Lages, 26/02/2014, Correio Lageano, por Adecir Morais
Com base nos trabalhos de investigação e inteligência, a Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil de Lages (DIC) estima que entre 100 a 150 quilos de droga – a maioria maconha e crack – entram em Lages e região a cada mês. A estimativa é do delegado titular do órgão, Sérgio Roberto de Sousa.
Ele afirma que a porta de entrada é, sobretudo, o Litoral Catarinense. Os traficantes usam, geralmente, a BR-282 para transportar o entorpecente, tanto em veículos de passeio como em ônibus de linha. Outra parte vem de países como o Paraguai, considerado um dos maiores produtores de maconha do mundo. A fragilidade da vigilância nas fronteiras favorece a entrada da droga.
Nos primeiros dois meses deste ano, a DIC de Lages apreendeu três quilos de crack em operações distintas, resultando na prisão de nove traficantes. A última apreensão ocorreu no dia 20, quando os policiais encontraram um quilo de “pedra” com quatro rapazes. A Polícia Militar conseguiu apreender mais de três quilos de entorpecentes só este ano, entre maconha, crack e cocaína.
O delegado admite que a quantidade de apreensões é baixa ante o volume que chega à região. Segundo ele, isso ocorre porque a droga é fracionada em pequenas quantidades e distribuída para um número alto de traficantes, dificultando o trabalho da polícia.
Estratégia: “É muito difícil a gente pegar um traficante com mais de um quilo. Geralmente, eles têm pequenas quantidades. É uma estratégia até mesmo para não terem grandes prejuízos caso sejam presos. Eles são muito espertos”, avalia.
Para ele, o combate ao tráfico de drogas depende de vários fatores, como o aumento da repressão; reforço da vigilância das fronteiras; tratamento dos usuários e penas mais severas aos traficantes.
Maiores apreensões este ano
Aumenta a apreensão na cidade este ano
A apreensão de droga em Lages teve crescimento este ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros meses de 2014, a DIC apreendeu três quilos de crack, contra nenhuma grama em 2013.
A Polícia Militar apreendeu 6.929 pedras de crack (aproximadamente 1,2 quilo); 1,8 quilo de maconha e 96g de cocaína, enquanto no mesmo período de 2013 foram 435g de maconha e 451g de cocaína, além de 2.534 pedras de crack.
Para o delegado Sérgio Roberto, o bom resultado deve-se ao aumento da repressão. “Com as últimas ações policiais, o tráfico em Lages e região ficou sufocado”, diz.
O tenente PM Álvaro também concorda que uma das causas do resultado é o trabalho de repressão policial. “Todo dia temos uma equipe na rua para combater o tráfico de droga, que é um dos focos do trabalho da PM”.
Foto: Divulgação
Com base nos trabalhos de investigação e inteligência, a Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil de Lages (DIC) estima que entre 100 a 150 quilos de droga – a maioria maconha e crack – entram em Lages e região a cada mês. A estimativa é do delegado titular do órgão, Sérgio Roberto de Sousa.
Ele afirma que a porta de entrada é, sobretudo, o Litoral Catarinense. Os traficantes usam, geralmente, a BR-282 para transportar o entorpecente, tanto em veículos de passeio como em ônibus de linha. Outra parte vem de países como o Paraguai, considerado um dos maiores produtores de maconha do mundo. A fragilidade da vigilância nas fronteiras favorece a entrada da droga.
Nos primeiros dois meses deste ano, a DIC de Lages apreendeu três quilos de crack em operações distintas, resultando na prisão de nove traficantes. A última apreensão ocorreu no dia 20, quando os policiais encontraram um quilo de “pedra” com quatro rapazes. A Polícia Militar conseguiu apreender mais de três quilos de entorpecentes só este ano, entre maconha, crack e cocaína.
O delegado admite que a quantidade de apreensões é baixa ante o volume que chega à região. Segundo ele, isso ocorre porque a droga é fracionada em pequenas quantidades e distribuída para um número alto de traficantes, dificultando o trabalho da polícia.
Estratégia: “É muito difícil a gente pegar um traficante com mais de um quilo. Geralmente, eles têm pequenas quantidades. É uma estratégia até mesmo para não terem grandes prejuízos caso sejam presos. Eles são muito espertos”, avalia.
Para ele, o combate ao tráfico de drogas depende de vários fatores, como o aumento da repressão; reforço da vigilância das fronteiras; tratamento dos usuários e penas mais severas aos traficantes.
Maiores apreensões este ano
- 20 de fevereiro: DIC apreende um quilo de crack com quatro rapazes, quando chegavam de carro a Lages, pela BR-282;
- 16 de janeiro: DIC apreende um quilo de crack com um homem que chegava a Lages de ônibus, vindo de Florianópolis;
- 20 de fevereiro: PM apreende 1,105 quilo de crack, 900g de maconha e 90g de cocaína em uma casa na Rua das Bracatingas, no Bairro Habitação, em Lages. Um homem foi preso.
Aumenta a apreensão na cidade este ano
A apreensão de droga em Lages teve crescimento este ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros meses de 2014, a DIC apreendeu três quilos de crack, contra nenhuma grama em 2013.
A Polícia Militar apreendeu 6.929 pedras de crack (aproximadamente 1,2 quilo); 1,8 quilo de maconha e 96g de cocaína, enquanto no mesmo período de 2013 foram 435g de maconha e 451g de cocaína, além de 2.534 pedras de crack.
Para o delegado Sérgio Roberto, o bom resultado deve-se ao aumento da repressão. “Com as últimas ações policiais, o tráfico em Lages e região ficou sufocado”, diz.
O tenente PM Álvaro também concorda que uma das causas do resultado é o trabalho de repressão policial. “Todo dia temos uma equipe na rua para combater o tráfico de droga, que é um dos focos do trabalho da PM”.
Foto: Divulgação

Nenhum comentário:
Postar um comentário