Lages, 04/11/2013 Revista Visão
Alguns
comissionados de Lages e de outras prefeituras da região gozam de um
privilégio que não está agradando seus pares (os outros comissionados).
É que
esses poucos têm ou exercem outras atividades privadas (além dos cargos
comissionados). E ocupam grande parte ou praticamente toda a sua jornada
de trabalho para os afazeres particulares.
Enquanto
isso, a grande maioria destes comissionados têm de bater cartão ponto
ou cumprir jornada religiosamente na prefeitura ou em suas
repartições (sem contar os muitos dias em que fazem horário extra à
noite e até nos finais de semana para dar conta do recado - sem receber
hora extra).
Essa
situação está gerando desconforto e um sentimento de revolta silenciosa
por parte de alguns comissionados, que se sentem injustiçados com as
"regalias" dos "privilegiados".
Vale
lembrar que o prefeito Elizeu Mattos, ainda quando estava para definir
sua equipe, dizia que daria aumento para os cargos comissionados porque
do contrário ninguém teria estímulo para deixar a iniciativa privada e
ocupar essas funções. Mas em momento algum ele falou que alguns poderiam
exercer suas funções públicas e conciliar com seus afazeres
particulares, que é o que acontece.
Imaginem
vocês que a Presidente Dilma chamasse a Ideli Salvatti para ocupar um
Ministério, em Brasília. E que a Ideli aceitasse a proposta. Mas
passasse boa parte de seu dia em seu escritório particular,
"conciliando" as funções. Pois é isso que está acontecendo em Lages e em
alguns municípios da região, infelizmente. Ou seja, nós pagamos para
alguns poucos "privilegiados" passarem boa parte do dia trabalhando em
seus empregos privados.
Dizer
isso é desagradável, com certeza. Mas alguém precisa tomar coragem e
falar. E se os ofendidos acharem ruim, podemos dar nome aos bois. Por
ora, achamos que não precisa. Afinal, todo mundo sabe.
Loreno Siega - Revista Visão
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