Serra Catarinense, 11/11/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris
A Serra Catarinense se consolida como polo gerador de energia. A exemplo disso são os investimentos em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), o que só vem a confirmar a abundância dos recursos naturais que a região dispõe. Hoje será inaugurado o segundo empreendimento deste gênero, a PCH João Borges.
A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) João Borges, entre São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Lages, recebeu investimento de R$ 172 milhões tem capacidade instalada de 19 megawatts (MW) – o suficiente para atender o consumo de aproximadamente 150 mil habitantes.
Paralelamente, a empresa se prepara para iniciar a construção de sua terceira hidrelétrica na Serra: a PCH Santo Cristo, que somará outros 19,5 MW à matriz elétrica.
A PCH João Borges, em operação plena desde julho, aproveita o potencial hidrelétrico do Rio Caveiras.
A usina Santo Cristo será construída entre Capão Alto e Lages, aproveitando o potencial do rio Pelotinhas. O investimento previsto é de R$ 183 milhões e a capacidade de atendimento é de 143 mil habitantes.
O investimento em geração considera a vocação de Santa Catarina para a energia hidrelétrica, em razão das características hídricas e de relevo, segundo o presidente da Eletrosul, Eurides Mescolotto.
A PCH João Borges é resultado do Acordo de Cooperação Brasil-Alemanha no Setor de Energia, firmado em 2008.
Energia produzida é somada à nacional
A energia produzida pelas PCHs é distribuída pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), ou seja, não significa que esta unidade irá abastecer a região.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a capacidade de geração em Santa Catarina, em empreendimentos em operação atualmente, é de 7,3 gigawatts (GW).
A maior parcela dessa energia (74,35%) é proveniente de usinas hidrelétricas. As PCHs, com pouco mais de 506 MW de potência instalada, têm 7% de participação na matriz elétrica do Estado, quase o dobro da média nacional.
As PCHs, eólicas e usinas à biomassa deverão responder por 21% da matriz elétrica nacional até 2022, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia da Empresa de Pesquisa Energética. “As usinas à biomassa, as PCHs e as eólicas têm importância estratégica para o país pelos benefícios e pelo meio ambiente, pois, com as hidrelétricas, são fontes renováveis. A inclusão dessas fontes na matriz energética nacional atende as diretrizes definidas pelo Governo Federal, de redução voluntária da emissão global projetada para 2020 (...)”, argumenta a EPE no documento.
Cronograma
Inauguração
PCH João Borges
Rio: Caveiras
Municípios: São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Lages
Potência instalada: 19 MW
Reservatório: 340 hectares
Investimento: R$ 172 milhões
Empreendimento futuro
PCH Santo Cristo
Rio: Pelotinhas
Municípios: Lages e Capão Alto
Potência: 19,5 MW
Reservatório: 300 hectares
Investimento: R$ 183 milhões
Em estudo de viabilidade
PCH São Mateus
Rio: Lava-Tudo
Municípios: Lages e São Joaquim
Potência: 19 MW
Reservatório: 245 hectares
Investimento estimado: R$ 150 milhões
PCH Rincão
Rio: Pelotinhas
Municípios: Lasges e Capão Alto
Potência: 12 MW
Reservatório: 63,5 hectares
Investimento estimado: R$ 100 milhões
PCH Penteado
Rios: Pelotinhas e Penteado
Municípios: Lages e Capão Alto
Potência: 22,2 MW
Reservatório: 175 hectares
Inestimento estimado: R$ 200 milhões
PCH Portão
Rio: Caveiras
Municípios: São José do Cerrito e Campo Belo do Sul
Potência: 16 MW
Reservatório: 362 hectares
Investimento estimado: R$ 100 milhões
PCH Antoninha
Rio: Lava-Tudo
Municípios: Lages e São Joaquim
Potência instalada: 13 MW
Reservatório: 233 hectares
Investimento estimado: R$ 250 milhões
PCH São Malacara
Rio Lava-Tudo
Municípios: Painel e São Joaquim
Potência: 9,2 MW
Reservatório: 66 hectares
Investimento estimado: 80 milhões
PCH Gamba e Morrinhos
Rio: Lava-Tudo
Municípios: Lages e São Joaquim
Potência instalada: 10,8 MW
Reservatório: 66 hectares
Investimento estimado: R$ 100 milhões
PCH Coxilha Rica
Rio: Pelotinhas
Potência: 18 MW
Reservatório: 66 hectares
Investimento estimado: R$ 170 milhões
Foto:Divulgação
A Serra Catarinense se consolida como polo gerador de energia. A exemplo disso são os investimentos em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), o que só vem a confirmar a abundância dos recursos naturais que a região dispõe. Hoje será inaugurado o segundo empreendimento deste gênero, a PCH João Borges.
A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) João Borges, entre São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Lages, recebeu investimento de R$ 172 milhões tem capacidade instalada de 19 megawatts (MW) – o suficiente para atender o consumo de aproximadamente 150 mil habitantes.
Paralelamente, a empresa se prepara para iniciar a construção de sua terceira hidrelétrica na Serra: a PCH Santo Cristo, que somará outros 19,5 MW à matriz elétrica.
A PCH João Borges, em operação plena desde julho, aproveita o potencial hidrelétrico do Rio Caveiras.
A usina Santo Cristo será construída entre Capão Alto e Lages, aproveitando o potencial do rio Pelotinhas. O investimento previsto é de R$ 183 milhões e a capacidade de atendimento é de 143 mil habitantes.
O investimento em geração considera a vocação de Santa Catarina para a energia hidrelétrica, em razão das características hídricas e de relevo, segundo o presidente da Eletrosul, Eurides Mescolotto.
A PCH João Borges é resultado do Acordo de Cooperação Brasil-Alemanha no Setor de Energia, firmado em 2008.
Energia produzida é somada à nacional
A energia produzida pelas PCHs é distribuída pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), ou seja, não significa que esta unidade irá abastecer a região.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a capacidade de geração em Santa Catarina, em empreendimentos em operação atualmente, é de 7,3 gigawatts (GW).
A maior parcela dessa energia (74,35%) é proveniente de usinas hidrelétricas. As PCHs, com pouco mais de 506 MW de potência instalada, têm 7% de participação na matriz elétrica do Estado, quase o dobro da média nacional.
As PCHs, eólicas e usinas à biomassa deverão responder por 21% da matriz elétrica nacional até 2022, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia da Empresa de Pesquisa Energética. “As usinas à biomassa, as PCHs e as eólicas têm importância estratégica para o país pelos benefícios e pelo meio ambiente, pois, com as hidrelétricas, são fontes renováveis. A inclusão dessas fontes na matriz energética nacional atende as diretrizes definidas pelo Governo Federal, de redução voluntária da emissão global projetada para 2020 (...)”, argumenta a EPE no documento.
Cronograma
Inauguração
PCH João Borges
Rio: Caveiras
Municípios: São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Lages
Potência instalada: 19 MW
Reservatório: 340 hectares
Investimento: R$ 172 milhões
Empreendimento futuro
PCH Santo Cristo
Rio: Pelotinhas
Municípios: Lages e Capão Alto
Potência: 19,5 MW
Reservatório: 300 hectares
Investimento: R$ 183 milhões
Em estudo de viabilidade
PCH São Mateus
Rio: Lava-Tudo
Municípios: Lages e São Joaquim
Potência: 19 MW
Reservatório: 245 hectares
Investimento estimado: R$ 150 milhões
PCH Rincão
Rio: Pelotinhas
Municípios: Lasges e Capão Alto
Potência: 12 MW
Reservatório: 63,5 hectares
Investimento estimado: R$ 100 milhões
PCH Penteado
Rios: Pelotinhas e Penteado
Municípios: Lages e Capão Alto
Potência: 22,2 MW
Reservatório: 175 hectares
Inestimento estimado: R$ 200 milhões
PCH Portão
Rio: Caveiras
Municípios: São José do Cerrito e Campo Belo do Sul
Potência: 16 MW
Reservatório: 362 hectares
Investimento estimado: R$ 100 milhões
PCH Antoninha
Rio: Lava-Tudo
Municípios: Lages e São Joaquim
Potência instalada: 13 MW
Reservatório: 233 hectares
Investimento estimado: R$ 250 milhões
PCH São Malacara
Rio Lava-Tudo
Municípios: Painel e São Joaquim
Potência: 9,2 MW
Reservatório: 66 hectares
Investimento estimado: 80 milhões
PCH Gamba e Morrinhos
Rio: Lava-Tudo
Municípios: Lages e São Joaquim
Potência instalada: 10,8 MW
Reservatório: 66 hectares
Investimento estimado: R$ 100 milhões
PCH Coxilha Rica
Rio: Pelotinhas
Potência: 18 MW
Reservatório: 66 hectares
Investimento estimado: R$ 170 milhões
Foto:Divulgação
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