Serra Catarinense, 05/12/2013, Correio Lageano, por Susana Küster
Desde quarta-feira (04) a qualidade da carne que é consumida em Santa Catarina pode estar comprometida. Isso porque, a Cidasc entrou em greve nesta quarta-feira (04) e somente volta ao trabalho, quando o Governo estadual atender às reivindicações da categoria.
Santa Catarina é o único Estado do Brasil que é livre de febre aftosa sem vacinação. Este fato fez com que o Estado exportasse carne para países exigentes em relação à qualidade de seus produtos, como o Japão, e melhorasse a economia com um novo ramo de negócios para os produtores.
Além da questão sanitária que pode ser prejudicada, pois não há nenhuma barreira de fiscais da Cidasc nas divisas do Estado, a exportação da carne também será afetada com a greve. “Não é só a febre aftosa, tem a gripe aviária, brucelose e a tuberculose, fora a questão da refrigeração que é fiscalizada nas barreiras e não está sendo mais”, diz o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Perícia, Pesquisa e Informações de Santa Catarina (Sindaspi), Orli Rogério Fernandes. Os pomares de banana, citrus e maçã também estariam em risco de contaminação por doenças graves, segundo o sindicato.
Negociação falha: A greve foi progressiva, no dia 11 de outubro, os fiscais entraram em estado de greve, e, segundo o Sindicato, desde então, o governo não manifestou interesse em atender as reivindicações.
Posição da Cidasc: O órgão afirmou por nota que fará de tudo para manter a qualidade da carne, não comprometer a economia do Estado e saúde da população. A Cidasc rebate o sindicato dizendo que sempre esteve à disposição para negociar, “dentro das limitações legais a que está adstrita”.
Reivindicações do sindicato
Fonte: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Perícia, Pesquisa e Informações de Santa Catarina (Sindaspi)
Foto:Zé Rabelo/Divulgação
Desde quarta-feira (04) a qualidade da carne que é consumida em Santa Catarina pode estar comprometida. Isso porque, a Cidasc entrou em greve nesta quarta-feira (04) e somente volta ao trabalho, quando o Governo estadual atender às reivindicações da categoria.
Santa Catarina é o único Estado do Brasil que é livre de febre aftosa sem vacinação. Este fato fez com que o Estado exportasse carne para países exigentes em relação à qualidade de seus produtos, como o Japão, e melhorasse a economia com um novo ramo de negócios para os produtores.
Além da questão sanitária que pode ser prejudicada, pois não há nenhuma barreira de fiscais da Cidasc nas divisas do Estado, a exportação da carne também será afetada com a greve. “Não é só a febre aftosa, tem a gripe aviária, brucelose e a tuberculose, fora a questão da refrigeração que é fiscalizada nas barreiras e não está sendo mais”, diz o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Perícia, Pesquisa e Informações de Santa Catarina (Sindaspi), Orli Rogério Fernandes. Os pomares de banana, citrus e maçã também estariam em risco de contaminação por doenças graves, segundo o sindicato.
Negociação falha: A greve foi progressiva, no dia 11 de outubro, os fiscais entraram em estado de greve, e, segundo o Sindicato, desde então, o governo não manifestou interesse em atender as reivindicações.
Posição da Cidasc: O órgão afirmou por nota que fará de tudo para manter a qualidade da carne, não comprometer a economia do Estado e saúde da população. A Cidasc rebate o sindicato dizendo que sempre esteve à disposição para negociar, “dentro das limitações legais a que está adstrita”.
Reivindicações do sindicato
- Reenquadramento dos trabalhadores para a função de Agente de Fiscalização Agropecuário.
- Implementação de piso salarial de R$ 2.088,77.
- Jornada de trabalho com escala de 12 horas de trabalho por 72 horas de compensação.
- Serviço de transporte adequado, garantindo o deslocamento até os locais de trabalho, bem como veículo de apoio disponível durante a jornada de trabalho.
- Auxílio transporte nos casos em que a empresa não disponibilizar veículos.
- Implementação e manutenção de infraestrutura mínima adequada nas barreiras sanitárias.
- Garantia de segurança aos trabalhadores durante todo o seu turno de trabalho nas barreiras.
Fonte: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Perícia, Pesquisa e Informações de Santa Catarina (Sindaspi)
Foto:Zé Rabelo/Divulgação
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