Roseana tem um terço das ações da empresa afiliada da emissora no Estado
A
interlocutores, Roseana classifica-se como perseguida da grande mídia,
inclusive pela Globo. Apesar disso, ela ficou surpresa com o fato da
emissora ter destinado, por exemplo, cinco minutos da edição da última
quarta-feira (15) do “Jornal Nacional” apenas para falar sobre os
problemas sociais do Maranhão. Aliados da governadora informaram que ela
classificou como “exagero” a exposição que o Estado vem tendo nos
últimos dias, segundo informa o iG Brasília .
Na
reportagem de Tiago Eltz, o “Jornal Nacional” mostrou que o Produto
Interno Bruto (PIB) do Maranhão cresceu 15,3% entre 2010 e 2011.
Percentual cinco vezes maior que a média nacional no período: 2,7%. Mas
também revelou que esses crescimento ainda não se refletiu nos
indicadores sociais. Ou seja, o Maranhão ainda tem a pior expectativa de
vida do Brasil e que 90% dos moradores não possuem acesso à rede de
esgoto.
Vale lembrar que no
ano passado, o programa “Profissão Repórter”, também da TV Globo, citou
problemas na saúde do Maranhão. Mostrando falhas do programa “Saúde é
Vida”, que previa a construção de 62 hospitais e até agora não foi
concluído. Alguns aliados de Roseana tentaram iniciar uma campanha de
proteção ao Estado chamada “Eu Amo o Maranhão” durante a crise no
sistema prisional do Estado e das críticas pesadas contra o governo.
Porém,
a ideia de tentar abafar as críticas por meio de um sentimento de
orgulho ao Estado não pegou e virou piada nas redes sociais. Como
estratégia de gerenciamento de crise, blogs ligados do governo do
Maranhão também tem sido utilizados para tentar desviar o foco das
críticas ao executivo e ao sistema carcerário maranhense.
Ainda
segundo a publicação, desde o início da crise, esses blogs tem
desclassificado as denúncias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e reiterado o suposto caráter
“político” da crise carcerária maranhense, apontando que algumas
denúncias, como o vídeo de homens decapitados, vazaram por meio de
pessoas ligadas ao presidente da Embratur, Flávio Dino, principal
adversário da família nas eleições deste ano.
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