A maior obra do governo federal em Lages pode parar na Justiça. A
declaração foi feita por um grupo de moradores ribeirinhos, que moram em
área verde ao longo dos 13 km do rio, entre a Várzea e Guarujá. São ao
todo 13 bairros.
O secretário da Seplan, Jorge Raineski, que é o responsável pelo
Ponto Controle (grupo gestor que envolve as secretarias e empresas
envolvidas na obra), como também o secretário Ivan Magaldi (Habitação) e
Hampel (Meio Ambiente), estiveram na manhã desta quarta-feira no local
onde está sendo construído o conjunto residencial que irá abrigar 200
famílias.
Discussão
A discussão com um grupo de moradores, em torno de 50 pessoas, foi
tensa, e por pouco não chegou às vias de fato, pois alguns moradores
foram se exaltando, dizendo que “entendiam, mas não aceitavam morar em
casa germinada”.
Ação Judicial
Lideranças do protesto disseram que já constituíram advogado para uma
ação judicial parar a obra enquanto não forem atendidos. Eles não
querem casas geminadas e não aceitam serem alocados todos em um único
local. Exigem conjuntos menores, mais próximos de onde moram.
Obra
O secretário Raineski tentava explicar que é uma financiada, aprovada
pela Caixa. Se acontecer uma mudança no projeto, simplesmente os
recursos não serão mais liberados e a obra para.
Opinião
Lamentamos que pessoas estejam se valendo dessa situação para querer
conseguir “na marra”. Moravam em áreas ribeirinhas, em área verde ou
invadidas e com a construção da avenida, terão suas situações
regulamentadas. Vão ganhar uma casa de graça.
Federal
Tem-se a impressão que se trata de movimento político, já que quando
da construção das vias marginais da 282, muito mais gente foi atingida e
o Governo Federal simplesmente ignorou as reclamações e a obra já está
quase pronta. Não teve doação de casa, não teve choro, nada.
Simplesmente tiveram de se mudar.
Agora, ao contrário, vão ganhar casa nova e ameaçam parar a obra. Só lembrando que o interesse coletivo prevalece sobre o individual.
Não vou negociar com baderneiros, diz Elizeu sobre Ponte Grande
Falando ao repórter Claudio Pereira (Clube) na manhã desta
quarta-feira, o prefeito Elizeu disse que a Ponte Grande se trata de uma
obra importante para o município. “Através dela vai se resolver
diversos problemas, como alagamentos, invasões e moradias novas para
moradores”.
Área verde
A Ponte Grande não vai prejudicar as pessoas, a obra será a solução,
com uma avenida, com obras de saneamento, e, principalmente com um
condomínio para pessoas que moravam em área verde, em casas irregulares.
O mais importante de tudo, é que as pessoas vão ter escritura de suas
casas, reforçou o prefeito.
Casa Própria
Os lotes tem 240m² e as pessoas podem fazer o que bem entenderem,
garantiu o prefeito, dizendo que tem gente mentindo nessa história. O
aluguel social será pago enquanto o conjunto residencial não ficar
pronto.
Negociação
“Só não vai haver negociação com baderneiros. Não aceito isso e vamos
discutir na justiça, pois é uma obra social, de interesse da cidade”,
disse Elizeu.
Jogo sujo
“Não aceito que alguém use a inocência da pessoas para fazer jogo
político e a ordem para a minha equipe é não tratar com baderneiros”.
Realocações
O secretário Jorge Raineski (Seplan), confirmou que de um total de 149
famílias que serão realocadas, apenas 69 delas ainda não foram
transferidas. Dessas, 50 estão morando através do Aluguel Social.
Alagadiço
Sobre o fato de espalharem boatos sobre o conjunto ser em área
alagadiça, o secretário disse que foi uma boataria espalhada, a partir
de algumas lideranças políticas. “Em todas as enchentes dos últimos 50
anos, nunca na história a água chegou no local”., garantiu Raineski
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