quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Moradores vão à Justiça contra Ponte Grande

moradores ponte grande (1)Lages, 19/02/2014 Milton Barão

A maior obra do governo federal em Lages pode parar na Justiça. A declaração foi feita por um grupo de moradores ribeirinhos, que moram em área verde ao longo dos 13 km do rio, entre a Várzea e Guarujá. São ao todo 13 bairros.
O secretário da Seplan, Jorge Raineski, que é o responsável pelo Ponto Controle (grupo gestor que envolve as secretarias e empresas envolvidas na obra), como também o secretário Ivan Magaldi (Habitação) e Hampel (Meio Ambiente), estiveram na manhã desta quarta-feira no local onde está sendo construído o conjunto residencial que irá abrigar 200 famílias.
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Discussão

A discussão com um grupo de moradores, em torno de 50 pessoas, foi tensa, e por pouco não chegou às vias de fato, pois alguns moradores foram se exaltando, dizendo que “entendiam, mas não aceitavam morar em casa germinada”.

Ação Judicial

Lideranças do protesto disseram que já constituíram advogado para uma ação judicial parar a obra enquanto não forem atendidos. Eles não querem casas geminadas e não aceitam serem alocados todos em um único local. Exigem conjuntos menores, mais próximos de onde moram.

Obra

O secretário Raineski tentava explicar que é uma financiada, aprovada pela Caixa. Se acontecer uma mudança no projeto, simplesmente os recursos não serão mais liberados e a obra para.

Opinião

Lamentamos que pessoas estejam se valendo dessa situação para querer conseguir “na marra”. Moravam em áreas ribeirinhas, em área verde ou invadidas e com a construção da avenida, terão suas situações regulamentadas. Vão ganhar uma casa de graça.

Federal

Tem-se a impressão que se trata de movimento político, já que quando da construção das vias marginais da 282, muito mais gente foi atingida e o Governo Federal simplesmente ignorou as reclamações e a obra já está quase pronta. Não teve doação de casa, não teve choro, nada. Simplesmente tiveram de se mudar.
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Agora, ao contrário, vão ganhar casa nova e ameaçam parar a obra. Só lembrando que o interesse coletivo prevalece sobre o individual.

 

Não vou negociar com baderneiros, diz Elizeu sobre Ponte Grande

 

Falando ao repórter Claudio Pereira (Clube) na manhã desta quarta-feira, o prefeito Elizeu disse que a Ponte Grande se trata de uma obra importante para o município. “Através dela vai se resolver diversos problemas, como alagamentos, invasões e moradias novas para moradores”.

Área verde

A Ponte Grande não vai prejudicar as pessoas, a obra será a solução, com uma avenida, com obras de saneamento, e, principalmente com um condomínio para pessoas que moravam em área verde, em casas irregulares. O mais importante de tudo, é que as pessoas vão ter escritura de suas casas, reforçou o prefeito.

Casa Própria

Os lotes tem 240m² e as pessoas podem fazer o que bem entenderem, garantiu o prefeito, dizendo que tem gente mentindo nessa história. O aluguel social será pago enquanto o conjunto residencial não ficar pronto.

Negociação

“Só não vai haver negociação com baderneiros. Não aceito isso e vamos discutir na justiça, pois é uma obra social, de interesse da cidade”, disse Elizeu.

Jogo sujo

“Não aceito que alguém use a inocência da pessoas para fazer jogo político e a ordem para a minha equipe é não tratar com baderneiros”.

Realocações

O secretário Jorge Raineski (Seplan), confirmou que de um total de 149 famílias que serão realocadas, apenas 69 delas ainda não foram transferidas. Dessas, 50 estão morando através do Aluguel Social.

Alagadiço

Sobre o fato de espalharem boatos sobre o conjunto ser em área alagadiça, o secretário disse que foi uma boataria espalhada, a partir de algumas lideranças políticas. “Em todas as enchentes dos últimos 50 anos, nunca na história a água chegou no local”., garantiu Raineski

 

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