Na mais elementar sabedoria popular, um ouvinte do programa Bote a
Boca no Trombone (Rádio Guri), questionou porque o Promotor Público
Reneé Braga não se preocupa com o Morro Grande, que está sendo destruído
por ação de uma pedreira irregular, ao invés de se envolver na
demolição do Aristiliano.
Foi no Boca no Trombone desta quarta-feira, que ouviu o diretor
regional da Fatma, Willy Brun Filho, que salientou que uma das empresas
que exploram o Morro Grande não tem licença ambiental. O apresentador
Jones Paulo foi à loucura e questionou os motivos de não se fechar, ou
lacrar tal empresa, ao que o gerente disse que faltam fiscais.
O arrendatário de uma das empresas que explora o Morro Grande, Melvy
Almeida Neto (Britagem Gaspar), disse que a exploração é feita bem
distante da Cruz (cerca de 800 metros) e que não há perigo de
desmoronamento.
No entanto o empresário disse que ele é apenas arrendatário e que
numa audiência pública na Câmara foi apresentado uma licença que não
teria validade, ao que o vereador Domingos, que comandou a sessão, disse
que o documento não foi lido pois só foi apresentado no encerramento.
O empresário disse ainda que foi a própria prefeitura que mais
degradou o Morro ao retirar cascalho para construção da Avenida
Belizário Ramos, isso há décadas atrás.
Audiência
Sobre a audiência na Câmara realizada no dia 12 de dezembro último, o
vereador Domingos disse que novas reuniões estão marcadas, tanto com a
Fatma, quanto na Secretaria de Meio Ambiente, para levantar as questões
legais.
Ainda na audiência, e sobre a empresa que faz a exploração do
cascalho no Morro, o promotor público disse que a exploração é legal e
que será feito um acerto para que sejam realizadas medidas de
compensação ambiental. “São apenas ajustes pontuais”. O promotor disse
que há ilegalidade na retirada de pedra sabão que é feita de forma
rudimentar.
O debate continua nos próximos programas. . .
Fotos: Gugu Garcia / Revista Visão
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