Lages, 03/02/2014 Prefeitura de Lages
Após visitas do setor de assistência social para
averiguação da situação econômica das famílias que residem às margens
do rio Carahá, na avenida Belizário Ramos, no trecho do bairro
Universitário, onde ocorrem alagamentos na incidência de chuvas
torrenciais, a Secretaria de Habitação está promovendo a retirada desses
moradores e encaminhando-os para imóveis alugados pela Prefeitura de
Lages, com pagamento mensal efetuado pelo poder público municipal, além
da mudança dos objetos das famílias, feita gratuitamente, com mão de
obra contratada e veículos próprios.
Ao todo, nesse percurso da Carahá, sete
casas deverão ser demolidas. As ocupações às margens de rios são
irregulares e impróprias. O diretor de Habitação, Aldori Freitas, por
orientação do secretário Ivan Magaldi Júnior, vistoria a desmontagem de
residências ribeirinhas, uma delas na rua Lauro Ribeiro de Lima, na
tarde de sexta-feira (31), de propriedade do casal Patrick André da
Silva e Janaína Carvalho, realocados para um imóvel na rua André
Rebouças, no bairro Brusque.
Remoção para um lugar seguro
As condições das moradias são precárias.
Além do perigo de as enchentes invadirem esses locais e destruírem seus
pertences, há o risco ocasionado pelas estruturas das moradias. “Muitas
foram construídas de maneira improvisada. A intenção não é causar
transtornos às famílias, mas retirá-las de um cenário crítico e
removê-las para um local seguro, onde ficarão com seus filhos até que se
executem empreendimentos definitivos”, reitera Aldori.
Carmen Lúcia de Souza Machado acompanhou
de perto os operários contratados pela Secretaria de Habitação para o
trabalho de desmanche da casa do vizinho ao lado, Patrick. A casa de sua
filha Larissa de Souza Muniz também será demolida. “Hoje mesmo ela foi
ao bairro Penha procurar um imóvel de locação. As enchentes incomodam
muito”, relata.
Situações urgentes
A exemplo do que acontece com o Complexo
Ponte Grande, nessa região da cidade não é diferente. A Prefeitura de
Lages precisa da colaboração dos moradores para que procurem imóveis
possíveis de aluguel, pois são situações urgentes de desocupação. “Nesse
caso em específico, na Carahá, já solicitamos que a Defesa Civil
Municipal fixe uma placa de interdição para que não haja novas ocupações
proibidas”, garante Aldori Freitas.
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