Palmeira, 14/02/2014, Correio Lageano, por Joana Costa
Medo. É isso que os estudantes da localidade de Farinha Seca, no interior do município de Palmeira, enfrentam no retorno das aulas. O transporte escolar precisa passar pela ponte sobre o Rio dos Índios, divisa com Correia Pinto. A estrutura da ponte está cedendo e treme quando o veículo passa. “Quando começa a andar o carro entorta. A ponte treme e balança de um lado para o outro”, conta o estudante Gustavo Atanásio Monteiro, de 12 anos. O colega Cleison Lima Pires, 17 anos, destaca que o problema é antigo. “Faz mais de ano que está assim. Dá medo, mas a gente tem que estudar”, acrescenta.
O motorista do transporte escolar Ildo Pereira de Oliveira conta que sente no volante a ponte balançar. “Dá para ver que a viga de sustentação está caindo para o lado. O carro passa e a madeira abaixa uns 30 centímetros”, diz.
Do nível do rio é visível que uma das duas vigas que sustentam a ponte está torta. Com o peso dos carros, a cobertura de madeira cede. A preocupação é com a segurança dos alunos. “Tenho sorte porque o meu carro é leve, mas passa caminhões pesados direto e vai estragando ainda mais. Cedo ou tarde vai cair”, acrescenta o motorista. Há três anos ele não vê o local recebendo melhorias ou manutenção.
Quando chove, o rio sobe e a água costuma encobrir a ponte, o que deixa os alunos impedidos de ir para a escola. “Não dá para passar. Tem outro caminho, mas lá também alaga”, explica Ildo.
Atraso: As aulas começaram nesta quinta-feira (13) na EEB Antonieta Farias de Souza, da rede estadual de ensino, mas a diretora Miriam Paim de Jesus prevê que os alunos do interior vão ficar sem aula, se providências não foram tomadas. “No período de chuva, os alunos chegam a ficar três dias sem vir para a aula”, ressalta.
Reforma da ponte inicia na próxima semana
O secretário de Obras de Palmeira, José Rafael Werner, informa que na próxima quinta-feira, dia 20, será iniciado o trabalho de reforma da ponte. “Fizemos uma parceria com a Klabin. Eles fornecem as vigas, nós a madeira e a mão de obra”, diz. Para ele, a reforma não é a solução ideal. “É paliativo, mas é o que a gente pode fazer por hora. Não pode é deixar cair”.
Já a assessoria de imprensa da prefeitura de Correia Pinto informou que está solicitando junto ao Governo do Estado recursos para a construção de uma nova ponte, de concreto, sobre o Rio dos Índios.
Prefeituras aguardam por projeto de asfaltamento
A estrada de Farinha Seca é a ligação entre os municípios de Correia Pinto e Palmeira. O trecho de 30 quilômetros é utilizado por caminhões da Klabin. Por isso existe a intenção da realização de uma Parceria Público Privada para o asfaltamento do trecho.
Governo do estado e Klabin custeariam o projeto e execução da obra, que incluiria uma nova ponte sobre o Rio dos Índios. A assessoria de comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Lages informou que está aguardando a finalização do contrato para debater o assunto, mas que há interesse na parceria.
Fotos: Joana Costa
Medo. É isso que os estudantes da localidade de Farinha Seca, no interior do município de Palmeira, enfrentam no retorno das aulas. O transporte escolar precisa passar pela ponte sobre o Rio dos Índios, divisa com Correia Pinto. A estrutura da ponte está cedendo e treme quando o veículo passa. “Quando começa a andar o carro entorta. A ponte treme e balança de um lado para o outro”, conta o estudante Gustavo Atanásio Monteiro, de 12 anos. O colega Cleison Lima Pires, 17 anos, destaca que o problema é antigo. “Faz mais de ano que está assim. Dá medo, mas a gente tem que estudar”, acrescenta.
O motorista do transporte escolar Ildo Pereira de Oliveira conta que sente no volante a ponte balançar. “Dá para ver que a viga de sustentação está caindo para o lado. O carro passa e a madeira abaixa uns 30 centímetros”, diz.
Do nível do rio é visível que uma das duas vigas que sustentam a ponte está torta. Com o peso dos carros, a cobertura de madeira cede. A preocupação é com a segurança dos alunos. “Tenho sorte porque o meu carro é leve, mas passa caminhões pesados direto e vai estragando ainda mais. Cedo ou tarde vai cair”, acrescenta o motorista. Há três anos ele não vê o local recebendo melhorias ou manutenção.
Quando chove, o rio sobe e a água costuma encobrir a ponte, o que deixa os alunos impedidos de ir para a escola. “Não dá para passar. Tem outro caminho, mas lá também alaga”, explica Ildo.
Atraso: As aulas começaram nesta quinta-feira (13) na EEB Antonieta Farias de Souza, da rede estadual de ensino, mas a diretora Miriam Paim de Jesus prevê que os alunos do interior vão ficar sem aula, se providências não foram tomadas. “No período de chuva, os alunos chegam a ficar três dias sem vir para a aula”, ressalta.
Reforma da ponte inicia na próxima semana
O secretário de Obras de Palmeira, José Rafael Werner, informa que na próxima quinta-feira, dia 20, será iniciado o trabalho de reforma da ponte. “Fizemos uma parceria com a Klabin. Eles fornecem as vigas, nós a madeira e a mão de obra”, diz. Para ele, a reforma não é a solução ideal. “É paliativo, mas é o que a gente pode fazer por hora. Não pode é deixar cair”.
Já a assessoria de imprensa da prefeitura de Correia Pinto informou que está solicitando junto ao Governo do Estado recursos para a construção de uma nova ponte, de concreto, sobre o Rio dos Índios.
Prefeituras aguardam por projeto de asfaltamento
A estrada de Farinha Seca é a ligação entre os municípios de Correia Pinto e Palmeira. O trecho de 30 quilômetros é utilizado por caminhões da Klabin. Por isso existe a intenção da realização de uma Parceria Público Privada para o asfaltamento do trecho.
Governo do estado e Klabin custeariam o projeto e execução da obra, que incluiria uma nova ponte sobre o Rio dos Índios. A assessoria de comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Lages informou que está aguardando a finalização do contrato para debater o assunto, mas que há interesse na parceria.
Fotos: Joana Costa
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