Lages, 09/12/2013, Correio Lageano, por Joana Costa
Há cerca de dois meses, o Correio Lageano publicou matéria alertando para o furto de fios de cobre em Lages. Agora, a operadora telefônica OI, em levantamento feito, informa que Lages é a cidade catarinense onde ocorre este tipo de crime.
De janeiro a novembro deste ano foram registrados 122 casos, com 27,5 mil metros de cabos furtados das linhas telefônicas do Estado. Se emendados os fios, daria uma distância entre Lages e Correia Pinto. Os casos Lages correspondem a 14% do total de Santa Catarina.
A companhia adota medidas preventivas que visam a dificultar o furto de seus cabos telefônicos. “Temos investido na criação de equipes de manutenção, que auxiliam no monitoramento e reparo dos danos à rede”, afirma o representante da empresa, Polibio Braga.
Facilidade: O delegado da 3ª Delegacia de Polícia de Lages, Márcio Schutz, explica que, nos últimos meses, foi registrado o aumento de ocorrências do gênero. “Foram cerca de dez casos em dois meses”, explica. Segundo ele, a facilidade e a penalidade branda para esse tipo de crime, além do alto custo do cobre no mercado (entre R$ 15 a R$ 17 o quilo) são os motivadores para o crime. Este tipo de crime prevê de um a quatro anos de prisão. Aos receptadores, a pena pode chegar de três a oito anos de prisão.
BR-116: Schutz destaca que os ladrões costumam agir normalmente na mesma área, a BR-116. “Eles agem no trecho entre a Lactoplasa e Seara/JBS. São muito rápidos esses ladrões. Eles atuam em qualquer horário. É um local de pouca vigilância e não tem residências próximas”, explica.
Isso facilita a ação dos ladrões que preferem os fios de telefone por não serem de alta tensão. Cortam os fios e os arrastam para dentro de matagais. Lá ateiam fogo para derreter o plástico isolante e depois vendem esse material a ferros-velhos.
Números
Polícia intensificará a vigilância
A Polícia Civil está articulando operação para aumentar a vigilância nas áreas onde esse crime mais acontece em Lages. Outro caminho da investigação é buscar detectar quem são os receptadores do cobre roubado.
O delegado Márcio Schutz informa que essa operação de fiscalização foi realizada no passado e deverá ser repetida. “Queremos retomar um trabalho mais pontual e constante de fiscalização nesses pontos que se constituem no final das contas o receptador”, declara.
Uma dificuldade na investigação desse crime é reconhecer qual é o material roubado. “Essa venda é rápida e de difícil identificação. Não tem como saber se o cobre é de fiação de telefonia ou de uma casa que o camarada desmanchou”, acrescenta.
Denúncias: A OI alerta que a ação dos ladrões provoca cortes nas transmissões e pede pede a ajuda deles para solucionar o problema. As denúncias de furtos de cabos podem ser feitas no telefone para a empresa.
Foto: Joana Costa
Há cerca de dois meses, o Correio Lageano publicou matéria alertando para o furto de fios de cobre em Lages. Agora, a operadora telefônica OI, em levantamento feito, informa que Lages é a cidade catarinense onde ocorre este tipo de crime.
De janeiro a novembro deste ano foram registrados 122 casos, com 27,5 mil metros de cabos furtados das linhas telefônicas do Estado. Se emendados os fios, daria uma distância entre Lages e Correia Pinto. Os casos Lages correspondem a 14% do total de Santa Catarina.
A companhia adota medidas preventivas que visam a dificultar o furto de seus cabos telefônicos. “Temos investido na criação de equipes de manutenção, que auxiliam no monitoramento e reparo dos danos à rede”, afirma o representante da empresa, Polibio Braga.
Facilidade: O delegado da 3ª Delegacia de Polícia de Lages, Márcio Schutz, explica que, nos últimos meses, foi registrado o aumento de ocorrências do gênero. “Foram cerca de dez casos em dois meses”, explica. Segundo ele, a facilidade e a penalidade branda para esse tipo de crime, além do alto custo do cobre no mercado (entre R$ 15 a R$ 17 o quilo) são os motivadores para o crime. Este tipo de crime prevê de um a quatro anos de prisão. Aos receptadores, a pena pode chegar de três a oito anos de prisão.
BR-116: Schutz destaca que os ladrões costumam agir normalmente na mesma área, a BR-116. “Eles agem no trecho entre a Lactoplasa e Seara/JBS. São muito rápidos esses ladrões. Eles atuam em qualquer horário. É um local de pouca vigilância e não tem residências próximas”, explica.
Isso facilita a ação dos ladrões que preferem os fios de telefone por não serem de alta tensão. Cortam os fios e os arrastam para dentro de matagais. Lá ateiam fogo para derreter o plástico isolante e depois vendem esse material a ferros-velhos.
Números
- 122 ocorrências de furto de cabos da OI em Santa Catarina de janeiro a novembro de 2013
- 27,5 mil metros de cabos de cobre da Oi foram furtados no Estado
- 14% das ocorrências foram em Lages
- R$ 15 é o valor pago, em média pelo quilo do cobre
Polícia intensificará a vigilância
A Polícia Civil está articulando operação para aumentar a vigilância nas áreas onde esse crime mais acontece em Lages. Outro caminho da investigação é buscar detectar quem são os receptadores do cobre roubado.
O delegado Márcio Schutz informa que essa operação de fiscalização foi realizada no passado e deverá ser repetida. “Queremos retomar um trabalho mais pontual e constante de fiscalização nesses pontos que se constituem no final das contas o receptador”, declara.
Uma dificuldade na investigação desse crime é reconhecer qual é o material roubado. “Essa venda é rápida e de difícil identificação. Não tem como saber se o cobre é de fiação de telefonia ou de uma casa que o camarada desmanchou”, acrescenta.
Denúncias: A OI alerta que a ação dos ladrões provoca cortes nas transmissões e pede pede a ajuda deles para solucionar o problema. As denúncias de furtos de cabos podem ser feitas no telefone para a empresa.
Foto: Joana Costa
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