
Casas ficam no meio da rua no bairro São Paulo
No bairro São Paulo, cerca de oito casas ocupam o espaço de uma via pública. Elas foram levantadas, segundo o presidente de bairro Joel de Oliveira, em um local impróprio, sobre a Rua Padre José Maurício. “O prejuízo fica para as indústrias instaladas próximas a esta “rua”. Elas não conseguem a escritura do terreno”, afirma o presidente do bairro.
O secretário de Habitação de Lages, Ivan Rodrigues de Souza Magaldi, explica que a secretaria está ciente desta situação. Acrescenta que existe um planejamento para que as casas que estão sobre a rua sejam remanejadas. Segundo ele, o terreno para a construção das casas está sendo negociado, mas o secretário não deu prazo. Ele estima que isso ocorra no ano que vem.
Revitalização no ano que vem
A Secretaria de Obras foi procurada para dar um posicionamente sobre futuras melhorias na infraestrutura das ruas dos bairros São Francisco e São Paulo. O secretário Joel Monn informou que os moradores precisam se cadastrar junto à Secretaria em um programa chamado Rua Feliz, que deverá ser executado no início do ano que vem. Cadastradas, essas ruas receberão, de acordo com o cronograma, calçamento, calçadas e sinalização adequada.
Saneamento deveria ser básico e é quase inexistente
A rede de esgoto necessária para garantir condições no mínimo básicas à qualidade de vida dos moradores dos dois bairros, principalmente no São Francisco, é quase inexistente, os moradores convivem com os dejetos a céu aberto bem próximos às suas casas.
Não há tubulação e muito menos tratamento de esgoto. A sujeira fica às margens das ruas, em valas e bueiros. A maioria das casas, ao invés de calçadas, tem uma vala por onde escorre o esgoto. A cena se repete em quase todas as quadras dos bairros.
O presidente da associação de moradores Joel de Oliveira, estima que 50% do bairro São Francisco possui esgoto aberto. No São Paulo a situação é melhor, a estimativa é de que faltam 30% do bairro para receber a tubulução de esgoto. Porém, uma situação pontual preocupa os moradores.
Ao lado do Centro de Educação Infantil Municipal (Ceim) São Paulo corre um riacho que mais parece um grande esgoto a céu aberto. O cheiro é tão forte que é sentido da escola, principalmente em dias de sol e calor.
Semasa: A secretaria explicou que os bairros ainda não são contemplados com saneamento, mas estão sendo feitas pesquisas com os moradores de Lages para conhecer quais bairros são os mais urgentes. A partir disso, serão feitos novos projetos para implantação do saneamento em outras regiões. A Semasa deverá ter um “norte” em cinco ou seis meses.
Furtos tiram sossego de moradores
Nos últimos meses, o São Paulo e o São Francisco foram alvos de furtos. Mais de 10 famílias tiveram suas casas invadidas por ladrões e seus pertences roubados.
Uma moradora, que preferiu não se identificar, conta que sua filha estava dentro de casa, quando foi surpreendida por ladrões. Este foi apenas um exemplo, das diversas situações que a população tem sido vítima.
Os bairros pertencem ao Conselho de Segurança do setor 4, que atualmente possui a mesma diretoria do setor 10. O tenente Gabriel Fernandes diz que a falta de diretoria de um conselho não é um indicativo para os furtos. Acrescenta que a comunidade precisa procurar a polícia.
Outras melhorias que os moradores esperam para os dois bairros
Os moradores do bairro São Paulo esperam pela construção de um espaço para lazer. Hoje existe um campo de futebol que a criançada aproveita durante o tempo livre, mesmo assim, está totalmente ultrapassado, é apenas um campo de areia com mato alto e traves de madeira. Ao lado, há apenas uma academia da terceira idade, mas os jovens não veem como um espaço para encontro.
Outro pedido dos moradores é a instalação de um correspondente bancário e uma farmácia. O comércio atende às necessidades, mas ficaria completo se essas solicitações fossem atendidas.
O último pedido é a ampliação da unidade básica de saúde. Conforme a técnica em Enfermage Zeli Farias Santos, a unidade atende 500 pessoas por mês, mas a cota deverá ser diminuída. O terreno onde a unidade foi construída fica no final da Rua Heckel Tavares, perto de esgoto.
Fotos: Suzani Rovaris
O principal problema está diretamente ligado à infraestrutura. Os moradores destacam três diferentes questões: calçamento, espaço para o tráfego de pedestres e lombadas. O bairro São Francisco é o que mais sofre. De 14 ruas, somente a Avenida Heitor Villa Lobos é asfaltada, as demais não contam com pavimentação e são esburacadas.
Os moradores convivem com poeira quando o tempo está seco, lama quando chove e buracos que oferecem perigo aos veículos, todos os dias. O bairro São Paulo, coincidentemente, também possui 14 ruas, e apenas a Avenida Heitor Villa Lobos é asfalta, as demais são de chão-batido.
Lombadas: Um dos grandes perigos no bairro São Francisco é a alta velocidade que os carros trafegam na Heitor Villa Lobos,onde existe apenas uma lombada. Quem desce do IFSC sentido à BR-282, precisa tomar cuidado, pois os motoristas andam em velocidade alta. A via é movimentada, possui escola e estabelecimentos comerciais.
Calçadas: Outra situação que prejudica os pedestres é a falta de calçadas nas principais vias que cortam os bairros São Francisco e São Paulo. As pessoas precisam dividir espaço com os veículos ou andar em meio à vegetação, na beira das ruas e avenida.
Casas ficam no meio da rua no bairro São Paulo
No bairro São Paulo, cerca de oito casas ocupam o espaço de uma via pública. Elas foram levantadas, segundo o presidente de bairro Joel de Oliveira, em um local impróprio, sobre a Rua Padre José Maurício. “O prejuízo fica para as indústrias instaladas próximas a esta “rua”. Elas não conseguem a escritura do terreno”, afirma o presidente do bairro.
O secretário de Habitação de Lages, Ivan Rodrigues de Souza Magaldi, explica que a secretaria está ciente desta situação. Acrescenta que existe um planejamento para que as casas que estão sobre a rua sejam remanejadas. Segundo ele, o terreno para a construção das casas está sendo negociado, mas o secretário não deu prazo. Ele estima que isso ocorra no ano que vem.
Revitalização no ano que vem
A Secretaria de Obras foi procurada para dar um posicionamente sobre futuras melhorias na infraestrutura das ruas dos bairros São Francisco e São Paulo. O secretário Joel Monn informou que os moradores precisam se cadastrar junto à Secretaria em um programa chamado Rua Feliz, que deverá ser executado no início do ano que vem. Cadastradas, essas ruas receberão, de acordo com o cronograma, calçamento, calçadas e sinalização adequada.
Saneamento deveria ser básico e é quase inexistente
A rede de esgoto necessária para garantir condições no mínimo básicas à qualidade de vida dos moradores dos dois bairros, principalmente no São Francisco, é quase inexistente, os moradores convivem com os dejetos a céu aberto bem próximos às suas casas.
Não há tubulação e muito menos tratamento de esgoto. A sujeira fica às margens das ruas, em valas e bueiros. A maioria das casas, ao invés de calçadas, tem uma vala por onde escorre o esgoto. A cena se repete em quase todas as quadras dos bairros.
O presidente da associação de moradores Joel de Oliveira, estima que 50% do bairro São Francisco possui esgoto aberto. No São Paulo a situação é melhor, a estimativa é de que faltam 30% do bairro para receber a tubulução de esgoto. Porém, uma situação pontual preocupa os moradores.
Ao lado do Centro de Educação Infantil Municipal (Ceim) São Paulo corre um riacho que mais parece um grande esgoto a céu aberto. O cheiro é tão forte que é sentido da escola, principalmente em dias de sol e calor.
Semasa: A secretaria explicou que os bairros ainda não são contemplados com saneamento, mas estão sendo feitas pesquisas com os moradores de Lages para conhecer quais bairros são os mais urgentes. A partir disso, serão feitos novos projetos para implantação do saneamento em outras regiões. A Semasa deverá ter um “norte” em cinco ou seis meses.
Furtos tiram sossego de moradores
Nos últimos meses, o São Paulo e o São Francisco foram alvos de furtos. Mais de 10 famílias tiveram suas casas invadidas por ladrões e seus pertences roubados.
Uma moradora, que preferiu não se identificar, conta que sua filha estava dentro de casa, quando foi surpreendida por ladrões. Este foi apenas um exemplo, das diversas situações que a população tem sido vítima.
Os bairros pertencem ao Conselho de Segurança do setor 4, que atualmente possui a mesma diretoria do setor 10. O tenente Gabriel Fernandes diz que a falta de diretoria de um conselho não é um indicativo para os furtos. Acrescenta que a comunidade precisa procurar a polícia.
Outras melhorias que os moradores esperam para os dois bairros
Os moradores do bairro São Paulo esperam pela construção de um espaço para lazer. Hoje existe um campo de futebol que a criançada aproveita durante o tempo livre, mesmo assim, está totalmente ultrapassado, é apenas um campo de areia com mato alto e traves de madeira. Ao lado, há apenas uma academia da terceira idade, mas os jovens não veem como um espaço para encontro.
Outro pedido dos moradores é a instalação de um correspondente bancário e uma farmácia. O comércio atende às necessidades, mas ficaria completo se essas solicitações fossem atendidas.
O último pedido é a ampliação da unidade básica de saúde. Conforme a técnica em Enfermage Zeli Farias Santos, a unidade atende 500 pessoas por mês, mas a cota deverá ser diminuída. O terreno onde a unidade foi construída fica no final da Rua Heckel Tavares, perto de esgoto.
Fotos: Suzani Rovaris
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