quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Orelhões estão praticamente esquecidos

Orelhões estão praticamente esquecidos
Lages, 24/01/2014, Correio Lageano, por Núbia Garcia




Eles já foram utilizados em larga escala pela população, mas hoje servem praticamente como enfeites nas ruas e praças das cidades. Em plena era digital, e com tantas facilidades para se obter um celular (e pagar a conta também), os telefones públicos caíram praticamente em desuso.




Era passado do meio-dia de ontem quando a professora Karine Ferreira correu até um orelhão, no calçadão da praça João Costa, em Lages, para fazer uma ligação de emergência. “Tem pelo menos cinco anos que não uso orelhões com frequência, mas hoje esqueci o celular em casa e precisei fazer uma ligação. Estava até sem cartão, tive que ligar a cobrar”, conta.




Assim como Karine, a maioria das pessoas, hoje em dia, prefere usar aparelhos de celular em vez dos tradicionais orelhões. A comerciante Márcia Vieira trabalha em uma banca de jornal próximo ao orelhão usado por Karine.  Ela conta que, a maioria das pessoas que ainda compram cartões de telefone público, faz isso em situações de emergência ou para interurbano. “Hoje não vendo nem 10% do que vendia há dois anos. Antes saia em média 50 cartões por dia, hoje, quando vendo cinco, é muito”, diz.




Desuso: De acordo com a operadora Oi, entre os anos de 2007 e 2013 foi registrada redução de 96% no consumo de créditos em seus orelhões. Além disto, pesquisas realizadas pela companhia mostram que o uso do orelhão é esporádico.




Em 2010, por exemplo, menos de 4% da população utilizava orelhões diariamente. Isto se deve, principalmente, à explosão de celulares pré-pagos e ofertas de serviços. Outra situação é o fato de os orelhões estarem instalados em vias e estabelecimentos públicos, e sofrerem diariamente com vandalismo. Em 2013, foram danificados em média 10% dos 35 mil orelhões instalados em Santa Catarina.




A operadora informou, ainda, que investe constantemente em estudos de sua planta telefônica e, se for verificada ociosidade de alguns telefones públicos, eles podem ser transferidos para áreas de maior demanda - sempre respeitando a regulamentação da Anatel.



Orelhões


Em novembro de 2013, havia 685 telefones públicos nas ruas de Lages, pouco mais da metade que em 2009, quando existiam 1.030 aparelhos.



Foto: Núbia Garcia

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