Lages, 24/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais
A família de Silvana Aparecida Araújo Moreira, de 45 anos, que morreu em Lages após mais de um mês de internação, quer um resposta para a morte da mulher. A suspeita é que ela contraiu uma bactéria durante o tratamento médico.
O marido, Adelir Demétrio, que mora no bairro Copacabana, conta que ela foi internada no Hospital Tereza Ramos no último dia 18. Antes, ficou outros 23 dias no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP).
A família declarou que ela buscou tratamento médico depois de sentir febre, em 6 de setembro. Sofria de colite (inflamação do intestino grosso) há anos e, antes, havia realizado um exame de colonoscopia em uma clínica particular.
Desde setembro, foram três internamentos diferentes - dois primeiros no HNSP e um no Tereza Ramos, totalizando mais de um mês de internamento.
Caixão lacrado: A mulher morreu por volta das 9 horas da última terça. A certidão de óbito, segundo a família, atesta “febre alta” como causa da morte. Após seu falecimento, o enterro teve que ser realizado imediatamente.
O caixão, inclusive, teve que ser lacrado, por determinação da funerária, para evitar a infecção das pessoas no velório. “O corpo dela ficou inchado, apresentou escamação e começou soltar liquido”, lembra Demétrio, afirmando que embora não tenha provas que foi infecção hospitalar, alguma coisa há de errado. “Foi descaso ou erro médico. Queremos uma explicação”, conclui Demétrio. Silvana trabalhava no transporte escolar. Ela deixou o marido e três filhos. Segundo o marido, era disposta e muito trabalhadora.
Hospitais dizem que vão analisar o caso
Procurada ontem à tarde pelo Correio Lageano, a diretoria do HNSP declarou que não vai se manifestar sobre o caso sem antes analisar o prontuário da paciente. E negou a existência de um surto de infecção hospitalar no hospital.
Afirmou que realiza um controle rigoroso sobre as infecções. E envia, mensalmente, um relatório de controle de infecção hospitalar para entregar à Vigilância Sanitária Estadual. A diretoria do Hospital Tereza Ramos, por sua vez, também declarou que não pode falar sobre o caso antes de analisar o prontuário da paciente.
Vereador quer explicação de hospital
O vereador de Lages Vone Scheuermann encaminhou, via Câmara de Vereadores, um pedido de informação à direção do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), solicitando informações sobre outras denúncias de infecção hospitalar no estabelecimento. Ele diz que a situação “é preocupante” e pede uma explicação. “Não sei deste caso (morte da mulher), mas queremos informações porque várias pessoas nos procuraram e relataram que fizeram cirurgia simples lá (HNSP), e pegaram infecção hospitalar”, relatou o vereador.
O diretor do hospital, Canísio Isidoro Winkelmann, classificou a declaração do vereador de “leviana”. Para ele, o parlamentar não tem embasamento suficiente para desconfiar do hospital. “Em quê ele se baseou para dizer isso”
Fiscalização: Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura de Lages, que é responsável pela fiscalização das condições dos hospitais, informou que não há nenhuma denúncia da existência de um surto de infecção hospitalar na cidade. A fiscalização também é feita pela Vigilância Sanitária do Estado.
Foto: Adecir Morais
A família de Silvana Aparecida Araújo Moreira, de 45 anos, que morreu em Lages após mais de um mês de internação, quer um resposta para a morte da mulher. A suspeita é que ela contraiu uma bactéria durante o tratamento médico.
O marido, Adelir Demétrio, que mora no bairro Copacabana, conta que ela foi internada no Hospital Tereza Ramos no último dia 18. Antes, ficou outros 23 dias no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP).
A família declarou que ela buscou tratamento médico depois de sentir febre, em 6 de setembro. Sofria de colite (inflamação do intestino grosso) há anos e, antes, havia realizado um exame de colonoscopia em uma clínica particular.
Desde setembro, foram três internamentos diferentes - dois primeiros no HNSP e um no Tereza Ramos, totalizando mais de um mês de internamento.
Caixão lacrado: A mulher morreu por volta das 9 horas da última terça. A certidão de óbito, segundo a família, atesta “febre alta” como causa da morte. Após seu falecimento, o enterro teve que ser realizado imediatamente.
O caixão, inclusive, teve que ser lacrado, por determinação da funerária, para evitar a infecção das pessoas no velório. “O corpo dela ficou inchado, apresentou escamação e começou soltar liquido”, lembra Demétrio, afirmando que embora não tenha provas que foi infecção hospitalar, alguma coisa há de errado. “Foi descaso ou erro médico. Queremos uma explicação”, conclui Demétrio. Silvana trabalhava no transporte escolar. Ela deixou o marido e três filhos. Segundo o marido, era disposta e muito trabalhadora.
Hospitais dizem que vão analisar o caso
Procurada ontem à tarde pelo Correio Lageano, a diretoria do HNSP declarou que não vai se manifestar sobre o caso sem antes analisar o prontuário da paciente. E negou a existência de um surto de infecção hospitalar no hospital.
Afirmou que realiza um controle rigoroso sobre as infecções. E envia, mensalmente, um relatório de controle de infecção hospitalar para entregar à Vigilância Sanitária Estadual. A diretoria do Hospital Tereza Ramos, por sua vez, também declarou que não pode falar sobre o caso antes de analisar o prontuário da paciente.
Vereador quer explicação de hospital
O vereador de Lages Vone Scheuermann encaminhou, via Câmara de Vereadores, um pedido de informação à direção do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), solicitando informações sobre outras denúncias de infecção hospitalar no estabelecimento. Ele diz que a situação “é preocupante” e pede uma explicação. “Não sei deste caso (morte da mulher), mas queremos informações porque várias pessoas nos procuraram e relataram que fizeram cirurgia simples lá (HNSP), e pegaram infecção hospitalar”, relatou o vereador.
O diretor do hospital, Canísio Isidoro Winkelmann, classificou a declaração do vereador de “leviana”. Para ele, o parlamentar não tem embasamento suficiente para desconfiar do hospital. “Em quê ele se baseou para dizer isso”
Fiscalização: Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura de Lages, que é responsável pela fiscalização das condições dos hospitais, informou que não há nenhuma denúncia da existência de um surto de infecção hospitalar na cidade. A fiscalização também é feita pela Vigilância Sanitária do Estado.
Foto: Adecir Morais
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