terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Semasa apresenta balanço do saneamento básico em Lages

Semasa apresenta balanço do saneamento básico em Lages
Lages, 04/12/2013, Correio Lageano, por Joana Costa



O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), elaborado pela Semasa, mostra o diagnóstico do abastecimento de água, coleta de resíduos sólidos e redes de esgoto e água pluvial em Lages. A audiência pública para sua apresentação é nesta quarta-feira (04) às 14 horas, na Câmara Municipal de Vereadores.



Após nove meses de trabalho a equipe da Semasa apresenta os panoramas oficiais do saneamento básico no município. Com estes dados, será definido o norte de investimentos até os próximos 30 anos.  Na audiência pública, a população pode conhecer o plano, fazer questionamentos e propostas de modificações.



O documento, de 800 páginas, é uma exigência do Governo Federal. Todos os municípios devem ter o PMSB até 1º de janeiro de 2014, ou terão recursos federais cortados para o setor.



Deficiência:A maior deficiência em Lages hoje são as redes de água pluvial. Há poucos dados sobre as redes urbanas. “Essa água mal direcionada provoca inundações, mazelas e desmoronamentos em regiões de risco”, afirma o diretor de Saneamento da Semana, Vilson Rodrigues da Silva. Estudos em parceria com universidades serão feitos para conhecer e avaliar as condições da rede.


Previsão: Dentro de um ano e meio, os 30% de população atendida com rede de esgoto deve subir para 50%, com a conclusão das obras dos complexos Ponte Grande e Araucária. Para água potável e resíduos sólidos o investimento tende a ser em ampliação, melhoramento e manutenção.



Com o PMSB a Semasa inicia em 2014 a elaboração de projetos e parte em busca de recursos para executar o que o plano prevê. “O que nós vamos fazer é planejar ações a curto, médio e longo prazo”, acrescenta Vilson.



O ideal é que sejam investidos R$ 1 bilhão em tratamento e distribuição de água e redes de tratamento de esgoto nos próximos 30 anos. Para os resíduos sólidos o investimento ideal será de R$ 400 milhões. As redes pluviais precisarão receber R$ 300 milhões no período. “Mesmo diluído em 30 anos, é muito dinheiro”, completa.



Foto: Joana Costa

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