sábado, 14 de dezembro de 2013

Dinheiro motivou morte de empresário

Lages, 14 e 15/12/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




Crime motivado por dinheiro. Este teria sido a razão da morte do empresário José Osvaldo Esmério, o “Zé Porquinho”, assassinado em 2010, em Lages, na Serra. Três suspeitos de envolvimento no crime foram presos na última quinta-feira (12).



As prisões temporárias foram deferidas pelo juiz Luiz Neri Oliveira de Souza e executadas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Lages. Elas valem por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, e visam a um aprofundamento das investigações. Os nomes dos presos não foram divulgados.



A DIC trabalha com várias linhas de investigação, porém, é provável que o crime foi motivado por dinheiro. A expectativa é que a polícia conclua o caso nos próximos dias. Zé Porquinho, morto aos  54 anos, era proprietário da Panificadora Santa Marta, que fica no edifício onde morava, no Bairro Coral. Ainda era dono de um supermercado no bairro Habitação.



Execução: Ele foi morto por volta das 23 horas, do dia 30 de junho de 2010, em seu apartamento. Teve os pés e as mãos amarradas e foi estrangulado com um lençol da própria cama. À época, o crime chocou a população.



Apesar das prisões, o caso está cercado de mistérios e as investigações transcorrem em absoluto sigilo. Entretanto, o CL apurou que a polícia  praticamente descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que há indícios de que o crime foi motivado por dinheiro.



Crime encomendado: Ganha força a linha de investigação de que o crime foi encomendado. Um dos presos seria o provável mentor e outros dois, pai e filho, os contratados. A suspeita é que o crime foi praticado por alguém de perto da família.
Ontem, a Justiça indeferiu a prisão temporária de mais cinco suspeitos de envolvimento. A polícia, porém, não confirmou esta informação.



Dentre elas estão dois homens que já cumprem pena no Presídio Regional de Lages por outros crimes. A dupla teria sido contratada para matar o empresário. Procurado, o delegado da DIC, Sérgio Roberto de Sousa, disse que não vai se pronunciar sobre o caso antes do fim das investigações. “Não confirmo e não nego nada. Na conclusão do caso, vamos chamar a imprensa e dar uma coletiva para esclarecer o crime”, disse ele.



Foto: Reprodução

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