Capão Alto, 17/10/2013, Correio Lageano, por Joana Costa
O ambiente era tenso na manhã desta quarta-feira (16) em Capão Alto. Policiais civis do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) chegaram à cidade para executar cinco mandados de busca apreensão de documentos.
Em poucos instantes, o entorno da prefeitura municipal se cercou de olhares curiosos e assustados que tentavam entender o que estava acontecendo. Funcionário público que não quis se identificar contou que os policiais chegaram, apresentaram o mandato e começaram a busca por documentos no setor financeiro da prefeitura, deixando todos surpresos.
Poucos queriam falar sobre o assunto. O agricultor Sebastião Tadeu Gomes, de 59 anos, sentiu-se perdido. Ele havia ido à prefeitura para solicitar a manutenção de estrada no interior e ficou surpreso com a movimentação da polícia. “Eu não sei o que estão fazendo, mas tem coisa errada aí”, disse. Além da prefeitura, os policiais também fizeram busca na casa do prefeito Luiz Carlos Alves de Freitas, e do ex-prefeito Antônio Coelho Lopes Junior, o Bota.
O Degelo: As ações dão continuidade à Operação Bola de Neve, deflagrada em 2012, nos municípios de São Joaquim, Anita Garibaldi, Cerro Negro, Otacílio Costa, Porto Belo e também Capão Alto, que levantou suspeitas em licitações vinculadas à aquisição de serviços de reparo, manutenção e entrega de peças de veículos e máquinas pesadas e outras ilicitudes por parte de agentes públicos municipais.
Agora, a operação policial foi batizada Bola de Neve – o Degelo, dando cumprimento a mandados de busca e apreensão nos municípios em complemento às investigações iniciadas ano passado.
O promotor do Gaeco em Lages, Joel Rogério Furtado Junior, explicou que desde 2012 havia indicativos de irregularidades. “Estrategicamente, optou-se por não atuar naquele momento aqui e por coletar mais informações antes disso”, afirmou.
Empresas: Além de Capão Alto, as investigações também acontecem nos municípios de Maravilha e Fraiburgo, onde estão instaladas as empresas envolvidas no suposto esquema de fraude no município serrano. Foi apreendida grande quantidade de documentos e copiados os discos rígidos de computadores que contêm informações relacionadas às transações financeiras da prefeitura de Capão Alto.
Segundo Furtado “há fortes indícios de fraude em licitações e desvio de dinheiro público”, envolvendo a prefeituras e cinco empresas, das quais a Meganopeças Máquinas e BR Tratores tiveram seus nomes confirmados como suspeitas. Além do atual e do ex-prefeito de Capão Alto, um empresário, que não teve o nome divulgado, foi convocado a prestar depoimento em Lages. O promotor Durval Amorim acompanhou os depoimentos.
Colaboração: O prefeito Luiz Carlos Alves de Freitas afirmou que não há irregularidades em seu mandato, mas optou por não dar maiores esclarecimentos sobre o assunto à imprensa. O procurador da prefeitura de Capão Alto, Elói Ampessan Filho, disse que até o final da manhã não havia sido informado oficialmente sobre o teor das investigações e que está colaborando com a polícia. “Ninguém está preso. Eles fizeram a busca de documentos e nós auxiliaremos no que pedirem”, declarou.
O Correio Lageano procurou o ex-prefeito Bota, mas familiares informaram que ele estava no interior no município. O registro de imagens dos documentos apreendidos não foi permitido..
Prefeito preso por possuir revólver sem registro
Durante a busca de documentos na residência do prefeito de Capão Alto, Luiz Carlos Alves de Freitas, os policiais encontraram um revólver calibre 32, da marca Rossi sem registro e munição.
Em função disso, ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil do município, onde foi lavrado o alto de prisão. No entanto, o prefeito foi liberado em seguida, após efetuar o pagamento de fiança no valor de R$ 6.780, que corresponde a dez salários mínimos.
Na tarde de ontem, Freitas viajou a Lages para prestar depoimento na delegacia do Gaeco, que investiga fraudes em licitações e desvio de dinheiro público no município, companhado de seu advogado Fabiano Marcelino.
Além dele, o ex-prefeito Antônio Coelho Lopes Junior, o Bota, e um empresário de Fraiburgo foram convocados a depor. Os três estão sendo investigados por envolvimento em esquema de desvio de dinheiro. Durante a administração de Bota, Freitas foi o seu Secretário de Administração, setor responsável pelas contas do município.
Fotos: Joana Costa
O ambiente era tenso na manhã desta quarta-feira (16) em Capão Alto. Policiais civis do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) chegaram à cidade para executar cinco mandados de busca apreensão de documentos.
Em poucos instantes, o entorno da prefeitura municipal se cercou de olhares curiosos e assustados que tentavam entender o que estava acontecendo. Funcionário público que não quis se identificar contou que os policiais chegaram, apresentaram o mandato e começaram a busca por documentos no setor financeiro da prefeitura, deixando todos surpresos.
Poucos queriam falar sobre o assunto. O agricultor Sebastião Tadeu Gomes, de 59 anos, sentiu-se perdido. Ele havia ido à prefeitura para solicitar a manutenção de estrada no interior e ficou surpreso com a movimentação da polícia. “Eu não sei o que estão fazendo, mas tem coisa errada aí”, disse. Além da prefeitura, os policiais também fizeram busca na casa do prefeito Luiz Carlos Alves de Freitas, e do ex-prefeito Antônio Coelho Lopes Junior, o Bota.
O Degelo: As ações dão continuidade à Operação Bola de Neve, deflagrada em 2012, nos municípios de São Joaquim, Anita Garibaldi, Cerro Negro, Otacílio Costa, Porto Belo e também Capão Alto, que levantou suspeitas em licitações vinculadas à aquisição de serviços de reparo, manutenção e entrega de peças de veículos e máquinas pesadas e outras ilicitudes por parte de agentes públicos municipais.
Agora, a operação policial foi batizada Bola de Neve – o Degelo, dando cumprimento a mandados de busca e apreensão nos municípios em complemento às investigações iniciadas ano passado.
O promotor do Gaeco em Lages, Joel Rogério Furtado Junior, explicou que desde 2012 havia indicativos de irregularidades. “Estrategicamente, optou-se por não atuar naquele momento aqui e por coletar mais informações antes disso”, afirmou.
Empresas: Além de Capão Alto, as investigações também acontecem nos municípios de Maravilha e Fraiburgo, onde estão instaladas as empresas envolvidas no suposto esquema de fraude no município serrano. Foi apreendida grande quantidade de documentos e copiados os discos rígidos de computadores que contêm informações relacionadas às transações financeiras da prefeitura de Capão Alto.
Segundo Furtado “há fortes indícios de fraude em licitações e desvio de dinheiro público”, envolvendo a prefeituras e cinco empresas, das quais a Meganopeças Máquinas e BR Tratores tiveram seus nomes confirmados como suspeitas. Além do atual e do ex-prefeito de Capão Alto, um empresário, que não teve o nome divulgado, foi convocado a prestar depoimento em Lages. O promotor Durval Amorim acompanhou os depoimentos.
Colaboração: O prefeito Luiz Carlos Alves de Freitas afirmou que não há irregularidades em seu mandato, mas optou por não dar maiores esclarecimentos sobre o assunto à imprensa. O procurador da prefeitura de Capão Alto, Elói Ampessan Filho, disse que até o final da manhã não havia sido informado oficialmente sobre o teor das investigações e que está colaborando com a polícia. “Ninguém está preso. Eles fizeram a busca de documentos e nós auxiliaremos no que pedirem”, declarou.
O Correio Lageano procurou o ex-prefeito Bota, mas familiares informaram que ele estava no interior no município. O registro de imagens dos documentos apreendidos não foi permitido..
Prefeito preso por possuir revólver sem registro
Durante a busca de documentos na residência do prefeito de Capão Alto, Luiz Carlos Alves de Freitas, os policiais encontraram um revólver calibre 32, da marca Rossi sem registro e munição.
Em função disso, ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil do município, onde foi lavrado o alto de prisão. No entanto, o prefeito foi liberado em seguida, após efetuar o pagamento de fiança no valor de R$ 6.780, que corresponde a dez salários mínimos.
Na tarde de ontem, Freitas viajou a Lages para prestar depoimento na delegacia do Gaeco, que investiga fraudes em licitações e desvio de dinheiro público no município, companhado de seu advogado Fabiano Marcelino.
Além dele, o ex-prefeito Antônio Coelho Lopes Junior, o Bota, e um empresário de Fraiburgo foram convocados a depor. Os três estão sendo investigados por envolvimento em esquema de desvio de dinheiro. Durante a administração de Bota, Freitas foi o seu Secretário de Administração, setor responsável pelas contas do município.
Fotos: Joana Costa
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