segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Habitação remove famílias de área de risco do Carahá

Além do perigo de as enchentes invadirem esses locais e destruírem seus pertences, há o risco ocasionado pelas estruturas precárias das moradias (Fotos: Daniele Mendes de Melo)
Lages, 03/02/2014 Prefeitura de Lages

Após visitas do setor de assistência social para averiguação da situação econômica das famílias que residem às margens do rio Carahá, na avenida Belizário Ramos, no trecho do bairro Universitário, onde ocorrem alagamentos na incidência de chuvas torrenciais, a Secretaria de Habitação está promovendo a retirada desses moradores e encaminhando-os para imóveis alugados pela Prefeitura de Lages, com pagamento mensal efetuado pelo poder público municipal, além da mudança dos objetos das famílias, feita gratuitamente, com mão de obra contratada e veículos próprios.
Ao todo, nesse percurso da Carahá, sete casas deverão ser demolidas. As ocupações às margens de rios são irregulares e impróprias. O diretor de Habitação, Aldori Freitas, por orientação do secretário Ivan Magaldi Júnior, vistoria a desmontagem de residências ribeirinhas, uma delas na rua Lauro Ribeiro de Lima, na tarde de sexta-feira (31), de propriedade do casal Patrick André da Silva e Janaína Carvalho, realocados para um imóvel na rua André Rebouças, no bairro Brusque.

Remoção para um lugar seguro

As condições das moradias são precárias. Além do perigo de as enchentes invadirem esses locais e destruírem seus pertences, há o risco ocasionado pelas estruturas das moradias. “Muitas foram construídas de maneira improvisada. A intenção não é causar transtornos às famílias, mas retirá-las de um cenário crítico e removê-las para um local seguro, onde ficarão com seus filhos até que se executem empreendimentos definitivos”, reitera Aldori.
Carmen Lúcia de Souza Machado acompanhou de perto os operários contratados pela Secretaria de Habitação para o trabalho de desmanche da casa do vizinho ao lado, Patrick. A casa de sua filha Larissa de Souza Muniz também será demolida. “Hoje mesmo ela foi ao bairro Penha procurar um imóvel de locação. As enchentes incomodam muito”, relata.

Situações urgentes

A exemplo do que acontece com o Complexo Ponte Grande, nessa região da cidade não é diferente. A Prefeitura de Lages precisa da colaboração dos moradores para que procurem imóveis possíveis de aluguel, pois são situações urgentes de desocupação. “Nesse caso em específico, na Carahá, já solicitamos que a Defesa Civil Municipal fixe uma placa de interdição para que não haja novas ocupações proibidas”, garante Aldori Freitas.

Nenhum comentário: