quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Rondas são feitas, mas vandalismo no Centro de Lages, não cessou

Rondas são feitas, mas vandalismo no Centro de Lages, não cessou
Lages, 16/102/14, Correio Lageano, por Silviane Mannrich




Uma lixeira de concreto localizada na rua Coronel Córdova, no Centro de Lages, amanheceu quebrada nesta quarta-feira (15). Mesmo com ações desenvolvidas pela Secretaria de Segurança e Ordem Pública, as depredações ainda acontecem.



O coordenador especial de segurança, Paulo Roberto Oberziner, explica que as depredações diminuíram, no entanto, ainda não há um estimativas de números. Por meio do Disque Denúncias, a secretaria conseguiu identificar algumas pessoas. Na sua maioria crianças e adolescentes.



Durante a programação do Natal Felicidade, Oberziner afirma que foram feitos dois Termos Circunstanciados e uma prisão em flagrante. “Estamos conseguindo coibir muitos atos de vandalismo e as denúncias estão nos ajudando”, afirma o coordenador.



Ele diz ainda que são recebidas cerca de oito denúncias diariamente por meio do Disque Denúncia. Para evitar a depredação do patrimônio público, duas equipes da secretaria estão realizando rondas nas escolas municipais. A todo são cerca de 150 pontos que são vigiados. “Se compararmos com anos anteriores a depredação na cidade tem diminuído, a decoração natalina, ficou praticamente intacta”, lembra Oberziner.



Transtorno de Conduta:  A psicóloga Carla Vieira Ramos explica que o vandalismo é o ato de produzir estragos de bens públicos ou particulares e de violar os direitos ou normas sociais. A pessoa que pratica tais atos apresenta algumas características, entre elas: agressão a pessoas ou animais, destrói, furta, viola as regras. “Ele tem a consciência do que está fazendo e tem a real intenção de praticar as ações”, destaca a psicóloga.




Tratamento: Carla ressalta que os sinais do transtorno de conduta podem aparecer antes dos 13 anos. Normalmente são crianças com uma família desestruturada com problemas de alcoolismo dos pais, por exemplo. O tratamento nestes casos é feito com atendimento realizado por um psicólogo  e nos casos mais graves com um médico psiquiatra. “Também é necessário fazer um atendimento juntamente  com a família”, salienta.




Foto: Núbia Garcia

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